A “stôra” estava sempre a falar e eu dizia: “oh “stora” não entendo…” Ela dizia: “Tu não entendes porque não estás a prestar atenção. Tás a olhar para o lado. E nos ficávamos feitos estúpidos a olhar para ela… Mas o que se passa aqui; que “stora” é esta?…”. Era uma “stôra” excelente! Fala devagar e explica muito bem e os outros “stores” não.
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Devia ser "obrigatório" dar sempre voz aos alunos
http://terrear.blogspot.com/2009/11/devia-ser-obrigatorio-dar-sempre-voz.html
November 29 2009, 9:20am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Mercado, humanização e cidadania
http://terrear.blogspot.com/2009/11/mercado-humanizacao-e-cidadania.html
Este trabalho tem como objetivo o exame da qualidade do ensino na escola pública, tomando como referência a experiência de Porto Alegre, no período 1989-2006. Analisa as concepções de qualidade considerando a percepção de dois movimentos antagônicos de mudanças nos rumos da escola pública tradicional: reconversão para o mercado, mercoescola, introduzindo na escola a lógica da empresa, centrada nos valores da competição, da produtividade, da eficiência, da eficácia e da avaliação seletiva e classificatória, baseada na mensuração, na quantificação e no produto final; e a reconversão para a cidadania, escola cidadã, enfatizando a solidariedade, a cooperação, a autonomia moral e intelectual, a defesa da vida, a emancipação, a humanização e a avaliação com ênfase nos processos, nos tempos e ritmos inerentes ao sujeito aprendiz.(...)A experiência de Porto Alegre representa, dentro de seus limites, as potencialidades de uma educação comprometida com a "qualidade social", onde o maior desafio é responder à diversidade e à complexidade das novas condições exigidas ao êxito de uma educação democrática, inclusiva e emancipadora. É um projeto com concepções que se situam na contramão das propostas competitivas dos "centros de excelência", do ranking entre instituições e das compensações pecuniárias como prêmios pelo êxito das aprendizagens. Em vez de aviltar e mercantilizar as relações entre educador e educandos, a escola cidadã considera a formação do sujeito na sua singularidade, na sua identidade, na sua pertinência a um contexto e a um conjunto de experiências de vida.Palavras-chave: Mercoescola, Escola cidadã, Qualidade, Avaliação, Participação, Emancipação.Texto integral
November 29 2009, 8:00am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Quanto mais há o que vigiar, mais vigilância é necessária
http://terrear.blogspot.com/2009/11/quanto-mais-ha-o-que-vigiar-mais.html
Este texto, apoiado em narrativas de livro de ocorrência utilizado em uma escola pública de 1ª a 4ª série do ensino fundamental, visa problematizar a dimensão de vigilância exercida pelo tipo de lógica disciplinar que neles se apóia, articulando-a com um certo tipo de tradição pedagógica, ainda fortemente localizável no cotidiano escolar. A perspectiva é a de que tal tradição, apoiada em pressupostos de infantilização das crianças - que enfatizam características universais e necessárias, acentuando traços de dependência, imaturidade e desprestígio - acabam por gerar a necessidade de constante vigilância e controle sobre elas por parte das autoridades escolares. Quanto mais há o que vigiar, mais vigilância é necessária e mais se estende o campo para as transgressões e para a produção da criança indisciplinada.DISCIPLINA - COMPORTAMENTO - ESCOLAS PÚBLICAS - PEDAGOGIATexto integral
- Tags:
- disciplina
- vigilância
November 29 2009, 7:03am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Ouvir as crianças antes de ensinar
http://terrear.blogspot.com/2009/11/ouvir-as-criancas-antes-de-ensinar.html
Seguir as motivações das crianças é a base do sucesso escolar. A pedagogia de João Formosinho acaba de ser premiada.O trabalho da Associação Criança, criada em 1996 e cujo projecto vencedor foi "Escutando Crianças, formando profissionais", não é mais do que o paradigma pedagógico leccionado pelos dois professores aos formandos da Universidade do Minho há 18 anos e colocado em campo pelos educadores de infância, sob a sua batuta.A grande diferença em relação ao método tradicional de ensino é começar por colocar na mesma sala crianças dos três aos seis anos, sem as dividir por escalões etários. Depois, em vez de um guião de actividades únicas para todos, cabe à educadora agrupar os alunos por áreas de interesse, independentemente da idade. "Nos primeiros três meses dá mais trabalho, mas acaba por haver um maior envolvimento e rendimento de todos", explica Carina Lopes, educadora no D. Pedro V. Em vez de se gerar o caos, com uns empenhados e outros a apresentar folhas em branco "porque se recusam a trabalhar com medo de falhar", segue-se o interesse de cada um, "encaminhando-os em pequenos grupos de interesses e maturação cognitiva comuns. Assim não há angústias nem falta de auto-estima", diz a educadora."Rodam em pequenos grupos, ou até trabalham individualmente, integrando os grupos maiores à medida que ganham confiança", frisa Maria José, a coordenadora das quatro salas do infantário do colégio religioso bracarense. Actualmente, são já 40 instituições que seguem a pedagogia participativa de João Formosinho, inspirada num estudo iniciado na década de 60, nos EUA.Em vez do ensino transmissivo, em que o professor ensina e o aluno ouve, João e Júlia Formosinho propõem um modelo participativo, em que o educador vai incutindo conhecimentos de todas as áreas em resposta aos interesses das crianças, de preferência através de projectos de grupo que envolvam os pais. Segundo Júlia Formosinho, os menores sujeitos a este tipo de estudo evidenciam maior sucesso escolar e na vida profissional adulta, boa integração social e menor atracção por comportamentos desviantes.Fonte(com agradecimento a LTM)E ainda a tempo de sublinhar e destacar o trabalho da Associação Criança liderada pelos professores João e Júlia Formosinho.
November 29 2009, 5:22am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
A Odisseia adaptada para jovens
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/odisseia-adaptada-para-jovens.html
Francisco Lourenço prossegue o seu intuito de divulgação dos clássicos com a adaptação da Odisseia para leitores mais jovens, publicado pela Editora Cotovia, que tem promovido nos últimos anos a publicação de traduções por especialistas de obras clássicas.Reveja-se o catálogo no site. http://www.livroscotovia.pt/classicos.htm
November 29 2009, 5:13am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
PORTUGUESES E EXTRATERRESTRES
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/portugueses-e-extraterrestres.html
Informação recebida da editora Planeta:No âmbito de um a investigação levada a cabo no CTEC, da Universidade Fernando Pessoa, acaba de ser editada a antologia “De Outros Mundos. Portugueses e Extraterrestres no século XX”,uma visão multidisciplinar que, pela primeira vez, trata do ponto de vista científico esta controversa matéria, numa revisão das crenças, leituras e interpetações das experiências insólitas alegadas por cidadãos portugueses ao longo do século XX.São 19 trabalhos de 23 investigadores oriundos de várias universidades portuguesas e que legitimam assim uma abordagem única, pioneira, de um tema recuperado da marginalidade académica para o qual havia sido relegado. Mas, como disse Niels Bohr, Nobel da Física, “não há temas idignos de Ciências, mas métodos indignos dela”.Da Apresentação do volume:“Textos inéditos e fundamentais sobre “De Outros Mundos…”Ao longo do século XX, milhares de portugueses confrontaram-se com o inesperado e o desconhecido, vindos de algures. Cerca de 800 “encontros” súbitos, por vezes traumáticos, com “luzes” e objectos voadores vindos de algures, mas também com seres insólitos, estranhos, aparentemente pouco humanos...Dos arquivos do CTEC – Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência, da Universidade Fernando Pessoa, revela-se finalmente um retrato de “corpo inteiro” do ideário extraterrestre, tal como foi sendo vivido entre nós, as suas experiências incríveis e as visões celestes” protagonizadas por cidadãos comuns.Um estudo único participado por experimentados investigadores e teóricos nacionais que se juntaram num projecto singular. Da antropologia à física, passando pela psicologia e a religião, variadas são as propostas de leitura e interpretação destas caprichosas “observações” e dos eventuais agentes que as provocam.Esta antologia, a primeira no seu género, em língua portuguesa, elaborada por uma vasta equipa de académicos nacionais, propõe-nos uma digressão por “outros mundos” que se atravessaram, subitamente, no quotidiano normal de pessoas normais. Uma visita guiada pela mão de especialistas, de diferentes disciplinas aos conceitos, ideias e imagens geradas em Portugal durante um século.De onde procedem estas “aparições” de fenómenos extraordinários que, durante décadas, espantaram e muitas vezes confundiram cidadãos de todas a idades e condições sociais em toda a geografia do território nacional? Um grande inquérito a um verdadeiro “mito” vivo: a ideia do Outro além de nós. Que origens, que evolução, que modelos foi revelando esse imaginário ET como parte integrante da nossa cultura contemporânea?Sobre o coordenador do volume:Joaquim Fernandes - professor na Universidade Fernando Pessoa e co-fundador do Centro Transdisciplinar de Estudos da Consciência (CTEC). É licenciado em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e mestre em História Moderna. Doutorou-se em História, com a tese “O Imaginário Extraterrestre na Cultura Portuguesa – do fim da Modernidade até meados do século XIX”, a primeira no seu género a ser apresentada numa universidade portuguesa e europeia. Autor de várias obras de investigação histórica, é co-editor da revista anual Cons-Ciências, e publica na Imprensa diária centenas de artigos referentes à Cultura Científica, tendo coordenado em 2008, a série televisiva “Encontros Imediatos” para a RTP 2, a primeira realizada no nosso país sobre a Cultura ET”.
November 29 2009, 4:57am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
JOBS FOR THE BOYS
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/jobs-for-boys.html
O cargo de "governador civil" é um fóssil vivo no sistema político português. O nome é, ele próprio, um fóssil, pois nem há um "governador militar" perto dele. Remontando ao século XIX (mais precisamente ao tempo do pós- guerras liberais, em 1835), o cargo de governador civil em cada distrito destinava-se à representação local e imediata do governo no tempo em que não havia as comunicações de hoje. Não havia telefones, nem faxes, nem Internet, nem auto-estradas, nem caminhos de ferro, nem aeroportos. O cargo tem vindo, ao longo dos anos, a perder funções, sendo hoje apenas um mero representante não do governo como um todo, mas apenas do ministro da administração interna, com competências muito restritas. Basicamente, não serve para praticamente nada. Eu só fui ao governo civil duas em toda a minha vida para tratar de passaportes (assunto que, por qualquer razão, não é tratado pela mesma repartição que trata do BI).Então, perguntará o leitor mais racional (e nós neste blogue temos muitos): porque não se acaba com os governadores civis? A resposta acaba de ser dada com a recente nomeação de novos (nalguns casos os mesmos) governadores civis: ver aqui. Trata-se de "jobs for the boys". Alguns políticos, aparentemente profissionais, que perderam as eleições legislativas ou autárquicas, foram agora recompensados com estes cargos. Tratam-se, como se percebe, não de segundas ou terceiras escolhas (e é bem conhecida a qualidade média do nosso pessoal político!), mas em vários casos de escolhas de ordem ainda inferior, mostrando a irrelevância do cargo.Esta tomada de posse dos governadores civis (marcada pelo acidente de um carro do ministério da administração, com passageiros sem cinto, que para lá se dirigia a alta velocidade) evidencia a degradação do nosso sistema político. Fala-se muito do défice. Se se acabasse imediatamente com o cargo de governador civil, poupava-se alguma coisa. Reduzia-se o défice. Mas reduzia-se também e sobretudo o défice da nossa estima pelos políticos.
November 29 2009, 3:37am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
ATLANTIS STS-129: uma das últimas viagens do Space Shuttle
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/atlantis-sts-129-uma-das-ultimas.html
O Space Shuttle é uma fabulosa realização de engenharia e permitiu, entre muitas outras coisas, o desenvolvimento da ISS (International Space Station). A NASA vai retirar estes veículos de serviço em 2010, tendo adoptado soluções mais baratas para a realização das missões entregues ao vaivém e das novas novas missões que se aproximam como o retorno à LUA. A missão STS-129, realizada pelo vaivém Atlantis, demorou 11 dias e terminou com a aterragem do Atlantis na sexta-feira passada no Kennedy Space Center.A NASA realizou uma cobertura mediática desta missão como forma de mostrar em detalhe os pormenores de lançamento (vejam pelo menos até ao minuto 3:16, altura em que têm uma perspectiva do piloto do shuttle vendo parte do nariz do vaivém e tendo a sensação de velocidade), entrada em órbita, processo de ligação à ISS (muito interessante a partir do minuto 9:00), operação dos vários equipamentos a bordo, realização de missões, vida no espaço, separação da ISS e retorno à terra (minuto 49:00). O vídeo foi recentemente tornado público.Vale a pena ver: são 59 minutos de puro prazer! Cheio de detalhes e de perspectivas inéditas, este vídeo é muito instrutivo e fascinante.O espírito criativo dos homens é verdadeiramente admirável. O que conseguimos fazer com o conhecimento que fomos capazes de desenvolver é fabuloso. Se virmos isto em perspectiva, desde os primórdios da humanidade, é impressionante o caminho que percorremos em conjunto. E esse caminho é uma enorme fonte de esperança no nosso futuro colectivo.:-)
November 29 2009, 1:34am | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Três Anos de Museu da Ciência
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/tres-anos-de-museu-da-ciencia.html
Informação recebida do Museu da Ciência de Coimbra:05 DEZEMBRO 2009 - 10H00-18H00 - ENTRADA LIVREDia 5 de Dezembro o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra faz três anos.Foram anos de intenso trabalho de todos - equipa do museu e muitos colaboradores - que nos permitiu ir cimentando um projecto de divulgação da ciência e, simultaneamente, de preservação do património científico da Universidade de Coimbra.Queremos, por isso, convidá-la(o) para a festa que realizaremos no dia 5, sábado. O programa inclui um espectáculo de novas demonstrações científicas e um recital de música por Filipa Lã (canto) e Helena Marinho (pianoforte), com composições do tempo de Darwin – Mozart, Haydn, Domingos Bomtempo e Schubert.Esperamos por si!Programa:17H30 | DEMONSTRAÇÕES CIENTÍFICAS19H00 | RECITAL DE MÚSICA
November 28 2009, 4:59pm | Comments »
-
João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
A Festa
http://terrear.blogspot.com/2009/11/festa.html
Ontem, a última lição dos alunos do curso SPAD do Porto. Com uma diversidade de métodos, suportes, interpelações, memórias. Seguida de um jantar na Praia da Luz. Belo sítio, belo nome. E belos, sobretudo, os momentos de evocação de um percurso de múltiplas aprendizagens. De gratificação pessoal e profissional. De saberes, de sabores. Relembrando, EPC:“Sabemos que, em latim, havia duas formas concorrentes: o sapere e o scrire. De scire veio toda a nossa ciência. Mas scire corresponde à ideia de um conhecimento que apreende o objecto na medida em que o separa, o recorta, o divide, em relação às restantes coisas. É um gesto de discernir ou de distinguir. O sapere aproxima-se das coisas a partir do que elas têm de único: o sabor, o gosto. Sucede que sapere se foi sobrepondo a scire e deu o saber de que hoje dispomos, mas um saber que recolheu as características mais puritanas da tradição científica: e fica um saber que não sabe a nada”.Mas aqui, neste curso -como aliás, no de Lisboa, o saber não perdeu o sapere. A festa final organizada pelos alunos foi a evidência disto mesmo. Por isso, feliz por ter sido implicado nesta comemoração de um final que será um início. Obrigado a todos e a todas.
November 28 2009, 4:47pm | Comments »

