Novo texto de João Boavida na sequência de um anterior publicado aqui.Face a alguns comentários ao texto Nacionalmasoquismo, a propósito de um poema de Jorge de Sena, sinto necessidade de fazer certos esclarecimentos e algumas achegas.É evidente que seria uma honra, hoje, para qualquer universidade portuguesa, ter tido Jorge de Sena entre os seus professores. E a Universidade de Coimbra certamente que se orgulharia muito disso. Como qualquer outra, repito. Não estou por dentro dos episódios que fizeram com que uma proposta de contratação pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa tenha fracassado. Ou melhor, sei alguma coisa, e até de um ou outro nome (de quem, em princípio, não seria de esperar tal atitude) que eventualmente terá estado na origem desse impedimento. Mas o que sei, de facto, é pouco. Também não sei por que razão não se concretizou, mais tarde, em 74 ou 75, uma proposta de contratação, para a Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, da responsabilidade, suponho, do professor Victor Matos, da mesma Faculdade (o poeta Victor Matos e Sá). Também não conheço as razões desse falhanço, talvez fosse já tarde demais para reparar o erro, ou a Sena, nessa altura, já não interessasse. Se alguém conhecer os factos e achar por bem vir esclarecer esta assunto, eu, pessoalmente, agradeceria, e por certo todos nós.Lamento que não se tenha conseguido a sua contratação e penso que foi lamentável para a cultura portuguesa. Dito isto, voltemos a Jorge de Sena. Homem invulgar a muitos níveis e que nos deixa uma obra impressionante e fortíssima, de valências raramente conciliáveis numa só pessoa – investigação, cultura, erudição, e criação original. Mas que, talvez por se sentir superior e não ser reconhecido, sem deixar de perceber como a sua própria grandeza incomodava e tornava invejosos muitos dos seus confrades, o levava por vezes a ser agressivo e até injusto.Tudo agora se lhe desculpa, mas muitos não lho desculparam então. O poema das Dedicácias aqui referido parece-me o espelho de uma necessidade de ataque sem objecto digno disso, e de, portanto, alguma incoerência, mesmo que a poesia não cuide dela nem interesse para o seu valor. Mas o facto não impede que possamos descobrir a dita injustiça eventual pressuposta e sobre ela falar. De facto, dizer de alguém que é culto, inteligente, viajado, versado em Hegel e fenomenologia, mas que não se salva por andar na Rua da Sofia, tem algo de inaceitável, sobretudo quando se sabe que a Rua da Sofia foi única na Europa do seu tempo, e pelo que foi e pretendeu ser, pelo que poderia ter sido e, portanto, pelo que ainda poderá vir a ser, é, pelo menos, inadequado.E, sendo assim, qualquer um – e eu também - tem o direito de comentar o escrito de Jorge de Sena; por muito que o admire, como admiro. Tudo se lhe desculpa, porque o talento tudo redime; mas eu posso anotar o facto, levantar um pequeno porém, ou não? Quanto a Coimbra e à catedrazeca a que se refere um comentário, o caso tem mais que se lhe diga porque a realidade é sempre mais complexa que a nossa raiva.Jorge de Sena sempre lamentou, no fundo, que nenhuma universidade portuguesa o tivesse acolhido. Era um dos seus ressentimentos, pelo menos a princípio, antes da sua instalação definitiva nos EU. É claro que ter uma cátedra numa universidade americana dispensa uma cátedra em qualquer universidade portuguesa. Isto em princípio, porque na América há universidades e universidades.Mas, para além disso, é de notar que o que parece evidente hoje não era há quarenta e tal anos. Não podemos esquecer a perspectiva de itinerário pessoal que estas coisas têm, e em Jorge de Sena tiveram de modo quase épico, nem ignorar a época em que estas coisas aconteceram, ou podiam ter acontecido as que não chegaram a acontecer. Pensar assim é pensar num Jorge de Sena abstracto, e esquecê-lo enquanto emigrante intelectual à procura de uma cátedra no Brasil, com um rancho de filhos para sustentar, e com o trabalho constante, titânico, assombroso para construir uma obra, imensa, variada e profunda, e com provas académicas e concursos pelo meio, e obrigações e urgências e prazos, tal como cá, e tudo isto por entre dificuldades de toda a ordem e trabalhos e viagens e doenças e faltas de dinheiro.É comovente ler as cartas a Sofia de Melo Andresen, já aqui referidas, e perceber a sua mágoa e o seu orgulho ferido, e como a Universidade Portuguesa (e nem especialmente a de Coimbra, note-se; Coimbra tentou remediar o mal, tanto quanto sei) perdeu uma excelente ocasião de se valorizar e de valorizar a cultura portuguesa, cá dentro. Portugal, sabe-se, é frequentemente ingrato e injusto com os seus melhores filhos, e com ele foi-o sem dúvida, e todos perdemos com isso.Embora Sena, por todas estas razões que até se compreendem, tenha criado muitos anticorpos, que se voltaram contra ele, enquanto vivo. Somos, diz-se também, um povo onde abundam os mesquinhos e os invejosos e o reconhecimento post mortem é o nosso forte. Mais uma vez assim foi.Finalmente, a oportunidade que alguns sentem de dizer mal de Coimbra é um case study que merecia investigação.Não se diz nada sobre Coimbra que umas tantas almas não reajam com um imediato e automático reflexo de Pavlov constituído por umas tantas ideias feitas e uns adjectivos que, por si só, reflectem afinal mais o sujeito que os usa que o objecto a que se referem. É bom começar a mudar de discurso porque se arriscam cada vez mais a gritar para um comboio que, ao passar, absorve, com o fragor, todos os berros, até os mais raivosos.
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Nacionalmasoquismo: a propósito de alguns comentários
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July 24 2010, 1:15pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Os Ratos Chineses
http://terrear.blogspot.com/2010/07/os-ratos-chineses.html
A veces se toman decisiones con la mejor intención y sucede que no sólo resultan inútiles sino que se convierten en contraproducentes. Damos por hecho que, por tener el buen deseo de haber hecho bien las cosas, los resultados van a ser los esperados.En todos los ámbitos de la vida, después de hacer un diagnóstico más o menos riguroso de la situación, tomamos decisiones que consideramos justas y racionales y que luego nos olvidamos de evaluar. Damos por hecho que el buen criterio o la buena voluntad resultarán suficientes. No siempre es así. Los hechos, que son muy tozudos, dicen luego si la decisión fue acertada o equivocada, eficaz o perniciosa. Por eso es necesario analizar, a corto y largo plazo, las consecuencias de las decisiones.Cuentan que en China se produjo una enorme invasión de ratas. La alarma se hizo mayor al saber que las ratas eran portadoras de una terrible epidemia. La proliferación fue tan grande que el gobierno decidió tomar cartas en el asunto y preparó rápidamente un decreto con la intención de acabar cuanto antes con la plaga. En él se anunció que se premiaría con una cantidad de dinero a todos los que se presentasen en el Ayuntamiento mostrando una rata muerta. Los empleados las recogerían y las quemarían para acabar con el problema. El dinero por cada rata muerta era tan abundante que las ratas, de entes amenazadores y repungantes, se convirtieron en bienes preciados, de manera que las personas las buscaban y las sacrificaban sin descanso.¿Qué sucedió? Que los chinos descubrieron muy pronto que la cantidad de dinero percibida por las ratas capturadas y entregadas al Ayuntamiento era tan suculenta que decidieron dejar de plantar arroz y ponerse a criar ratas. El problema no se hizo esperar. Faltaban alimentos. Tenían mucho dinero, pero era un dinero que no les permitía satisfacer sus necesidades más perentorias.La medida parecía lógica, pero la realidad torció la intención del legislador. La pretensión de acabar con las ratas se convirtió en el principal modo de multiplicarlas. Si se hubiesen quedado tan tranquilos, sin ver cómo evolucionaba la realidad, hubieran sufrido graves consecuencias.Hay que estar atentos, pues, a la realidad. Hay que analizar qué es lo que puede cambiar la intención de quien decide. Intereses de otras personas se interponen, a veces, en la puesta en acción de una medida cargada de bondad y de lógica. Otras veces es la aparición de nuevas e inesperadas circunstancias lo que acaba pervirtiendo la voluntad benéfica de quien decide. Quizás, en algunas ocasiones, sea un malhadado azar. (Doy por supuesto en este caso que se ha hecho un diagnóstico riguroso y que se ha tomado la decisión de manera bienintencionada e inteligente. Ya sé que hay casos en que no es así).Me centraré en el campo educativo que es el que más me interesa y me preocupa. Y pondré algunos ejemplos tomados de manera escalonada, de lo más general a lo más particular.Pienso en las grandes reformas del sistema educativo. Algunas están inspiradas en la democratización, en la justicia y en la equidad. En definitiva, en el deseo de corregir, cuando no de eliminar, las desigualdades existentes. Pero luego viene la realidad con su pertinaz desarrollo de los hechos. Diversificar el currículo, por ejemplo, si no se pone dinero en la escuela pública, acabará dando más oportunidades a quien más oportunidades tiene ya en la escuela privada. Decía Papagiannis ya hace unos cuantos años que muchas reformas educativas que se emprenden para favorecer a los más desfavorecidos el sistema las acaba convirtiendo en reformas que favorecen a los más favorecidos. Hay que pensar.En algunos centros se ponen en funcionamiento medidas que pretenden eliminar los conflictos. Se instalan cámaras, se aumentan las amenazas, se endurecen los castigos. Y, a veces, lo que se consigue es que los alumnos aprendan a delinquir de manera más subrepticia, a extorsionar sin que les sorprendan, a molestar sin ser descubiertos. La escuela no es una institución coercitiva sino educativa y en ella se ha de tratar de enseñar respeto a la dignidad de las personas. ¿Qué sucederá cuando no tengan vigilancia, amenazas y castigos? Hay que pensar.El tercer nivel de concreción será un caso concreto. En una familia que conozco el hijo robó en la casa una determinada cantidad de euros. La orientadora de su centro supo de su boca que la finalidad era comprar un móvil porque no tenía amigos y pensaba que el móvil podría servirle de gancho. Los padres, desconocedores de la causa del robo, le habían prohibido las salidas durante todo el trimestre. De ese modo habían agudizado la crisis de soledad y la angustia por sus malas comunicaciones con los pares. Hay que pensar.La mecánica de las decisiones nos puede dejar encerrados en nuestra buena voluntad y en nuestro análisis preliminar. La carencia de dudas, la instalación en la certidumbre, el orgullo que nos conduce a pensar que no podemos equivocarnos, nos impide interrogarnos sobre las consecuencias de nuestras acciones.¿Hasta cuándo ha de durar el seguimiento de las decisiones? No hay un plazo exacto porque depende de la naturaleza de la misma, de la edad de los destinatarios, de las características del contexto, del valor de la experiencia anterior. Pero sí se puede decir que no basta una preocupación por la reacción inmediata. Hay que darle tiempo al tiempo.Las prisas son malas consejeras. De la misma manera que los efectos deseados no aparecen, a veces, de forma inmediata, tampoco lo hacen los efectos perversos, que permanecen ocultos bajo diversas inofensivas apariencias. Hay que pensar.Miguel Santos GuerraFonte Nota: pode perfeitamengte aplicar-se aos "mega-agrupamentos", ainda que nesta circunstância seja difícil veja onde residem as "vantagens".
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July 24 2010, 11:25am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... blog.laopiniondemalaga.es
Tapar la boca
http://blogs.laopiniondemalaga.es/eladarve/2010/07/24/tapar-la-boca/
La libertad de expresión es un derecho básico de los ciudadanos y ciudadanas en una democracia. Tapar la boca a las personas para que no puedan decir lo que piensan es un atropello inadmisible. Si la causa de la decisión es que quien habla critica al poder, resulta doblemente pernicioso porque no sólo se destruye la libertad sino que se ejercita el abuso de autoridad, cáncer de la democracia. La democracia consiste en reconocer que el poder está en el pueblo. El pueblo es la autoridad. Y quienes han sido elegidos por el pueblo tienen el deber de servir, no de acallar, tienen el deber de garantizar la libertad, no de coartarla. Eso es lo que ha sucedido en el Ayuntamiento de Valdivielso (norte de Burgos). Acabo de escuchar la grabación del pleno municipal celebrado el día 4 de julio en el que se debatió la continuidad de una Radio Municipal que lleva funcionado varios años. Se trata de una Radio que organiza muchas actividades con niños y adultos, que pretende preservar la memoria del pueblo, que rescata del olvido usos y costumbres, que sirve de enlace entre los ciudadanos y ciudadanas para ofrecer ayuda a quien se ha quedado sin gasolina o necesita alguna cosa urgente… En un punto del orden del día del citado pleno se aborda la continuidad de la radio que está sufragada con las aportaciones de los miembros de una Asociación Cultural y con una subvención de 8900 euros anuales del Ayuntamiento. Se dice literalmente en el pleno que no se puede aceptar que una Asociación que recibe esa ayuda se dedique a criticar a los concejales y al alcalde. Lo que debería haber hecho la Corporación al concederles la ayuda es exigirles bajo contrato que dedicasen varios programas a cantar las loas de los señores concejales y del señor alcalde. El error básico reside, a mi juicio, en la concepción del dinero público que tienen esos gobernantes. Creen que el dinero es suyo. Y, por consiguiente, tienen que decir cómo se ha de emplear. Pues no. El dinero es del pueblo (¿o lo han puesto de su bolsillo?) y los gobernantes lo tienen que administrar según los intereses y la voluntad del pueblo. Criticar las actuaciones del alcalde es un ejercicio de democracia que no se puede eliminar. La composición de la corporación es de tres miembros del PSOE, entre ellos el alcalde, tres concejales del PP y una concejala que es miembro de la Agrupación “Juntos por Valdivielso”. Los tres miembros del PP quieren clausurar la radio. Los tres del PSOE quieren sustituir a quien la dirige por un periodista contratado durante seis meses hasta que llegue, en primavera, una nueva Corporación tras las elecciones. Y la concejala que pertenece a la Agrupación quiere la continuidad de la radio. Ante el resultado de la votación 3-3-1 se impone el voto de calidad del alcalde. Y allí, sin más, éste da por zanjado el asunto diciendo que si cuesta mucho llevar a cabo la decisión ganadora, se impondrá la decisión del PP. Es decir, que se acaba con la Asociación o se acaba con la Asociación. Y, por consiguiente, con la radio. Al parecer la radio puso en marcha una recogida de firmas que no gustó a los munícipes. Y se quejan de que esa no es una función cultural. Depende de lo que entendamos por cultura, claro está. Porque si entendemos por cultura el conocimiento, el análisis y la participación en lo que atañe a la ciudadanía la recogida de firmas es cultura. En el pleno se ve claramente que la decisión está tomada, que no interesa debatir, que no se cuenta con la opinión del pueblo, que lo que se pretende es acabar con la radio. No se puede silenciar esta radio. No se puede acallar la voz de quienes opinan. Lo que tienen que hacer el alcalde y los concejales es rebatir en la radio los argumentos que consideren falsos. Estoy seguro de que nunca se lo han impedido. No puede calificar la crítica de falta de respeto porque falta de respeto es la suya al decidir acabar con la Asociación y con la radio. Lo que tiene que hacer es ofrecer la oportunidad de hablar de la libertad de expresión y de las cortapisas que esta encuentra cuando el ejercicio de esa libertad desagrada a quien tiene el poder. Un empresario decía: a mí no me gusta que mis trabajadores me adulen, a mí me gusta que digan la verdad, aunque eso les cueste el puesto. La pregunta es bien sencilla: ¿Hubieran tomado esta decisión sobre la radio si no se hubiera mostrado crítica con el poder, si hubiera recogido firmas para apoyar la gestión municipal? Otro empresario invitó a un grupo de trabajadores a una comida de fraternidad. En los postres se puso de pie y contó un chiste. Todos los trabajadores se rieron a carcajadas, menos uno, que se quedó impasible. El empresario se dirigió a él y le preguntó: - ¿Es que a usted no le ha hecho gracia? Y el trabajador contestó: - Mire usted, a mí me ha hecho la misma gracia que a todos los demás, pero es que yo me jubilo mañana. Si el alcalde, como dice en el pleno, entiende que la radio le falta al respeto, que denuncie los hechos ante el juzgado, pero que no cierre la radio. El juez dirá quién tiene la razón. Es fácil confundir con falta de respeto el sano ejercicio de la crítica que manifiesta con crudeza el desacuerdo ante la política. No vale decir cualquier cosa: no vale calumniar, por ejemplo. No vale insultar, pero hay modos de saber si lo que se dice es una opinión razonada o un exabrupto indecente. Lo último es tapar la boca a quien habla, con la excusa de que no están hablando bien del que les ha regalado un micrófono. Intenté hablar con el alcalde, pero no fue posible, a pesar de su buena disposición. Me hubiera gustado conocer directamente su opinión. En cualquier conflicto es conveniente escuchar a las dos partes. Pero bueno, él habló con sus intervenciones y con su decisión en el pleno. Invito a la Corporación a que revoque la decisión que ha tomado y de continuidad a la radio renovando el contrato que vence el 31 de agosto. Esa radio es una hermosa iniciativa de la que todo el pueblo se beneficia y se siente orgulloso. Sería un gesto de inteligencia y de honradez. Cuando en una sociedad los aduladores prosperan y los críticos están condenados a la persecución o al ostracismo la democracia está en peligro.
July 23 2010, 11:00pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Validação dos dados curriculares individuais – Estudantes das Faculdades de Letras, Direito, Medicina, Farmácia e Psicologia e de Ciências da Educação
http://www.uc.pt/tomenota/2010/20100723_2
Para mais informações: http://www.uc.pt/depacad/
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July 23 2010, 9:57am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Uma carta de Eugénio Lisboa enviada à direcção da "ÁRVORE"
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/uma-carta-de-eugenio-lisboa-enviada.html
Devidamente autorizado pelo seu autor, publico uma polémica carta, de fino recorte literário, do académico e ensaísta Eugénio Lisboa, com a data de 21 de Julho de 2010, dirigida à direcção da ÁRVORE (Cooperativa de Actividade Artística CRL), por esta instituição se mostrar indignada por a Autarquia da Cidade Invicta se ter recusado a atribuir o nome de José Saramago a uma das sua ruas. É este o teor da referida carta:"Exmo. Sr., ocorre-me perguntar que outras grandes figuras nacionais - e não só escritores - não tiveram, até agora, direito ao seu nome dado a uma rua do Porto. Porque será tão imperativo e urgente dar o nome de José Saramago a uma rua do Porto? Ele não foi já suficientemente homenageado? Acrescento: tenho a tendência a ver no Porto a cidade que simboliza a Liberdade. E tenho bons motivos para isso. E tenho igual tendência para ver em Saramago o homem que, em 1975, personificou a perseguição à liberdade de pensamento. Estas coisas não são para esquecer. E não há Prémio Nobel que as lave. O embasbacamento nacional com um prémio que tem contemplado hordas de medíocres e deixado de fora inúmeros gigantes (Tolstoi, Ibsen, Valéry, Drummond de Andrade, Manuel Bandeira, Eugénio de Andrade, Tennessee Williams, Virginia Woolf, D. H. Lawrence, Paul Claudel, Jorge Luis Borges, René Char,etc, etc.) apenas ilustra o nosso provincianismo cultural. A mim, confesso que me não afecta de maior a recusa da Câmara do Porto. Ou antes, incomodar-me-ia muito ver a cidade da Liberdade homenagear quem tão abominavelmente a traíu. Nessa altura, pessoas como Vergílio Ferreira, Natália Correia ou Eduardo Lourenço souberam resistir à força avassaladora dos opressores, entre os quais se encontrava proeminentemente, Saramago.Agradecia desse a estas minhas palavras a divulgação que pretendem dar aos que apoiam a vossa moção.Com os melhores cumprimentos,Eugénio Lisboa"
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July 23 2010, 9:36am | Comments »
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HUMOR: Protões mais pequenos, à semelhança de cornetos e pernas de pau
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/humor-protoes-mais-pequenos-semelhanca.html
Quem não se lembra dos gelados enormes quando era criança e da desilusão de pedir o mesmo gelado passados alguns anos e verificar que este já não é maior do que a nossa cabeça? Uma experiência com a qual certamente todos os leitores se identificam. Sucedeu o mesmo com uma equipa de cientistas internacional, liderada por Randolf Pohl do Instituto Max Planck na Alemanha (em Português, Instituto Super-Maxi). Quando a equipa de Pohl começou a estudar protões no ano 2000, estes pareciam enormes. Passados dez anos, a sensação que fica é que estão mais pequenos: "nas minhas memórias de infância os protões têm para aí 0,8768 fentometros de raio. No ano passado voltei a pedir um protão num acelerador de partículas, e era 4% mais pequeno. A partir daí nunca mais quis olhar para constante de Rydberg".David Marçal, no INIMIGO PÚBLICO
July 23 2010, 7:35am | Comments »
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HUMOR: "GANDAS OPORTUNIDADES"
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/humor-gandas-oportunidades.html
July 23 2010, 6:47am | Comments »
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HUMOR - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 3
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July 23 2010, 6:38am | Comments »
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ALMA MATER DIGITAL
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Minha crónica no semanário "Sol" de hoje:Alma Mater é uma expressão latina que significa etimologicamente a “mãe que alimenta”. Serve, também, para referir a Universidade onde se estudou. Desde há poucos dias, a expressão passou também a ser o nome da biblioteca digital de fundo antigo da Universidade de Coimbra, a mais antiga das universidades portuguesas. Na Internet está acessível, à fácil disposição de todos os interessados, em http://almamater.uc.pt/ .O leitor que aí clique encontrará cerca de 4000 documentos digitalizados na íntegra, num total de mais de meio milhão de imagens, que incluem livros, periódicos, manuscritos, mapas, fotografias, etc., anteriores a 1940, sobre os mais variados temas, uma vez que o fundo antigo em questão vai desde o Direito e as Letras até às Ciências e Tecnologias. Na área das ciências, poderão ser vistas, por exemplo, magníficas estampas de espécies vegetais portuguesas que constam do livro, publicado em Lisboa no ano de 1800, Phytographia Lusitaniae Selectior, de Félix de Avelar Brotero, lente de Botânica e Agricultura em Coimbra.Como estamos em época de comemorações do centenário da implantação da República em Portugal, a Alma Mater contemplou essa efeméride. Assim, na secção República Digital, exibe, para consulta geral, numerosos documentos, alguns inéditos, do início do século passado. O leitor pode desfolhar as Observações meteorológicas, magnéticas e sísmicas feitas no Observatório Meteorológico de Coimbra no ano de 1909 e publicadas pela Imprensa da Universidade em 1910. O volume seguinte já está a ser digitalizado para divulgar o estado do tempo no dia 5 de Outubro de 1910...Ou pode consultar o Boletim dos Hospitais da Universidade de Coimbra, publicado também pela Imprensa em 1931, onde se diz que a reforma de 1911 veio “transformar de forma mais absoluta e radical os serviços hospitalares”, ficando os referidos hospitais a ser “o mais completo campo experimental da ciência médico-cirúrgica”. As estatísticas das operações cirúrgicas feitas a partir de 1913 documentam isto mesmo: basta ver as extensivas listagens com método e processo, o tipo de anestesia e o resultado (“curado”, “melhorado”, “no mesmo estado” ou “falecido”). Não tem o nome dos operados, mas tem o nome dos operadores.Ou pode ainda ler várias cartas de Afonso Costa, o primeiro-ministro da Primeira República, escritas do exílio após o golpe de Estado de 1926 a um outro exilado, Armando Cortesão, o engenheiro agrónomo (um dos primeiros estudiosos da genética entre nós) que se notabilizou como historiador dos Descobrimentos. Como se compreende, Salazar é aí referido de um modo muito pouco favorável. Na Alma Mater a história está à distância de um clique.Imagem: estampa do livro de Brotero referido no texto.
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July 23 2010, 6:30am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HUMOR - INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL 3
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July 23 2010, 6:29am | Comments »



