Texto de João Boavida, na sequência de outro aqui recentemente publicado: Aparição, há cinquenta anos.Um livro pode ser muita coisa. Alguns, os melhores, são aqueles que, pela sua força, pela profundidade com que nos atravessam nos obrigaram a profundas reformulações, nos despertaram para evidências antes ignoradas e nos formam a personalidade. Em certos casos transformam as nossas vidas. Às vezes é uma questão de oportunidade, de ocasião. Felizes os que encontram o livro necessário na hora certa.Vem isto a propósito da Aparição, de Vergílio Ferreira, de que antes falei. Muitos jovens foram obrigados a lê-lo nos liceus e terão bocejado ou dito mal do autor; outros terão tido sentimentos muito diferentes. Para mim foi uma obra fundamental. Apanhou-me com quinze ou dezasseis anos e foi um livro com o qual andei em luta mas que me deixou um rasto fundo para o resto da vida.A melhor homenagem será talvez dar conta da emoção daquela leitura primitiva, e dos sentimentos ambíguos e contraditórios que me provocou. Por um lado, a incompreensão ainda de muitas passagens do texto, e do sentido profundo que me parecia escapar e simultaneamente julgava intuir com alguma clareza; por outro a força profunda que o texto transmitiu e que me tocou fundo. A intensidade das ideias e dos sentimentos, mais intuídos que explicados ou descritos, por um lado, e por outro a espessura das palavras, a bela densidade que elas conseguiam e que arrebatava. Tudo isto foi para mim uma experiência inigualável. Devo a este livro o impacto profundo da descoberta do eu, essa condição indispensável para toda a vida intelectual e moral. Pela primeira vez senti a força da pessoa que eu era, e ao mesmo tempo percebi a sedução e o perigo que isso poderia representar. E, portanto, como a aventura da vida de cada um era simultaneamente espantosa e angustiante, e como quase tudo estava nas nossas mãos.Para um jovem a sair da adolescência, que contributo maior se pode esperar de um livro? A descoberta do eu até à evidência mais frontal e quase insuportável de nós face a nós mesmos; a força das ideias e a sua profunda e insuperável relação com a pessoa que há em nós, com o que somos e podemos vir a ser. E ainda a qualidade estética que transforma a obra literária na realidade pura; qual dos contributos foi mais importante?Lembro-me das longas sugestões provocadas pela capa de Sebastião Rodrigues, naquela 2.ª edição da Portugália: uma estilização pesada do templo de Diana e um sol alentejano soberano e dominante. E a incredulidade perante a frase da contra-capa em que Gaspar Simões dizia: “eis-nos sem dúvida perante um dos melhores romances escritos em língua portuguesa depois de Eça de Queirós”. Como podia Gaspar Simões dizer tal coisa? E, todavia, e minha emoção face à força do texto ali estava para o confirmar. A verdade é que, se em termos estéticos era diferente do que lera até então, o principal do livro não estava aí, embora, como se sabe, não se possa separar o conteúdo da forma. Mal do livro que não consegue harmonizar estas duas componentes. Mas este consegui-o estabelecendo connosco uma relação difícil mas profunda, uma espécie de sucção em que a evidência do eu, a “aparição” do eu ao autor e o que isso significava seduzia e perturbava, mas também projectava e estimulava de uma maneira como nunca antes tinha sentido.Como disse, há momentos certos no crescimento e na vida para ler um livro, e há momentos errados, ou menos adequados. Tive a sorte de ler Aparição na altura certa. Ou talvez um pouco cedo, quem sabe? Mas aquilo a que me obrigou foi uma das razões da sua força e da sua profunda e duradoura influência. Naquela idade, foi um dínamo para a minha formação. Como esquecê-lo?João Boavida Imagem: Leitura, de Renoir
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O que vale um livro?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/o-que-vale-um-livro.html
December 7 2009, 4:20am | Comments »
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Cagnotte e lugares para o futebol
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/cagnotte-e-lugares-para-o-futebol.html
As crianças e os jovens devem estar na escola? Com certeza. Mas, valerá tudo para os ter lá, para ter lá apenas o seu corpo?Em França está a ser "experimentada" uma medida para aumentar a assiduidade, que tem entre os defensores convictos, reitores, o Alto Comissário para as Solidariedades Activas, o ministro da educação.... Essa medida, noticiada na TSF, é a seguinte:"E se a turma do seu filho ganhasse um jackpot, digamos 10.000 euros ao fim do ano como prémio pela assiduidade à escola, aplaudiria?Pense duas vezes... A experiência - cagnotte, como lhe chamam os jornais franceses, enquanto a experiência vai alastrando (...) - começou ontem em três escolas profissionais (...). Cagnotte (...) é do jargão do jogo a dinheiro. O conceito é simples: se toda a escola for assídua a escola põe no bolo, no monte, 2.000 euros. A coisa pode chegar ao jackpot de 10.000 euros no fim do ano se todos atinarem (...).Os sindicatos dos professores pediram já a retirada desta medida, considerando que a assiduidade é o primeiro dever do aluno. Uma federação de estudantes liceais contesta a medida que define como inútil estúpida e perigosa, e propõe a redução do número de alunos por turma, por exemplo (...).A experiência está lancada, pode alastrar metade das escolas profissonais da região de Paris.A polémica enche os jornais franceses, que vão dando notícia entretanto de outros truques de escolas, porventura pressionadas pela exigência de estatísticas favoráveis. O liceu de Marselha, por exemplo, já começou a oferecer lugares para o futebol (...) para os alunos mais assíduos."Pode o leitor ouvir a notícia integra aqui e valerá a pena ouvi-la, pois nela se avançam outras medida aparentemente mais construtivas.
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December 7 2009, 2:55am | Comments »
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O comandante e o estratega
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O comandante apenas olha para o seuplano; o estratega apoia-se na realidadedo terreno.Crozier, La Crise de L' IntelligenceO comandante, animado da sua ideologia de tudo rapidamente reformar escrevendo no Diário da República, e confiante na sua capacidade de planear, organizar, orçamentar, reportar, controlar, pega na sua régua e esquadro, tudo concebe e julga pôr em marcha através dos peões que coloca no terreno.O estratega, esse, prefere ter em conta a realidade e agir com as pessoas que a constroem.E qual é hoje a realidade no terreno das nossas escolas? E que visão estratégica requer e que acções sensatas se aconselham?Já foi um alheamento e um tédio; um deixa andar; um faz de conta; o cumprimento da formalidade burocrática (do mínimo burocrático); um encolher de ombros; uma descrença; uma ignorância; um simulacro; uma lógica da aparência; mil diferenças e heterogeneidades; um frequente certificado de menoridade cívica e intelectual. Uma arrogância; uma doxa, paradoxa.E que aragem hoje se indecide? Um alento e um desalento? Um querer persistente e uma procura? Uma alegria breve e ainda algum sofrimento? uma pedra (muitas pedras) ainda no meio do caminho? Um desperdício de vontades e de inteligências? Uma sociedade em desagregação? Uma comunidade em construção? Disputas e jogos de sinais contrários (soma nula, soma positiva)- invejas; traições; espelhos? Uma lógica de compromisso e uma éticade serviço público? Uma avaliação ao serviço da melhoria dos processos e dos resultados da larga maioria dos alunos (e não apenas de uma elite)? Uma lógica de contratualização e de implicação? De dar mais (e de modo diferente) a quem mais precisa, se queremos avançar na senda da justiça e não apenas no caminho da excelência?O tempo que vivemos é ainda intervalar, semeado de interrogações e alguma esperançaque espero não seja breve. Desejaria que os habitantes da 5 de Outubro apostassem claramente nas inteligências das organizações e das pessoas, e abandonassem, enfim, as ilusões do 'comando e do controlo'.Mas isto também significa reformar completamente a lógica da acção administrativa e revolucionar os modos de fazer política. O tempo o dirá como vamos sair do intervalo.
December 6 2009, 4:23pm | Comments »
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Os Executivos Intimidam para Esconder as suas Incapacidades
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Sentir que no son suficientemente buenos para el puesto que ocupan los lleva a desquitarse con los subordinadosUn nuevo estudio explica algunas de las razones del persistente problema de los jefes agresivos e intimidadores en las compañías estadounidenses. De acuerdo con los psicólogos que realizaron la investigación, los directivos que se sienten inseguros de sus capacidades para cumplir con las funciones de su cargo se desquitan con sus subordinados, intimidándolos y atacándolos. Más de un tercio de los trabajadores de este país señalaron que sus jefes los han saboteado, menospreciado y les han gritado, y casi la mitad han sido testigos de abuso verbal y físico en el trabajo.Texto Integral
December 6 2009, 2:49pm | Comments »
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A Saudade é Contagiosa e deve Prevenir-se
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Un estudio revela cómo la soledad y la marginalidad amenazan el tejido socialLa soledad es como una enfermedad: produce malestar físico y, además, se contagia, señala un estudio de la Universidad de Chicago. Con datos de más de 5.000 personas recogidos durante un periodo de 60 años se elaboró un gráfico que demuestra que los solitarios que se marginan acaban propiciando la marginación de sus allegados. Esta expansión puede hacer peligrar el tejido social general, advierten los investigadores. Por otro lado, el estudio ha constatado que las mujeres corren más peligro de contagiarse que los hombres, y que cuanto más solo está un individuo más desconfiado se vuelve hacia los demás.Texto Integral
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December 6 2009, 2:46pm | Comments »
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A Música Imita a Fala Humana
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Dos estudios descubren un profundo vínculo biológico entre la música y el discursoDos investigaciones realizadas por neurocientíficos de la Universidad de Duke han revelado que existe un profundo vínculo biológico entre la música y el habla humana. La comparación de miles de acordes y escalas musicales con los tonos del discurso en ciertas situaciones emocionales reveló las similitudes existentes entre melodía y lenguaje. Según los científicos, estos resultados sugieren que la razón por la que apreciamos la música es porque ésta imita nuestro propio discurso, que ha resultado clave para nuestro éxito evolutivo.Texto integral
December 6 2009, 2:43pm | Comments »
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Os gastos (inúteis) na educação
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Convidado a comentar o recente estudo sobre o nível de literacia na leitura dos portugueses, do qual acabámos de dar conta no De Reum Natura, João Salgueiro referiu que o problema não se resolve com um investimento maior em Educação.Afirmou este economista: "Se há indicador em que não estamos mal é no volume de recursos que dedicamos à Educação e temos dos piores resultados no desempenho" A causa "está no funcionamento do sistema de Educação e no sistema económico".A mesma opinião foi formulada, há uns anos, por um outro economista, Paulo Trigo Pereira, em entrevista ao jornal Público: "Opta-se, por aumentar a despesa pública em educação. Só que isso pode não resolver nada. Aliás, o que vemos é que Portugal gasta mais na educação por aluno do que grande parte dos países europeus (...) o acréscimo de despesa não está a ser orientado para aquilo em que é mais eficaz do ponto de vista do sucesso educativo. Com o problema de finanças públicas que temos, é fundamental gastar melhor. Mas para isso é preciso conhecer a realidade, ter dados, analisá-los, ter metas quantificadas e ver se foram cumpridas ou não."
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December 6 2009, 2:30pm | Comments »
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Um "mundo às avessas"
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"O que se passa hoje no ensino é um reflexo daquilo que nós vivemos também na sociedade. E o que se passa no ensino é exemplo do absurdo e do mundo às avessas.Esta expressão do mundo às avessas é uma expressão clássica de Gil Vicente e de Luís de Camões. E porque é que eu digo que vivemos num mundo às avessas? É porque, no fundo, o professor não tem de reflectir sobre aquilo que é o seu ensino e as suas responsabilidades do acto de ensinar, mas está, neste momento transformado num servidor do estado, tem que obedecer, tem que cumprir, tem de aceitar aspectos extremamente imbecilizantes que aparecem nos programas quer do básico quer do secundário e que testemunham (…) uma grande ignorância (…) uma falta de amor pela língua portuguesa, pela cultura portuguesa, pelo património que herdámos.E todas estas alterações são feitas com palavras que se envolvem numa capa protectora, que é o progresso e a democracia. Com elas tentam fechar todas as pessoas que querem fazer alguma crítica porque aqui estamos a ir contra o progresso e a democracia. E sabemos antecipadamente que qualquer critica que façamos não vai ter qualquer resultado."Estas palavras são da Professora Maria do Carmo Vieira Plano, que Mário Crespo, Henrique Medina Carreira e Nuno Crato convidaram para uma conversa sobre a Educação em Portugal no programa de televisão Plano inclinado, que pode ser visto na íntegra aqui.
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December 6 2009, 2:02pm | Comments »
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A PEDAGOGIA DA IGNORÂNCIA
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“A unidade do saber, nunca dada, propõe-se como uma tarefa a empreender. Como uma tarefa impossível, talvez, e desencorajante de qualquer modo. Mas esta tarefa define a mais alta exigência da cultura” (Georges Gusdorf, “Da História das Ciências à História do Pensamento”, Editorial Presença, Lisboa 1988).Um recente comentário de Manuel de Castro Nunes, ao meu último post “A Revisão do Estatuto da Carreira Docente, a Ministra e os Sindicatos” (03/12/2009), chama a atenção para o facto da pedagogia não estar informada pela filosofia.Ora, este oportuno comentário leva-me à seguinte inquietação: que posso eu dizer (embora a Filosofia tenha sido a disciplina que mais me entusiasmou no meu longínquo sétimo ano do então ensino liceal) sobre uma temática em que me tenho como um simples amador: aquele que ama?Não querendo ir além da sandália, sei que para Platão “a essência de toda a verdadeira educação (páideia) é a de dar ao homem o desejo e a ânsia de se tornar num cidadão perfeito, o ensina a mandar e a obedecer, tendo a justiça como fundamento”. Sei, igualmente, que a Filosofia (originalmente a explicação racional de todas as coisas) e a Ciência ( desapojada de verdade absoluta pela refutabilidade de Karl Popper), por vezes, se antagonizam.Assim, Jean-Pierre Changeux (1983) não se coíbe de criticar o papel frenador da filosofia aristotélica no desenvolvimento da Ciência por, ao debruçar-se, durante séculos, sobre o funcionamento da máquina humana, "ter considerado o cérebro como um sistema de arrefecimento do sangue e o coração como sede dos sentimentos". Ora o coração (mais propriamente o miocárdio), como é consabido, é uma mera bomba muscular aspirante-premente que não ama e não odeia, que não rejubila e não sofre, que não age e não sonha! Mas ainda mesmo hoje, na alvorada de um novo milénio, e na tradição popular, é difícil aceitar esta realidade que obriga, até, o próprio conhecedor do papel do sistema límbico a levar a mão ao peito, no sítio em que o coração galopa em louco tropel, para exprimir à sua amada o fogo da paixão que lhe corrói as entranhas e as labaredas do amor que lhe enrubesce a face. Não estou a ver, portanto, que o conhecimento da neurofisiologia possa levar um jovem actor, no desempenho teatral da personagem de Romeu, a levar a mão à cabeça para declarar o seu amor a Julieta.Para Georges Gusdorf “a biologia aristotélica só foi verdadeiramente ultrapassada depois de um intervalo de 2000 anos”. Ficou-se este facto a dever aos estudos de William Harvey que, no decurso do século XVII, lançou as bases científicas sobre o funcionamento do sistema circulatório. Neste mesmo século, segundo Jacques-Michel Robert (1982), “Descartes localiza o elo da ligação da alma com o corpo na glândula pineal” que fisiologistas de inspiração filogenética, confrontados com o seu obscuro significado funcional, disseram ser o vestígio de um olho por nós herdado dos répteis. Saberes actuais dizem-nos, agora, que ela segrega uma hormona (melatonina), necessária ao ritmo biológico dia-noite. Entretanto, Peter Medawer, Prémio Nobel da Medicina (1960), é o próprio a reconhecer que “a ciência não pode responder às questões últimas do sentido da vida”. Ou seja, a Ciência e a Filosofia continuam a ter um lugar próprio nos ramos da frondosa árvore da Sabedoria.Mas nada disto tem, pelos vistos, preocupado os políticos que regem os destinos da educação em Portugal, como, por exemplo,Valter Lemos,docente de uma escola superior de educação, ex-secretário de Estado da Educação, com um mestrado à la minute (“Master of Education, Boston University”), Ana Maria Bettencourt, professora de uma outra escola superior de educação, presidente do Conselho Nacional de Educação, e “last but not least”, a actual ministra da Educação, Isabel Alçada, também ela com o mestrado de Boston, professora da Escola Superior de Educação de Lisboa. Mas quisermos ir mais longe, devemos chamar à pedra Ana Bernavente que muito se esforçou, quando secretária de Estado da Educação, para que o magistério do 3.º do ciclo do ensino básico recaísse, simultaneamente, sobre licenciados universitários e pelas Escolas Superiores de Educação. Não admira, portanto, que os esforços de Nuno Crato, professor catedrático e presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática, para libertar o ensino da Matemática (e outras matérias curriculares do ensino não superior) das teorias do "eduquês" tenham caído em saco roto. As Ciências da Educação emanadas das Escolas Superiores de Educação, através de uma representação em força de docentes seus nos últimos governos, não prenunciam nada de bom para um ensino em que a docência se passe a centrar no conhecimento científico das matérias a ensinar e, só depois, na arte de ensinar. Em cérebros juvenis, ensinar o que se sabe deficientemente mais do que simples“romantismo” é uma atitude criminosa.E se para Manuel Castro Almeida "a pedagogia não está informada pela filosofia", não o está, também, pelo conhecimento científico. E se, como ele acrescenta, “há mais mundo do que imaginamos debaixo dos nossos pés”, esse mundo não tem estado ao alcance da pedagogia do facilitismo que tem enformado o nosso ensino.Li algures que “viver é intervir e estar atento”. Ora parece-me que os responsáveis pelo destino do nosso sistema educativo excedem-se nas intervenções e falham na importância em estarem atentos aos diagnósticos e às terapias que o possam libertar de um estado de fraqueza mórbida. O PISA fez o diagnóstico que diz isso mesmo. Faltam as terapias.
December 6 2009, 1:49pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Learning by Imagining: How Mental Imagery Training Aids Perceptual Learning
http://terrear.blogspot.com/2009/12/learning-by-imagining-how-mental.html
Practice makes perfect. But imaginary practice? Elisa Tartaglia of the Laboratory of Psychophysics at Switzerland's Ecole Polytechnique Federale de Lausanne (EPFL) and team show that perceptual learning -- learning by repeated exposure to a stimulus -- can occur by mental imagery as much as by the real thing. The results, published in Current Biology, suggest that thinking about something over and over again could actually be as good as doing it.AquiE muitos outros recursos que podem aqui ser explorados.
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December 6 2009, 12:52pm | Comments »


