O dia deu em chuvoso.A manhã, contudo, esteve bastante azul.O dia deu em chuvoso.Desde manhã eu estava um pouco triste.Antecipação! Tristeza? Coisa nenhuma?Não sei: já ao acordar estava triste.O dia deu em chuvoso.Bem sei, a penumbra da chuva é elegante.Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?Dêem-me o céu azul e o sol visível.Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.Hoje quero só sossego.Até amaria o lar, desde que o não tivesse.Chego a ter sono de vontade de ter sossego.Não exageremos!Tenho efectivamente sono, sem explicação.O dia deu em chuvoso.Carinhos? Afectos? São memórias...É preciso ser-se criança para os ter...Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!O dia deu em chuvoso.Boca bonita da filha do caseiro,Polpa de fruta de um coração por comer...Quando foi isso? Não sei...No azul da manhã...O dia deu em chuvoso.Fernando Pessoa.Álvaro de Campos
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
O Dia Deu em Chuvoso
http://terrear.blogspot.com/2009/12/o-dia-deu-em-chuvoso.html
- Tags:
- Os meus poemas
- diário
December 5 2009, 4:01am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
UMA VISITA A BIRMINGHAM
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/uma-visita-birmingham.html
Na continuação das minhas crónicas de viagem, desta vez conto a ida a uma grande cidade que é um destino turístico improvável mas, mesmo assim, muito interessante (na foto uma imagem do Thinktank, o Museu de Ciência de Birmingham):Birminghan, a maior cidade inglesa depois de Londres, fica no interior profundo da Inglaterra, no meio do meio (a região é mesmo chamada Midlands, literalmente “terras do meio”). O aeroporto internacional de Birmingham permite conexões à Europa Continental, evitando passar por Londres.A Revolução Industrial começou aqui, dada a existência de abundantes recursos naturais como o carvão. Não admira por isso que a cidade tenha ganho uma reputação de “feia, porca e má”. É uma fama hoje tornada injusta: Birminghan empreendeu há muito num plano de remodelação urbana que lhe permite hoje apresentar-se limpa (até entrou para o “top-ten” das cidades mais limpas de Inglaterra!) e bonita (tem havido, por exemplo, um programa de plantação de árvores, que leva Birmingham a reclamar o lugar de cidade com mais árvores em todo o Reino Unido). Os canais, que alguns dizem serem mais do que em Veneza (para alguns Birmingham disputará com Brugges o título de “Veneza do Norte”, mas trata-se de um exagero, a encantadora Brugges não permite meças a esse nível), foram limpos.O centro de Birmingham, em torno de estação ferroviária de New Street (que no tempo da Revolução Industrial foi uma das primeiras estações do mundo, uma vez que o comboio nasceu por essa altura e por estes lados), é uma zona de comércio. A própria estação está hoje embebida no meio de um centro comercial. Saindo da estação ao longo da New Street – uma rua pedonal frequentada por gente de muitas raças e cores, que dão à baixa um ar cosmopolita - na encontra-se um prédio de forma muita estranha, uma espécie de cogumelo gigante, com uma cobertura de escamas de alumínio – é o edifício dos Selfridges, que é um marco de um certo estilo de arquitectura dos anos setenta hoje reconhecidamente datado (entrando lá dentro, o ambiente não difere muito do de um bar da “Laranja Mecânica”, um dos primeiros filmes de Stanley Kubrick). O estilo contrasta fortemente com o da igreja neogótica próxima e com muitos outros edifícios em redor. Arquitectonicamente, Birmingham é uma cidade de contrastes: os estilos arquitectónicos aparecem salpicados e até as casas vitorianas, tão comuns noutras cidades inglesas (Londres, Manchester, etc.), se encontram aqui mas sem vizinhas com quem possam falar.Tão contrastante como a arquitectura é o nível do comércio na “down-town”. Há de tudo e para todos. Como é próprio da baixa das grandes cidades compra-se e vende-se de tudo. Quem achar o comércio do bizarro Selfridges bom demais encontrará muito perto um armazém com tecto de chapa de zinco que, lá dentro, é uma autêntica Feira de Carcavelos.Chove, chove sempre, por todo o lado. Os turistas podem, como é proverbial, refugiar-se da chuva nos museus ou nas igrejas: o Museu de Birmingham, bem perto da estação de New Street, alberga uma colecção de pré-rafaelistas e também alguns impressionistas e a Igreja principal, com o seu verde cemitério à volta, vale também uma visita não só para fugir da chuva mas para conhecer melhor a Church of England.Mas o melhor museu, na opinião deste visitante, é o “Thinks Tank”, situado num grande e moderno edifício chamado Milennium, sempre a “walking distance” da estação. Trata-se de um museu de ciência que alberga desde uma interessantíssima colecção de máquinas históricas, no rés do chão, que nos faz mergulhar nas entranhas da Idade Industrial, em minas, fábricas de têxteis, oficinas, etc., até uma galeria interactiva, no cimo, que nos faz entrar directamente no futuro. Os temas aqui são, como não poderiam deixar de ser, as nanotecnologias, a biónica, a engenharia genética, os novos materiais, o aeroespacial, etc. Entre esses pisos encontra-se uma galeria para as crianças brincarem com a ciência. Destacam-se as actividades de medicina e biologia, ciências que estão progressivamente a ganhar lugar nos museus de ciência.E o melhor do museu é, sem dúvida, o grande “hall” das máquinas, que faz lembrar o do “Science Museum” de Londres e que alberga desde máquinas a vapor gigantes, algumas das quais ainda funcionam, até uma locomotiva descomunal, que repousa cansada depois de durante muitos anos ter feito o serviço de Londres para Glasgow. As máquinas a vapor estão no sítio certo, pois foram elas que aqui proporcionaram a tal revolução industrial que transformou radicalmente a cidade.O inventor da máquina a vapor – James Watt – que andou por estas paragens é adequadamente recordado no “Think Tank”. Não se pense que ele era um mecânico: ele era um cientista que integrou uma sociedade de cientistas livres pensadores, a “Lunar Society” que, no século XVIII, se juntava aqui todos os meses, ou melhor, todas as luas novas. E fica bem lembrar que um amigo de Watt foi o português, natural de Aveiro, João Jacinto Magalhães que, na altura, estava exilado em Inglaterra e que foi um grande intermediário de ideias e instrumentos científicos.Um outro museu de Birmingham que vale a pena ver, encontra-se a um quarto de hora de New Street. É preciso tomar o comboio até à estação da Universidade. A Universidade de Birmingham é enorme e dispõe de um verdíssimo “campus”, onde não falta uma torre florentina (parecida com a torre do “campus” de Berkeley, em São Francisco) e um edifício ao estilo de palácio oriental onde está o gabinete para o “chancellor” universitário. Pois no interior do campus encontra-se um edifício neo-clássico que alberga uma pequena mas notável colecção de arte, a “Barber Collection”. O edifício tem no rés- do-chão um auditório para espectáculos e no piso de cima as famosas colecções: há um quadro apenas de cada artista, mas tratam-se sempre de artistas famosos. Vem-nos à memória o nome de Gulbenkian e a semelhança torna-se mais notória quando ficamos a saber que Barber era um “wealthy man” que investiu a sua fortuna em obras de arte para depois a doar generosamente à universidade.Outra visita que se pode fazer facilmente de comboio a partir da New Street de Birminghan é a Stratford upon Avon, a encantadora terra natal de Shakespeare. Paradoxalmente o berço da indústria não é longe do berço do maior bardo da literatura anglo-saxónica...Ir a Inglaterra para muitos portugueses é sinónimo de ir a Londres. Está bem que Londres vale não uma mas várias visitas, mas por que não ir, pelo menos uma vez, a Birmingham e às Midlands?
December 5 2009, 3:24am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
MUSEU DA CIÊNCIA FESTEJA HOJE 3 ANOS
http://dererummundi.blogspot.com/2009/12/museu-da-ciencia-festeja-hoje-3-anos.html
Informação recebida do Museu da Ciência de Coimbra:ANIVERSÁRIO COM VIAGEM MUSICAL AOS TEMPOS DE DARWINNo dia em que celebra o 3.º aniversário, o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) abre portas a crianças e adultos para uma tarde de demonstrações científicas que culminará ao som de Mozart, Haydn, Domingos Bomtempo e Schubert, pela voz da soprano Filipa Lã com pianoforte de Helena Marinho.É um monumento único da arquitectura científica europeia e no dia 5 de Dezembro vai ser inundado pelos sons de Mozart, Haydn, Domingos Bomtempo e Schubert, num final de tarde onde a ciência e a música farão o público "viajar" à época de um dos maiores cientistas de todos os tempos: Charles Darwin. O Museu da Ciência da UC comemorará o 3.º aniversário com uma tarde de demonstrações científicas no Laboratorio Chimico que culminará com um recital de canto e pianoforte pela voz da soprano Filipa Lã e pela música de Helena Marinho. A entrada é livre."Foram anos de intenso trabalho de todos - equipa do museu e muitos colaboradores - que nos permitiu ir cimentando um projecto de divulgação da ciência e, simultaneamente, de preservação do património científico da Universidade de Coimbra", explica o director do Museu da Ciência da UC, Paulo Gama Mota.Em dia de aniversário, todos poderão também visitar gratuitamente aquele que, em 2008, foi considerado o melhor museu da Europa em Ciência. Das 10 às 18 h, o Laboratorio Chimico abre assim as portas a todos aqueles que, consigo, queiram comemorar o final de um ano marcado pelo lançamento da 2.a fase de construção do Museu da Ciência da UC, que se estenderá em breve ao vizinho Colégio de Jesus, permitindo um acréscimo de 13 mil metros quadrados às actuais instalações.O programa das comemorações prossegue às 17 h, com a intervenção, entre outros, do director do Museu da Ciência da UC, Paulo Gama Mota.Às 17h30 arranca um espectáculo de novas demonstrações científicas que prometem deslumbrar.Finalmente, às 19 horas, terá início o recital de canto e pianoforte, com Filipa Lã (canto) e Helena Marinho (pianoforte). Pelo primeiro laboratório universitário português, erigido no século XVIII, ecoarão então sons contemporâneos de Charles Darwin, entre composições de Mozart, Haydn, Domingos Bomtempo e Schubert.Helena Marinho tem-se apresentado nas principais salas e festivais portugueses, e também nos Estados Unidos, Inglaterra, França, Suécia e Noruega. Entre outros, protagonizou recitais e concertos de música no Museu Gulbenkian, Teatro S. Luís, ACARTE e CCB, Auditório Carlos Alberto, Teatro Helena Costa, Fundação Eng.º António de Almeida, Teatro São João, Teatro do Campo Alegre e na Casa da Música.Dividida entre o canto e a investigação em Música, Filipa Lã realizou vários concertos de canto e piano em Inglaterra, Irlanda, Austrália e Espanha. Como investigadora apresentou o seu trabalho de investigação em várias conferências internacionais de renome sobre Voz, sendo-lhe atribuídos dois prémios de investigação “Jovens Investigadores”, atribuídos pela “Society for Education, Music and Psychology Research” (2005), em Portual, e pela “European Society for the Cognitive Sciences of Music”, (2007), na Estónia.Um ano de sucessosDepois de, em 2008, ter ganho o prémio Micheletti para o melhor museu de Ciência, Técnica e Indústria, o Museu da Ciência da UC voltou a ser reconhecido em 2009, desta vez com o Prémio ENOR de Arquitectura - Portugal. O galardão foi atribuído pela qualidade do projecto de reabilitação do Laboratorio Chimico, da autoria de João Mendes Ribeiro, Carlos Antunes e Desirée Pedro. Esta foi a primeira vez que o prémio ibérico distinguiu um projecto de reabilitação de um edifício.Mas o 3.º ano do Museu da Ciência viu nascer outros projectos de sucesso. O Museu juntou-se, desde o primeiro momento, às celebrações do Ano Internacional da Astronomia 2009 (AIA2009), acolhendo a comissão organizadora nacional. De resto, é o autor do "projecto especial" ("special project") do AIA 2009 "The Sky: Yours to Discover" (em português "Descobre o Teu Céu), um concurso que pretende que crianças e famílias de todo o mundo redescubram o céu e criem novas constelações e as suas histórias.Um dos pontos altos do terceiro aniversário do Museu da Ciência foi em Maio, quando acolheu, vinda directamente da NASA, uma pedra da Lua recolhida por James Irwin durante a missão Apollo 15 (26 de Julho a 7 de Agosto de 1971), considerada pela Agência Espacial Norte-Americana a missão tripulada mais bem sucedida de sempre.Em 2009, o Museu juntou-se ainda às comemorações do bicentenário do nascimento de Charles Darwin e dos 150 anos do seu livro mais famoso, "A Origem das Espécies": lançou a exposição alusiva à vida e obra do naturalista "Darwin 150, 200" e trouxe a Coimbra alguns nomes de peso da Ciência em Portugal - como o biólogo Alexandre Quintanilha ou o paleontólogo Octávio Mateus - para revelarem ao público o impacto da Teoria da Evolução.Mas não só de Ciência se fez o ano de 2009. O Museu aliou o rigor científico à arte, acolhendo a exposição "O Laboratório Invisível", um projecto do artista plástico austríaco Herwig Turk e do investigador Paulo Pereira que questiona a objectividade e os procedimentos científicos.O Laboratorio Chimico foi ainda palco de encontros de Design e Arte e, com especialistas em Literatura, mergulhou com o público nas terras, gentes e céus retratados na obra de Luís de Camões, redescobrindo assim a Geografia, a Antropologia e a Astronomia por detrás da epopeia "Os Lusíadas". De resto, também o Teatro esteve em destaque no Museu da Ciência: em Setembro, a instituição juntou-se à comemoração da Noite Europeia dos Investigadores, com a exibição de três peças satíricas alusivas a temas científicos que contaram com a participação de alguns cientistas conhecidos do público.5 de DezembroMÚSICA PARA CANTO & PIANOFORTE DO TEMPO DE DARWIN…FILIPA LÃ, sopranoHELENA MARINHO, pianoforteW. A. MOZART (1756-1791)Ariette - Oiseaux, si tous les ans, K.307Ariette - Dans un bois, K. 308Abendempfindung an Laura, K. 523An Chloe, K. 524J. HAYDN (1732-1809)Sailor’s SongShe Never Told Her LoveThe Mermaid’s SongINTERVALOD. BOMTEMPO (1775-1842)Fantasia Op. 6, sobre um tema de PaisielloF. SCHUBERT (1797-1828)Frühlingsglaube, Op. 20Lied der Mignon, Op. 62Die Forelle, Op. 32MODINHAS E LUNDUS DOS SÉCULOS XVIII E XIXTranquiliza, doce amigaMenina você que temGraças ao Ceos (lundum)Tenho um bicho cá por dentro
December 5 2009, 3:13am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... blog.laopiniondemalaga.es
Mentira cochina
http://blogs.laopiniondemalaga.es/eladarve/2009/12/05/mentira-cochina/
El armadillo, ejemplo de como acorazarse ante el entorno. Acabo de leer un curioso libro escrito por dos reconocidos filósofos, Thomas Cathcart y Daniel Klein, licenciados por la Facultad de Filosofía de Harvard. El libro tiene un título ciertamente llamativo: “Aristóteles y un armadillo van a la capital”. Estos mismos autores escribieron hace poco una historia de la filosofía que también titularon de manera original: “Platón y un ornitorrinco entran en un bar”. Me gustó más el primero, pero éste no tiene desperdicio. El subtítulo orienta sobre el contenido: “Las mentiras de los políticos analizadas con humor”. Quiero en estas líneas abrir un poco el diafragma de la visión para referirme a todos aquellos que dicen mentiras en la política, en los periódicos, en las televisiones, en los púlpitos y en las clases. O mejor, de quienes las escuchan impávida e ingenuamente. Pretendo llamar la atención sobre la necesidad de permanecer atentos a las falacias y a los engaños. Muchas de las mentiras están ancladas en el lenguaje. Hay muchos sofismas que adulteran la argumentación. Es preciso saber descubrirlos para no dejarse engañar. Otras, sencilla y llanamente, se explican por la credulidad de los destinatarios. Las mentiras son, casi siempre fruto del interés. Te engaña quien promete en época de elecciones hacer un puente en una localidad que ni siquiera tiene río. Para que le votes. Te engaña quien te anuncia un producto a través de una inteligente asociación de imágenes. Para que compres. Te engaña quien te presenta un falso modelo de individuo como feliz triunfador. Para que lo sigas. Te engaña quien te anuncia milagros de manera irracional..Para que creas. Me sorprende la ingenuidad que tenemos los humanos. Es decir, la facilidad con la que nos dejamos engañar. Me sorprende, por ejemplo, El enorme poder de seducción de las televisiones. - Si lo ha dicho la tele, exclama con énfasis el espectador convencido de que aquello tiene que ser verdad si se si todo el mundo lo sabe porque se ha dicho en televisión. Con la cacareada crisis vengo recibiendo mensajes de engañabobos que anuncian a través de videncia, cartas del tarot y otras singulares artes la solución a todos los problemas. ¿Cómo se han hecho con mi número de teléfono? ¿Quién les ha dado autorización para entrar en mi vida? Pero claro, si lo hacen, es porque muchos caen en la trampa. ¿Cómo puede morder alguien ese anzuelo tan escandalosamente visible? Cuántas sectas proliferan prometiendo lo habido y por haber. Con qué increíble facilidad entran algunas personas en esas engañifas. Me gustaría que en las homilías, en los mítines, en las clases…, se pudiera levantar la mano con más facilidad y frecuencia para decir, ante una afirmación engañosa: - ¡Mentira cochina! Y luego poder argumentar por qué se considera aquella idea, aquel dato, aquella conclusión una solemne mentira. Pero no. Lo normal es callar, lo normal es aceptar, lo normal es creer. Desmenuzar el contenido de los mítines sería un excelente ejercicio de detección de mentiras y de engaños más o menos sutiles. Hay casos en que la mentira se encuentra escondida bajo el manto de la confusión. Lo dicen en una pequeña viñeta de su libro Cathcart y Klein. Corresponde a la fase de preparación de un mitin. Uno de los personajes le dice a otro: “Es un buen discurso…sólo hay un par de puntos que necesitan un poco más de confusión”. Hace unos días Mariano Rajoy respondía a la inteligente y sensata (acaso dictada) pregunta de un escolar en un Colegio privado: - Tener trabajo, decía el niño, es un derecho que tienen las personas, ¿por qué no es real ese derecho? Y Mariano Rajoy, con una “jeta de feldespato”, en expresión de alguien que no es santo de mi devoción, contesta a su pequeño interlocutor (¿de unos 10 añitos?): . - Porque el Gobierno está haciendo las cosas muy mal. Si nosotros gobernásemos habría trabajo para todos. - ¡Mentira cochina y mentira cochina! Dos de una tacada. ¿Es posible un cinismo mayor? ¿Sólo es culpa del Gobierno? ¿No hay otros factores? ¿Ningún otro factor? ¿Cuando gobernaba el señor Mariano Rajoy –que ya gobernó- había trabajo para todos? ¿Cuando gobierne -si gobierna algún día- lo habrá? Hace muy poquito, en el periódico El País, decía mi admirada Rosa Montero en un artículo titulado “Mentirosos”: “Lo cierto es que la vida pública española ha adquirido un tono general de mentira estridente que resulta difícilmente soportable. Como suele suceder con los grandes falsarios, todos se acusan mutuamente de engañar pero cuanto más alardean de honestidad, menos fiables resultan. Aristóteles decía que, para ser convincente era mejor utilizar una mentira creíble que una verdad increíble. Pero aquí ya ni se molestan en ser buenos farsantes y sueltan sin pudor mentiras increíbles, porque de alguna manera parece que mentir no importa, que la sociedad se ha resignado a ello como si fuera algo inevitable”. A muchos que han sido pillados con la trola en la boca nada les sucede y siguen tan campantes. Es más, vuelven a ser votados. ¿Por qué esta complicidad con los mentirosos? Creo que la tarea de la educación consiste en ayudar a que las personas aprendan a pensar por sí mismas, a tener criterios rigurosos de análisis, a saber discernir cuándo les dicen la verdad y cuándo les pretenden engañar. El conocimiento nos viene de muchas fuentes. La información nos llega de muchas personas. Es preciso saber discernir si el agua de la argumentación es potable o está contaminada por intereses políticos, religiosos, comerciales o proselitistas. Criticar no es demoler, es discernir. Educar es ayudar a que cada uno construya un detector de mentiras poderoso y sensible.
- Tags:
- Artículos en La Opinión
- poder
- Artículos 2009
- santos guerra
- aristoteles
- cathcart
- cochina
- colegio
- klein
- mentira
- niño
December 4 2009, 10:00pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Avaliação, Desempenho, Resultados Alunos
http://terrear.blogspot.com/2009/12/avaliacao-desempenho-resultados-alunos.html
ReverAvaliação do desempenhoe melhoria dosresultados dos alunosAlexandre VenturaDepartamento de Ciências da EducaçãoUniversidade de AveiroAqui
December 4 2009, 4:38pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Alunos, stress e aprendizagem
http://terrear.blogspot.com/2009/12/alunos-stress-e-aprendizagem.html
O stress afecta, seguramente, os alunos e a sua aprendizagem. Como se encontra descrito em Nature Neuroscience (1998) por Sonya Lupien, professora na Universidade McGill de Montreal, os elevados níveis de cortisol, produzidos por um stress prolongado, provocam o encolhimento do hipocampo acabando por resultar num enfraquecimento da memória. É fácil compreendermos como um aluno poderá ter dificuldades em memorizar a tabuada se ele ou ela estiverem preocupados com uma vida familiar violenta. Se um aluno se sentar a olhar para o relógio, amedrontado com a hora do recreio devido a uma provocação diária dos colegas, o professor não pode esperar ter a atenção total da criança na aula.Os professores podem ajudar os alunos a lidar com o stress de diversas formas. Primeiro, um professor pode ajudar o aluno a ganhar controlo de situações causadoras de stress. O stress emana geralmente do medo. Ao fomentar a confiança e a sensação de poder do aluno, o professor constrói o controlo do aluno sobre muitas situações e assim contribui para reduzir o stress. Embora os educadores não possam necessariamente eliminar os elementos de stress das vidas dos seus alunos, podem ajudá-los a limitar alguns desses elementos e os seus efeitos. O simples facto de ter um professor que os escuta já pode ajudar muitos alunos a lidar com a pressão. Os professores podem referenciar os alunos a um orientador vocacional ou a um psicólogo para assistência. Podem ensinar aos alunos competências de relaxamento ou de coping para lidarem com as reacções físicas e emocionais que têm perante situações de tensão. Em casos de abusos, os professores devem relatar as suas suspeitas à polícia, à assistência social ou ao administrador da escola conforme for mandatado pela lei local ou estadual. Uma outra forma que os professores têm para ajudar os alunos a lidar com o stress é criando um ambiente, verdadeiramente, seguro na sala de aula e na escola. O ambiente de sala de aula é discutido mais à frente neste capítulo.Obra citada infra
- Tags:
- aprendizagem
- stress
- medo
December 4 2009, 3:01pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Inteligência Emocional
http://terrear.blogspot.com/2009/12/inteligencia-emocional.html
As emoções, para além de afectar a nossa memória de conceitos e eventos, conduzem as nossas reacções e ajudam-nos a tomar decisões. Daniel Goleman, no seu livro Emotional Intelligence[1] (1995), afirma que o quociente emocional de um indivíduo (QE) pode revelar-se um vaticínio ainda mais forte da felicidade e sucesso de alguém do que o seu quociente de inteligência (QI). Ele descreve um modelo de inteligência emocional composto por cinco partes, baseado nos estudos do psicólogo Peter Salovey da Universidade de Harvard: • Auto-consciência (monitorizar os sentimentos pessoais) • Auto-gestão (gerir os sentimentos para que não despedacem a vida) • Auto-motivação (manter um estado positivo, produtivo) •Consciência do outro (detectar emoções no outro e empatia de sentimentos) •Gestão de relações (interagir suavemente com outros utilizando competências sociais).Sabemos, instintivamente e agora através da investigação cerebral, que o raciocínio e a aprendizagem de nível mais elevado ocorrerão, mais provavelmente, no cérebro de um aluno que se sente emocionalmente seguro do que no cérebro de um aluno que está perturbado, sob pressão ou inseguro. As três primeiras componentes do modelo de QE de Goleman abordam estes conceitos. As duas últimas componentes abordam a ideia de que o cérebro humano pode aprender eficazmente através da colaboração com outros (Sousa, 1995).No seu todo, o modelo de QE aborda a capacidade do indivíduo para monitorizar os seus próprios sentimentos, para se auto-motivar, para reconhecer emoções nos outros e responder com empatia e para agir com competência social (Howard, 2000); todas estas ajudam a desenvolver indivíduos mais satisfeitos e que estão melhor preparados para aprender e para a vida.Desde meados dos anos ’90 que os educadores e pensadores da educação têm sido pressionados para desenvolverem curricula que abordem estas cinco grandes componentes da inteligência emocional. Algumas escolas abordam a inteligência emocional dos alunos através de aulas específicas, enquanto outras a entrelaçam nas experiências escolares diárias. Independentemente do modo de abordagem, estas aulas ajudam os alunos a compreender as suas próprias emoções e as dos outros e a promover um ambiente de aprendizagem emocionalmente seguro.[1] N.T.: Editado em Portugal pela editora Temas e Debates, com tradução de Mário Dias Correia, sob o título de Inteligência Emocional.Obra citada infraMesmo os profetas cartesianos não podem ignorar o seu erro.
December 4 2009, 2:56pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Sete Fundamentos Compatíveis com o Cérebro
http://terrear.blogspot.com/2009/12/sete-fundamentos-compativeis-com-o.html
- Bem-estar Emocional e Ambiente SeguroDe que forma estão as emoções dos alunos ligadas à memória e à aprendizagem? De que modo o stress e as emoções afectam a aprendizagem dos alunos?Os professores podem estabelecer um ambiente na sala de aula e na escola que seja divertido e seguro e, como tal, mais compatível com o cérebro para a aprendizagem.2. O Corpo, o Movimento e o CérebroPor que razão o oxigénio, a água, o sono, determinados alimentos e o movimento afectam os cérebros dos alunos e as suas aprendizagens?Os professores podem fazer adaptações nas suas salas de aula e ensinar técnicas e informar os pais sobre temas relacionados com a saúde a fim de ajudar as crianças a aprender.3. Conteúdo relevante e as Opções dos AlunosPor que razão o cérebro recorda algumas informações e competências mais prontamente do que outras? Como, quando e porquê devemos oferecer opções aos alunos?Os professores podem envolver emoções e relacionar a nova informação com um conhecimento prévio a fim de tornar a aprendizagem mais significativa para os alunos. Podem também aumentar a motivação e a memória e compatibilizar níveis de capacidade e estilos de aprendizagem oferecendo opções aos alunos. São fornecidas informações, estratégias práticas e exemplos de sala de aula numa aprendizagem baseada em projectos, inteligências múltiplas, estilos de aprendizagem, avaliações diferenciadas e no envolvimento dos alunos na tomada de decisões.4. Tempo, Tempo e mais TempoQuais os três elementos de tempo que afectam, dramaticamente, o quando e o quão bem os alunos aprendem?Os professores podem utilizar os três elementos de tempo (tempo para a execução, tempo para a compreensão e os períodos de aprendizagem oportunos na vida de uma criança) na sala de aula para aumentar a aprendizagem.5. Enriquecimento para o CérebroSerá o enriquecimento apenas para crianças dotadas?Os professores podem elevar a aprendizagem de todos os alunos através da utilização de várias práticas de enriquecimento, desde o uso de música nas aulas até à exposição de boletins num quadro.6. Avaliação e FeedbackQuais as formas de avaliação que são (ou não) compatíveis com o cérebro?Os professores podem fazer uso de formas de avaliação que ampliam o processo de aprendizagem. O feedback deve ser expedito, específico, de uma variedade de origens e incorporado no processo de aprendizagem.7. ColaboraçãoComo e porquê aprendem os alunos, efectivamente, através da colaboração com outros, sejam adultos ou pares?Para optimizar a aprendizagem na sala de aula, os professores podem aplicar o facto do cérebro humano ser um cérebro social.À medida que os cientistas descobrem mais sobre o modo como o cérebro aprende, os educadores vão sendo libertados do balançar do pêndulo das práticas de instrução que vão e vêm. O conhecimento e a compreensão da investigação sobre a forma como o cérebro humano aprende permite aos educadores tomarem decisões informadas acerca do que constituem as melhores práticas nas nossas escolas e para as nossas crianças. A aprendizagem baseada no cérebro não é uma moda. A expressão “baseado no cérebro” pode até ter sido a nova e contagiante frase quatro ou cinco anos atrás. A expressão pode até estar a esvanecer-se na popularidade à medida que lemos estas linhas. Contudo, isso não significa que o ensino em concordância com o modo como o cérebro aprende esteja a passar de moda. Ao aprender ainda mais acerca das capacidades de aprendizagem do cérebro e das suas funções, os educadores continuarão a melhorar os seus métodos de ensino a fim de estabelecerem a correspondência com as novas descobertas. Na realidade, se ou quando o uso da expressão “baseado no cérebro” ou “compatível com o cérebro” cair em desuso deverá ser considerado como um sinal de sucesso. Poderá significar que ensinar com o cérebro em mente foi, finalmente, institucionalizado. Não necessitaremos de criar um slogan mobilizador para demonstrar que estamos a aplicar a biologia da aprendizagem em determinados locais ou circunstâncias porque a estaremos a aplicar em todos os momentos do nosso processo de ensino e de aprendizagem. A aprendizagem compatível com o cérebro possui uma base clínica e fisiológica e este conhecimento acaba por contribuir para ajudar os educadores a afastarem-se de inovações que vão estando em moda, mas que são ineficazes na prática. O Cérebro e a Bioquímica e as Aprendizagens Eric Jensen3,50 € (com IVA 5%) (mas deve estar esgotado)
- Tags:
- aprendizagem
- professores
- cérebro
- aluno
December 4 2009, 2:37pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... uc.pt
Concurso RedEmprendia para Financiamento de Valorização de Projectos de Investigação na Universidade de Coimbra
http://www.uc.pt/tomenota/2009/20091204_4
Para mais informações: http://www.uc.pt/gats/noticias/news_39
December 4 2009, 1:04pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Ensinar não é uma actividade como as outras
http://terrear.blogspot.com/2009/12/ensinar-nao-e-uma-actividade-como-as.html
Este pensamento já o escrevi mil vezes. Continuamos, a nível da organização do sistema, sem mecanismos eficazes de acção...Ensinar não é uma actividade como as outras. Poucas profissões serão causas de riscos tão graves como os que os maus rofessores fazem correr aos alunos que lhes são confiados. Poucas profissões supõem tantas virtudes, generosidade, dedicação e, acima de tudo, talvez entusiasmo e desinteresse. Só uma política inspirada pela preocupação de atrair e de promover os melhores, esses homens e mulheres de qualidade que todos os sistemas de educação sempre celebraram, poderá fazer do ofício de educador da juventude o que ele deveria ser, o primeiro de todos os ofícios. Pierre Bourdieu, ibidem
December 4 2009, 12:54pm | Comments »



