Procurando visibilizar as lógicas que caracterizam a ação da escola, e com o objetivo de desvelar os dispositivos disciplinares que se criam, se repetem, se inovam e se renovam na prática escolar, articulamos uma brincadeira das crianças na hora do recreio e uma situação de conselho de classe, flashes que nos forneceram pistas para pensar os mecanismos de interdição e controle praticados no cotidiano da escola. Historicamente, as práticas escolares têm utilizado a escrita manuscrita como um mecanismo de domesticação de corpos e mentes; em contrapartida, ao não reconhecer a complexidade do brincar de merece, a escola naturaliza e aproxima práticas disciplinares que produzem mecanismos de subjetivação. A ação pesquisadora que vimos desenvolvendo com professoras do ensino fundamental tem procurado investir na formação do investigador coletivo – o grupo. Assim sendo, como num jogo de luz e sombras, exercitamos, coletivamente, a leitura pelo avesso das situações apresentadas, o que nos permitiu, a partir da discussão sobre a violência na escola, desvelar a violência da escola sobre as crianças.Palavras-chave: cotidiano escolar; violência; disciplinaTexto integral
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Luzes e Sombras na organização escolar
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November 29 2009, 1:17pm | Comments »
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Avaliação e desenvolvimento organizacional da escola
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A partir de uma abordagem tributária da análise estratégica e da sociologia da acção, o presente texto discute os conceitos de avaliação do desempenho, desenvolvimentoorganizacional e qualidade da educação, sublinhando a natureza política da avaliaçãoexterna das escolas, e a sua dependência dos valores e das lógicas em acção dos actoresque a promovem e executam. De seguida mostram como as políticas de promoção daavaliação externa estão em desenvolvimento nos diversos países europeus ecorrespondem a tendências pesadas da evolução das sociedades ocidentais. Finalmenteidentificam-se aspectos desta “reconfiguração avaliativa” na revolução recente daspolíticas educativas em Portugal.Palavras-chave: Avaliação educacional; Sociologia da ação; Sociologia organizacional;Políticas educacionais; Formação de professores.Texto de Natércio Afonso. Aqui.
November 29 2009, 1:13pm | Comments »
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A Dialéctica da Ordem e da Desordem nas Organizações
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La dialectique de l’ordre et du chaos dans les organisationsRaymond-Alain Thiétart Bernard ForguesRésumé de l'articleDéjà à l’origine de nombreuses recherches dans le domaine des sciences mathématiques et physiques, la théorie du chaos, qui sert de toile de fond à cet article, n’avait guère inspiré de travaux jusqu’ici au sein des sciences sociales. Les auteurs entendent montrer, à l’aide de cette théorie, en quoi le processus dialectique entre convergence et divergence, stabilité et instabilité, évolution et révolution est inhérent à la structure même et à la nature des entités non linéaires comme les organisations, et donc les entreprises. Il s’agit d’une donnée fondamentale que les gestionnaires doivent apprendre à gérer.Plan de l'article• I. – Du mythe à la réalité• II.– L’organisation comme système dynamique non linéaire• III. – Le chaos organisateur• IV.– Ordre et désordre : une dialectique permanente• V.– Le management : une tâche impossible !• Conclusion• Bibliographie
November 29 2009, 1:06pm | Comments »
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Actor, sistema e lógica de acção
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La notion de logique d’action est proposée par certains auteurs pour accéder aux comportements des acteurs dans une perspective de dépassement du dualisme acteur / système. Pour fonder ce même dépassement, la notion de projet est retenue par d’autres pour participer d’un effort de théorisation de l’action collective. Dans un premier temps, ces deux regards théoriques sont synthétiquement présentés. Dans un second temps, ils sont rapprochés et discutés autour de deux questions : les logiques naissent-elles de projets ? les projets deviennent-ilsdes logiques ? Il ressort de la réflexion que la méthodologie des logiques d’action ne peut se passer du concept de projet pour clarifier sa posture théorique.Mots clés : Logique d’action, sociologie, projet collectif, acteur collectif, théorie de l’action, épistémologie de l’action.Texto integral
November 29 2009, 1:02pm | Comments »
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Os Limites das Teorias do Passado
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Les cadres théoriques généraux développés dans les sciences sociales dans la deuxième moitié du XXe siècle sont tous frappés d’obsolescence. Quant à ceux qui subsistent, ils sont l’objet de scepticisme. La raison principale en est que tous reposent sur une conception discutable du comportement humain, qu’ils veulent ramener à des principes trop simples ou à des causes conjecturales. Quand ils le voient comme rationnel, ils adoptent une théorie indûment étroite de la rationalité. Ces divers réductionnismes ont été légitimés par une conception inadéquate de la notion de science et des relations entre sciences sociales et sciences de la nature. Précisément, cette conception repose sur une confusion entre réalisme et matérialisme, ainsi que sur la méconnaissance du fait qu’il n’y a de connaissance que par rapport à un « programme ».Proprement explicité, le programme faisant des phénomènes sociaux l’effet de comportements vus comme résultant de motivations et de raisons est le plus général et le plus fécond qui ait été développé par les sciences sociales. Il est du côté des sciences sociales le seul qui puisse revendiquer un degré de généralité comparable à celui desneurosciences ou de la sociobiologie du côté des sciences de la vie.Mots clés : raison, rationalité, motivationTexto integral
November 29 2009, 12:51pm | Comments »
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LES DISPOSITIFS DE LA PARTICIPATION AUX ÉTAPES STRATÉGIQUES DE L’ÉVALUATION
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Les processus participatifs en évaluation de programme disposentde plus en plus d’une instrumentation importante afi n d’accroîtrela validité et la pertinence sociale des savoirs produits. Les outilssoutenant une représentation partagée du programme et de ses résultatssont de cet ordre. Par contre, les fi nalités plus stratégiquesde la participation que sont la planifi cation de l’évaluation et lare-planifi cation du programme en vertu des résultats d’évaluationsont moins instrumentées. Cet article porte sur de tels dispositifssociaux et techniques pour soutenir la participation des acteursdes programmes à ces choix stratégiques. En plus de proposer desoutils plus usuels de modélisation de programme et de validationdes résultats de recherche, l’instrumentation présentée porte surl’établissement d’une instance participative, le choix des questionsd’évaluation, la construction du jugement, et la délibération surles orientations futures du programme. Cette instrumentationcherche à accroître la contribution sociale de l’évaluation en introduisantune plus grande rationalité dans l’exercice participatif.Texto integral
November 29 2009, 12:46pm | Comments »
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Da acção individual e colectiva
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November 29 2009, 12:41pm | Comments »
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Saberes de inovação
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Há saberes inúteis. Há saberes queregulam e impulsionam a acção sociale educativa. Saberes que transformampara melhor as realidades.São saberes de acção, de inovação.Saber dar tempo ao tempo masagindo para que cada actor evoluapara a “zona do seu desenvolvimentopróximo”;Saber gerir o lugar de todos osactores no quadro organizacional demodo a que cada um possa retirarbenefícios, em termos de reconhecimento,ganho de poder e alargamentodas suas competências;Saber viver com as contradições e adesordem porque a linearidade, oprincípio da causalidade e as dimensõesformais são estranhas auma dinâmica de inovação;Saber mudar de rota sem perder adirecção, aproveitando os ventoscontrários, navegando à bolina, emziguezague sem deixar de perseguiro objectivo;Saber pensar em termos de interacçãoe de construção porque aacção educativa é sempre interacção,é sempre relação, é sempreuma construção colectiva;Saber agir sobre as representaçõese a “definição” da realidade, porquesó mudando os quadros mentais,as visões do mundo e das coisas épossível agir de outro modo;Saber construir sentido através doexemplo e da palavra porque aslideranças desempenham um papelvital nos empreendimentos de mudança;Saber negociar alianças tácticasporque a inovação é sempre umaposta colectiva que requer a construçãode coligações mais ou menosestáveis;Saber encorajar para a cooperação e negociação porque a escola é em grandemedida o resultado dos complexos processos de interacção, de construçãocooperativa das respostas para os problemas;Saber delegar, confiar e encontrar pausas retemperadoras para que cadaautor se sinta único, se sinta valorizado na sua acção, se perceba construtorde uma ordem educativa estimulante;Saber transformar o modo de pedir e de prestar contas, baseando-os emcompromissos claros e numa contratualização que a todos implique.Eis o quadro (in)completo dos saberes que é preciso fazer emergir, reconhecere valorizar.(a partir de Mónica Thurler, 1998, Savoirs d'action, savoirs d'innovation des chefsd'établissement)
November 29 2009, 12:36pm | Comments »
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Ainda sobre as virtudes na vida espiritual dos romanos...
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" E se Roma atingiu tão rapidamente essa espécie de invulnerabilidade que a protege dos inimigos, é porque as tradições e os costumes lhe asseguram uma superioridade de facto sobre todos os outros homens: austeridade, disciplina, fidelidade aos compromissos, uma honestidade rígida fazem dela uma cidade única entre todas as outras.", PolíbioA leitura das obras romanas recomendam-nos a deificação de três virtudes sem as quais qualquer empresa colectiva perde a resiliência. Na verdade, parecemos tão acostumados a olhar a falta de valores morais nos nossos dias, que nos esquecemos que a coesão de um qualquer grupo se deveria estabelecer numa vivência semelhante. A forma como Roma se conseguiu impor, em pouco tempo, aos povos vizinhos, e a grandeza que a cidade alcançou foram motivo de espanto para outros povos que procuravam uma explicação para este crescimento. Se lidas com atenção as obras de autores romanos , reconhecemos extraordinárias as exigências morais elevadas dos romanos. A devoção , devotio, à Pátria e à Vrbs , encarregava-se de uma preocupação constante na edificação de modelos morais de conduta . O respeito que votavam à tradição e ao costume dos antepassados , mos maiorum, e o respeito pela religião, conduzia o cidadão a pautar-se por códigos rígidos que cumpria piamente e que o conduzia numa procura da excelência que se sustentava na sabedoria. Os Romanos obedeciam a valores morais e políticos - alguns herdados dos Gregos, mas a maior parte especificamente seus - que o mundo moderno, consciente ou inconscientemente, adopta para os padrões de comportamento actual. Virtus, Pietas e Fides constituem a tríade fundamental que dominava a vida dos romanos ( a vida familiar, a economia e a sociedade). A coragem e valentia própria do vir (homem), o respeito pelos deveres religiosos, cívicos ou familiares e fidelidade aos juramentos e compromissos, revestiam o ideal de Humanitas, o comportamento próprio do homem que se concentra no que lhe é intrínseco – a cultura intelectual, a bondade de carácter, a cortesia e o dever. Estes valores eram-no na edificação do ser a nível individual, mas resultavam na integração social e cívica plena.Uma mensagem que o mundo moderno não pode esquecer.Imagem - António Manuel da Fonseca, 1796-1890 Eneias Salvando seu Pai Anquisesdo Incêndio de Tróia 1855, óleo sobre tela 304 x 214 cm Palácio Nacional de Mafra Mafra, Portugal
November 29 2009, 11:02am | Comments »
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Sobre a virtude...
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«Haverá filósofos que pretendem induzir-nos a dar grande valor à prudência, a praticarmos a virtude da coragem, a nos aplicarmos à justiça — se for possível — com maior empenho ainda do que às restantes virtudes. Pois bem: de nada servirão estes conselhos se nós ignorarmos o que é a virtude, se ela é una ou múltipla, se as virtudes são individualizadas ou interdependentes, se quem possui uma virtude possui também as restantes ou não, qual a diferença que existe entre elas. Um operário não precisa de investigar qual a origem ou a utilidade do seu trabalho, tal como o bailarino o não tem que fazer quanto à arte da dança: os conhecimentos relativos a todas estas artes estão circunscritos a elas mesmas, porquanto elas não têm incidência sobre a totalidade da vida. A virtude, porém, implica tanto o conhecimento dela própria como o de tudo o mais; para aprendermos a virtude temos de começar por aprender o que ela é. Uma acção não pode ser correcta se não for correcta a vontade, pois é desta que provém a acção. Também a vontade nunca será correcta se não for correcto o carácter, porquanto é deste que provém a vontade. Finalmente, o carácter não poderá atingir a perfeição se não compreender as leis que regem a totalidade da vida nem investigar qual o juízo correcto a fazer sobre cada coisa, em suma, se não aferir todas as coisas pela verdade.A serenidade não é apanágio senão de quem alcançou um conhecimento imutável e infalível sobre o mundo: os demais tomam agora uma decisão, depois arrependem-se e permanecem indecisos sem saber se hão-de levar ou não até ao fim os seus propósitos. A causa que os faz andar assim à deriva é eles guiarem-se pelo mais falível dos critérios: a opinião comum! Se queres que a tua vontade permaneça a mesma, terás de só desejar a verdade. Ora, à verdade não podemos chegar sem conhecermos os princípios básicos da filosofia, os quais incidem sobre a totalidade da vida. O bem e o mal, a moralidade e a imoralidade, a justiça e a injustiça, a piedade e a impiedade, as virtudes e o emprego das virtudes, a posse de bens úteis, a reputação e a dignidade, a saúde, a prestança física, a beleza, a acuidade dos sentidos — tudo isto exige da nossa parte uma correcta capacidade de avaliação. Há que saber quanta e qual a importância a conceder aos meios de fortuna. Tu, efectivamente, laboras em erro ao atribuir a certas coisas maior valor do que o devido, e laboras tanto mais em erro quanto é certo que coisas consideradas entre nós como especialmente valiosas (riqueza, influência, poder) não valem, na realidade, sequer um sestércio. Ora, a isto não poderás chegar se ignorares a proposição de base através da qual acedemos à determinação do valor respectivo de cada coisa. Assim como as folhas, isoladamente, não podem estar viçosas e precisam de ramos em que se sustentem e de que recebam a seiva, assim também todos esses preceitos, desamparados, murcham; as podas só medram se plantadas!»in Cartas a Lucílio, SénecaImagem- Jacques-Louis David(1748- 1825)
November 29 2009, 10:30am | Comments »

