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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HUMOR: INTELIGÊNCI ARTIFICIAL 2
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/humor-inteligenci-artificial-2.html
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July 23 2010, 6:28am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HUMOR - INTELIGÊNCIA ARTIFICAL 1
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/humor-inteligencia-artifical-1.html
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July 23 2010, 6:27am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Campeonato Europeu de Ténis Universitário realiza-se no Estádio Universitário de Coimbra, de 25 a 31 de Julho (em inglês)
http://www.uc.pt/tomenota/2010/20100723
Para mais informações: http://www.euctennis2010.com
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July 23 2010, 5:59am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
O partido atendível (mais 1 link)
http://pauloquerido.pt/pessoal/leituras/o-partido-atendivel-mais-1-link/
Leituras recomendadas: O partido atendível fonte: aspirinab.com Os factos são estupidamente evidentes: Passos subiu nas sondagens assim que contribuiu para a resolução dos problemas viabilizando o apoio do PSD ao Governo em certas medidas. É isso que os eleitores esperam e estão dispostos a premiar, uma concórdia que ponha Portugal em primeiro lugar num ciclo [...]
July 23 2010, 4:08am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
À Escola o que é da Escola
http://terrear.blogspot.com/2010/07/tema-recorrente-de-antonio-novoa-qual-e.html
Tema recorrente de António Nóvoa:Qual é o principal desafio de um gestor escolar atualmente?Acredito que é decidir o que é essencial ensinar aos alunos e garantir que as disciplinas elementares não sejam prejudicadas pela avalanche de conteúdos que são propostos atualmente. Hoje, a equipe docente se ocupa da Educação Ambiental, alimentar e comportamental e com programas de prevenção a aids, acidentes de trânsito e violência sexual. Todos muito importantes, mas que não são responsabilidade da escola. Ao tentar colocar tudo no mesmo pote, falta espaço para o básico.Como saber o que é essencial?Há um pensamento notável de Olivier Reboul, filósofo francês (1925-1992). Ele diz que deve ser ensinado na escola tudo o que une e tudo o que liberta. O que une é aquilo que integra cada indivíduo num espaço de cultura, em determinada comunidade: a Língua, as Artes Plásticas, a Música, a História etc. Já o que liberta é o que promove a aquisição do conhecimento, o despertar do espírito científico, a capacidade de julgamento próprio. Estão nessa categoria a Matemática, as Ciências, a Filosofia etc. Com base nesse princípio, podemos selecionar o que é mais importante e o que é acessório na Educação das crianças.(...)Até que ponto o gestor pode mexer no currículo quando há uma política nacional definida pelo governo?Muitas propostas de Educação complementares ao currículo não são impositivas. Cabe aos diretores de cada escola escolher o que priorizar. Tanto é assim que em vários países, embora a política educacional seja única, verifica-se um dualismo cada vez mais acentuado: as elites investem na Educação privada, cuja base estrutural é a aprendizagem, enquanto as escolas públicas estão cada vez mais centradas em dimensões sociais e assistenciais. Essa Educação feita em duas velocidades é o pior dos cenários para o nosso futuro, pois só aumenta a desigualdade de oportunidades.Entrevista integral (via CC)
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July 22 2010, 4:53pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Tempo de Seminário sobre Auto-Avaliação de Escolas
http://terrear.blogspot.com/2010/07/tempo-de-seminario-sobre-auto-avaliacao.html
Cumprindo, aqui, os serviços mínimos neste tempo intenso de final de ano. Hoje, com uma arguição de prova de qualificação de doutoramento na FPCE do Porto e, sobretudo, com um seminário importante sobre Auto-Avaliação de Escolas, organizado pelo SAME - Serviço de apoio à melhoria das escolas, da Faculdade de Educação e Psicologia, da Universidade Católica. Em que quase todas as escolas que acompanhamos (12) puderam expor o seu percurso, as suas aprendizagens. Em que foi possível identificar que o essencial é mudar o modo de ver a escola, a implicação e o compromisso. Em que mais de 100 professores nos transmitiram múltiplos sinais de esperança nestes tempos disfóricos de PEC e crise.
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July 22 2010, 2:24pm | Comments »
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“O que mais lhe irá acontecer?"
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/o-que-mais-lhe-ira-acontecer.html
O que se passa no sistema educativo português faz-me lembrar, com mais frequência do que eu gostaria, certas novelas, em versão “foto” e, depois, em versão “tele”, produzidas segundo a fórmula “puxar ao sentimento”, que há umas três para quatro décadas se tornaram o tema principal de conversa da nação.Essas telenovelas de tão longas e por nelas se introduzirem tantas reviravoltas, a fim de agradar a todos, facilmente passavam para o domínio do incompreensível. Ainda assim, as pessoas continuavam alegremente a vê-las e a falar delas apaixonadamente, apesar de, às tantas, já não saberem explicar como é que a história havia começado, nem a mudança do enredo, nem quem era quem, ao que tinha entrado e que destino teria. Isto, aliás, não importava muito porque o que interessava às pessoas o entretenimento.Numa paródia a essas novelas, o actor Nicolau Breyner, como um sotaque abrasileirado, repetia no final de cada episódio: “o que mais lhe irá acontecer?”. Fala que hoje já não teria grande sentido porque, entretanto, quer gostemos do género ou não, temos de reconhecer que as histórias, os desempenhos, as técnicas melhoraram muitíssimo. Eu arricaria dizer: ao contrário do sistema educativo, onde a impressão de tudo se repetir, não se conseguindo sair do mesmo estado, é uma contante...Este pensamento foi o que me ocorreu ao ler uma notícia sobre a (mais uma) revisão do Estatuto do Aluno do Ensino Básico e Secundário. Um pensamento nada edificante de quem, como eu, trabalha na área da Pedagogia, mas que outro pensamento se pode ter perante tanta instabilidade, tanta confusão, tanta opinião?Lembram-se os leitores, sobretudo aqueles que fazem um esforço (é esta a palavra certa) para estarem a par das medidas para a educação, quantas versões desse Estatuto surgiram num passado próximo? Qual era o texto de cada uma? Que alterações sofreram, com que argumentos e defendidos por quem?Eu que as li todas, e com intenção de estudo, dou a mão à palmatória: não me lembro. Até porque o Estatuto da Carreira Docente também sofreu alterações várias, o mesmo aconteceu com a Avaliação do Desempenho Docente, etc, etc, etc.Podem até as alterações que agora se introduziram no Estatuto do Aluno estarem correctas, mas, entretanto, perdeu-se o sentido do todo: nem professores e outros educadores, nem pais/encarregados de educação, nem alunos, nem sociedade em geral, conhecem, neste momento, o seu conteúdo em pormenor, sem terem dúvidas acerca do mesmo. E estamos a falar de uns milhões.NOTA: Sobre as novas alterações introduzidas no nesse Estatuto poderá ler-se aqui o artigo de Pedro Sousa Tavares.
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- Sistema educativo
July 22 2010, 6:09am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Encontram-se abertas as candidaturas: mestrados em Estudos Curatoriais, Crítica de Arte e Arquitectura e doutoramento em Arte Contemporânea, até 28 de Julho, no Colégio das Artes
http://www.uc.pt/tomenota/2010/20100722
Para mais informações: http://www.uc.pt/colegioartes
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July 22 2010, 3:21am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Sobre a cultura científica
http://dererummundi.blogspot.com/2010/07/sobre-cultura-cientifica.html
Parte de uma entrevista que dei a um estudante da Faculdade de Letras de Coimbra, que :P- Que características definem o conceito de cultura científica em Portugal? R- A ciência é universal e o conceito de “cultura científica” é o mesmo aqui e em qualquer parte do mundo: a expressão refere-se à parte da vasta cultura humana que tem a ver mais de perto com o empreendimento científico, que de uma forma muito resumida pode ser entendido como a aquisição de conhecimento sobre o mundo. Afirmar que a “ciência é parte da cultura” é ultrapassar a famosa questão das “duas culturas”, a literária e a científica, que C.P. Snow colocou em 1959. Não há duas culturas, mas uma só, sendo a ciência parte inalienável dela. A posse de cultura científica é hoje considerada uma condição de cidadania, isto é, de pertença à sociedade. Mas pergunta-me por Portugal. O nosso país caracteriza-se por uma cultura científica ainda pouco generalizada, resultado de um atraso no cultivo da ciência e na disseminação dela aos cidadãos. Precisamos de mais cultura científica de modo a evitar que, entre nós, muita gente pense que a ciência e a cultura estão divorciadas.P- Quais os principais elementos que diferenciam a cultura cientifica de outras variantes da cultura?R- Uma das marcas maiores da ciência é o reconhecimento do erro. Ora, se um resultado científico pode estar errado, julgo que nunca se poderá dizer o mesmo de uma obra de arte. Os critérios de validação da ciência – principalmente o uso do raciocínio lógico e a concordância com a observação ou a experiência - são decerto diferentes dos de outras actividades humanas. Apesar disso, outras áreas da cultura, por muito distintas que sejam da ciência, podem e devem cruzar-se com ela, para enriquecimento mútuo. As artes em geral, que a generalidade dos cidadãos associa mais rapidamente à cultura, constituem uma dessas áreas, abrangendo subáreas como a literatura, as artes plásticas, as artes de palco, etc. Cada vez mais se tem assistido à intersecção da cultura artística com a cultura científica: por exemplo, obras de arte buscam inspiração na ciência e a ciência reinvindica o uso de elementos ou critérios estéticos. Julgo que nessa aproximação não há qualquer risco de confusão ou sincretismo. Um cientista precisa de ter imaginação, mas a sua imaginação não pode ser tão livre como a do artista, tem de estar contida na “camisa de forças” que é a realidade.P- Como qualifica o actual estado da cultura científica em Portugal?R- Melhorou muito nos últimos anos, com o investimento enorme que houve na ciência e na sua difusão pública no último quarto de século. Mas o ponto de partida era muito baixo. Assim, há inquéritos internacionais recentes de sociologia da ciência que mostram que os portugueses têm na sua relação com a ciência dificuldades maiores do que as de outros povos europeus. Se muito foi feito, muito há ainda a fazer neste domínio.P- O que acha que pode ser feito para melhorar a aprendizagem das ciências e a divulgação de cultura científica em Portugal?R- O ensino da ciência deve ser feito em larga medida na escola e aí tem residido a nossa mais importante falha. O ensino formal da ciência, como é revelado por indicadores internos (resultados dos exames de disciplinas científicas) e por comparações internacionais (PISA e TIMMS), não tem revelado progressos satisfatórios. Ora essa situação não pode ser inteiramente colmatada por via do ensino informal da ciência que sempre se efectua quando há divulgação da cultura científica (através dos média, dos museus e centros de ciência, etc.). Arriscaria dizer que, nos últimos anos, progredimos mais no ensino informal do que no ensino formal da ciência, mas o progresso tanto de um modo como doutro não foi suficiente. Importa, por isso, enfrentar em particular o problema da ciência na escola, começando, na minha opinião, o mais cedo possível. O recurso à experimentação no ensino básico (e, antes disso, mesmo no jardim-escola) é uma via que nos falta percorrer de uma forma mais convicta e eficaz. Para isso, é mister formar mais adequadamente professores desse nível de ensino, melhorar currículos e fornecer bons materiais. Claro que, ao fazer isto na escola, tem de se continuar a fazer tudo aquilo o que já se faz fora da escola, como acontece nas actividades do Ciência Viva, e sempre que possível em coligação com a escola.P- Qual é o papel do governo na divulgação do conhecimento e da cultura científica?R- A causa da ciência e da cultura científica é uma causa pública. Diz, portanto, respeito ao governo no qual, em democracia, delegamos a organização da escola pública e dos meios públicos de promoção da cultura científica. Sem investimento público não podemos esperar que a ciência cresça e a cultura científica avance. É também para isso que pagamos os nossos impostos e participamos em eleições. Mas essa delegação não nos isenta das nossas responsabilidades. A causa da ciência diz respeito às empresas e outras instituições privadas, assim como, em geral, aos cidadãos, na medida dos seus saberes e possibilidades. Parte substancial do investimento em ciência e cultura científica deve ser não governamental. Nas sociedades mais avançadas as empresas e os cidadãos dispõem de amplo espaço de iniciativa e podem envidar esforços que se somam ao esforço dos governos. Apesar de alguma aproximação no passado mais recente, Portugal não alcançou ainda um estádio de desenvolvimento suficiente para que o investimento privado na ciência exceda largamente o público, como acontece por exemplo nos países do Norte da Europa.P- Qual foi o impulso dado à cultura científica pelo programa Ciência Viva?R- A Agência Ciência Viva tem concretizado vários projectos, que confluem todos eles na defesa e alargamento da cultura científica. Sem o Ciência Viva estaríamos muito piores. Foi uma das boas ideias que frutificaram entre nós nos últimos tempos e só espero que continue o bom trabalho que tem realizado. Em Coimbra, temos desde há pouco tempo o Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho a funcionar em pleno, em homenagem ao grande poeta e divulgador de ciência.P- Qual foi o papel da “Física Divertida” no panorama nacional da divulgação científica?R- “Física Divertida” é um livro que escrevi em 1991 e que teve uma sequela, há três anos, com “Nova Física Divertida”. Nesses livros apenas pretendi contar algumas histórias da física, clássica primeira e moderna depois, de uma maneira compreensível para um público alargado, na tradição de outros livros de divulgação científica. Se o consegui ou não, não sei. Não posso ser juiz em causa própria.P- Acha que existe um público alvo para a cultura científica, ou assimilação desta é universal e acessível a todas as faixas etárias e classes sociais?R- A cultura científica deve ser de todos. Em particular, é para todas as idades, e é tanto para pobres como para ricos. Claro que os mais jovens estão numa fase da vida mais particularmente susceptível à aprendizagem, na fase em que frequentam a escola. E claro que os pobres ficarão ainda mais pobres se, na escola e fora dela, não lhes for proporcionada a cultura científica. Deve haver uma atenção especial tanto para os mais jovens como para os mais pobres.P- À luz do conhecimento cientifico hoje existente, e considerando que o progresso é imparável, quais são os limites impostos à ciência pela ética?R- A ciência tem de ser acompanhada por consciência, isto é, não pode desenvolver-se sem a ética. Pode-se fazer muita coisa na investigação científica, mas nem tudo se deverá fazer. Os limites devem ser impostos não apenas pelos próprios cientistas, mas pela sociedade em geral. Esses limites têm de ser continuamente pensados e redefinidos.P- Se alguém lhe dissesse que é possível alcançar a verdade absoluta que resposta daria?R- É possível, de facto, alcançar o conhecimento, como mostra toda a história da ciência. Quanto à “verdade absoluta”, não sei o que é isso. A ciência é cumulativa, isto é, cada vez se sabe mais e o que se sabe de novo não prejudica tudo o que se sabe, mas apenas uma pequena parte. Como este processo tem sido contínuo, é difícil defender, em ciência, o conceito de “verdade absoluta”. Mas é perigoso cair na contingência e no relativismo: há conhecimentos que foram adquiridos e que não vão mudar, como, por exemplo, a Terra é o terceiro planeta mais distante do Sol, que o nosso corpo é feito de células, etc.
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July 21 2010, 10:20am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
ALMA MATER: A UNIVERSIDADE MOSTRA OS SEUS TESOUROS
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Alma Mater passou recentemente a ser uma nova “marca” no ciberespaço. No sítio http://almamater.uc.pt/ a Universidade de Coimbra passou desde o dia 14 de Julho a disponibilizar a sua biblioteca digital de fundo antigo. Livros, periódicos, manuscritos, fotografias, mapas e outros documentos integram um vasto espólio que está agora à fácil disposição de todos os interessados.Várias bibliotecas universitárias de Coimbra com fundo antigo contribuem para a Alma Mater: a da Faculdade de Direito, a da Faculdade de Letras, a Biblioteca de Botânica do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia e a Biblioteca Geral.A Biblioteca da Faculdade de Direito de Coimbra possui uma notável colecção de livro antigo, proveniente em grande parte da livraria do antigo Colégio de São Pedro (que, na sua maior parte, ficou na Biblioteca Geral). Privilegiaram-se na parte incluída na Alma Mater autores portugueses formados pela Universidade de Coimbra e outros que, formados no estrangeiro, foram chamados a Coimbra no tempo do rei D. João III, como Manuel da Costa, que estudou leis em Salamanca. O Doutor Manuel da Costa, sob o nome alatinado de Emanuelis Costae, com o cognome de Lusitaniae Juriconsulti é o autor, entre outras obras, de um tratado jurídico que está em destaque no Alma Mater: “In nonnullas leges et paragraphos commentarii”, publicado na cidade francesa de Lyon (em latim Lugduni) no ano de 1564 (D. João III, que mudou a Universidade de Coimbra de Lisboa para Coimbra em 1937, já tinha morrido sem descendência em 1557, sucedendo-lhe o neto D. Sebastião)Do rico espólio da Biblioteca da Faculdade de Letras foi destacada na Alma Mater um dos vários manuscritos de João Baptista de Almeida Garrett: “Cancioneiro de romances, xacaras, soláos e outros vestígios da antiga poesia nacional, pela maior parte conservados na tradição oral dos povos. E agora primeiramente colligidos...começado 1824”, adquirido no leilão da livraria de Venancio Deslandes. Não é suficientemente conhecido que os manuscritos autógrafos do grande autor romântico português se encontram à guarda da Universidade de Coimbra, repartidos pela Faculdade de Letras e pela Biblioteca Geral. Por este meio, o seu conteúdo fica, pelo menos em parte, à disposição de todos, enquanto os frágeis e preciosos originais são mais bem preservados.Por sua vez, na Biblioteca de Botânica do Departamento de Ciências da Vida da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra conserva um conjunto de livros antigos, manuscritos e parte dos espólios dos cientistas botânicos Félix de Avelar Brotero, Júlio Henriques, Luís Carrisso, entre outros, que integram correspondência manuscrita, fotografias, desenhos, etc. A Alma Mater escolheu para destaque na sua inauguração a obra de Brotero “Phytographia Lusitaniae selectior, seu novarum et aliarum minus cognitarum stirpium, quae in Lusitania sponte veniunt, descriptiones. Fascic. Ius.”, obra em latim publicada em Lisboa na Typographia Domus Chalcographicae, em 1800, que, relativamente à “Flora Lusitana” do mesmo autor, tem a vantagem de conter no fim belas estampas de espécies vegetais portuguesas.A Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, pela variedade e riqueza do seu património bibliográfico e documental, é uma das maiores e melhores bibliotecas nacionais (ainda recentemente anunciou um acordo com a Biblioteca Nacional de Portugal que permite fornecer gratuitamente um cartão de leitor a todos os utentes daquela Biblioteca, que vai ter um encerramento temporário), não podia deixar de ser um outro grande contribuinte da Alma Mater. Em destaque, e para dar a ideia da dimensão internacional que aquela biblioteca também possui, foi colocado um precioso manuscrito de Leonardo Torriani, engenheiro militar italiano ao serviço do rei Filipe II de Espanha (Filipe I de Portugal) que foi engenheiro-mor do reino português, que descreve e representa a geografia e fortificações das ilhas das canárias e da ilha da Madeira: “Descrittione et historia del regno de l'isole Canarie gia dette le Fortvnate con il parere delle loro fortificationi” (“Descrição e história do reino das ilhas Canárias, antes denominadas de 'As Afortunadas', com o parecer das suas fortificações”, datado de cerca de 1588 ou 1590). Inclui 66 desenhos aguarelados, de dimensões variadas, alguns dos quais em folhas desdobráveis, com mapas, paisagens, plantas e desenhos de fortalezas). Por vicissitudes da história esse manuscrito acabou por ficar em território nacional, mais precisamente em Coimbra, onde o seu filho foi professor, embora, como é evidente, a Espanha não desdenhasse a sua posse.Apesar de estar publicada uma edição bilingue (português e italiano) pela Cosmos Editora, com estudo e tradução de José Manuel Azevedo, que inclui uma reprodução integral e a cores das 66 plantas e desenhos, esse livro não é fácil de encontrar, pelo que o acesso na Internet da edição digital do manuscrito constitui um benefício quer para os historiadores quer para os simples curiosos.Por último, o Alma Mater, gozando do patrocínio da Comissão Nacional para as Comemorações do Centenário da República, inclui uma subbiblioteca temática: a República Digital, construída a partir de fundos da Biblioteca Geral e da Biblioteca Municipal de Coimbra. Inclui uma colecção de manuscritos inéditos ou pouco conhecidos, correspondência inédita, fotografias do início do século passado, jornais, manifestos, revistas científicas e trabalhos universitários, que documentam as transformações políticas, sociais, científicas e artísticas, que a implantação da República causou em Portugal, em particular na cidade de Coimbra, como sejam:- As “Memórias” e os álbuns de fotografias do Coronel Belizário Pimenta (um militar membro da Maçonaria, que fez um relato muito completo dos acontecimentos do tempo da Primeira República). As fotografias representam Belisário Pimenta, familiares e amigos e alguns tipos populares, estando também retratados vários aspectos da vida académica e militar e paisagens de Coimbra, Miranda do Corvo, Lousã, Foz de Arouce, Buçaco, Batalha, Peniche, Almourol e Lisboa.- O fundo Armando Cortesão guardado durante décadas num cofre da Biblioteca Geral, que documenta a resistência a Salazar nos primeiros anos da Ditadura Militar e do estado Novo, incluindo cartas escritas do exílio pelo ex-primeiro-ministro Afonso Costa ao engenheiro agrónomo que ficou famoso como historiador da cartografia e dos descobrimentos portugueses. Esse fundo está a ser estudado por investigadores do Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX. com quem a Biblioteca Geral celebrou um acordo de cooperação.- E os periódicos "Ultimato", "Resistência" e "Revolta", entre outros, cujos títulos são bem elucidativos sobre uma conturbada época da nossa história.Na Alma Mater, vários séculos de história estão ao nosso alcance...
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July 21 2010, 6:18am | Comments »





