Informação recebida da editora Gradiva:O novo livro da autoria de Carlos Fiolhais, Engenho Luso e Outras Crónicas vai ser lançado no Casino da Figueira da Foz no próximo dia 9 de Dezembro às 18h30m. A obra será apresentada por João Filipe Queiró, Professor de Matemática da Universidade de Coimbra.Carlos Fiolhais é professor catedrático no Departamento de Física da Universidade de Coimbra, é também director da Biblioteca daquela universidade. Tendo já recebido vários prémios e distinções nacionais, Carlos Fiolhais é autor de mais de uma centena de artigos científicos. Escreve actualmente no jornal Público e Sol, além das regulares intervenções em programas de rádio e de televisão.Entre os mais de 40 livros publicados, encontra-se agora Engenho Luso e Outras Crónicas que reúne as crónicas do autor publicadas no jornal Público sobre diversos temas da actualidade e da história, em particular sobre a educação e a cultura.
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ENGENHO LUSO NO CASINO
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December 5 2008, 7:04am | Comments »
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Avaliação interna ou avaliação externa?
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Continuando o enunciado dos dilemas avaliativos, chego hoje ao segundo: a avaliação deve ser interna ou externa à organização escolar?
Uma avaliação que queira estar ao serviço da aprendizagem e do efectivo desenvolvimento profissional; que queira ajudar os professores e educadores a compreenderem as dificuldades da acção e a encontrarem as respostas para os problemas do dia-a-dia só pode
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December 5 2008, 5:15am | Comments »
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Saber para intervir
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Duas especializações, cujo prazo de inscrição está quase a terminar. Os interessados poderão encontrar todas as informações aqui.
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December 5 2008, 4:05am | Comments »
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Comunidade de Leitores
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A propósito do post com desdobrável sobre a comunidade de leitores promovida pela Biblioteca da Câmara Municipal de Gondomar, um comentário de Dolores Darrido: Vi no Terrear o desdobrável de umas das sessões da Comunidade de Leitores na Biblioteca Municipal de Gondomar. Como participante, gostaria de dizer que tem sido muito bom passar o serão de quarta-feira, de quinze em quinze dias,
December 5 2008, 3:06am | Comments »
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Investigadores da Universidade de Coimbra ganham Grande Prémio BES Inovação 2008
http://www.uc.pt/UC/tomenota/20081204
Para mais informações https://woc.uc.pt/quimica/event/dataNews.do?elementId=194
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December 5 2008, 2:49am | Comments »
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A NOITE DE NATAL
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Acorda, pequeno rei! Estremunhado, o pequeno rei esfrega os olhos e senta-se na cama. Nisto bate com o nariz num lenço atado na ponta de um fio que pende do tecto. — Ah, o lenço! De que é que não me queria esquecer?Tu querias abrir a porta, pequeno rei. O pequeno rei desliza descalço até à porta do quarto. — Está bem assim? — pergunta, abrindo a porta. Não, não é uma porta qualquer. É uma
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December 5 2008, 2:44am | Comments »
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A política está a mudar, a webificar-se
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A política nacional está a mudar, está a webificar-se. O PSD renovou o site em Outubro, para bem melhor. Os sinais deste final de ano não enganam. Nos últimos dias, duas plataformas de reflexão na área social-democrata e uma na área socialista abriram portas na Internet. O mais recente partido da democracia portuguesa, o MEP, promove debates vivos que decorrem no duplo ambiente físico e virtual quase sem barreiras: videotransmissão em directo (tecnologia Mogulus, excelente) com perguntas em janela de chat e ainda pelo Twitter. Tenho falado disto com algumas pessoas em círculo fechado. O efeito Obama estará presente, e de que maneira!, nas 3 eleições lusitanas de 2009. Um “simples” jantar-debate, subordinado ao tema “Crise, Globalização e Intervencionismo do Estado”, para o qual Pedro Passos Coelho convida Daniel Bessa e João Salgueiro, tem uma página de informação, dúvidas e marcações no FaceBook. Com o mapa, etc. Não lhe falta nada. O Diogo Vasconcelos (Cisco, mas também administrador do Instituto Sá Carneiro) escreve entusiasmadamente sobre Open Government, e nomeadamente, “the Obama team has modified the copyright notice on change.gov to embrace the intellectual property licensing of Creative Communs, allowing bloggers and others to freely use it“. E sobre o (!!) TwitterGov: many tools available.
December 5 2008, 2:00am | Comments »
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O PENACHO DA CULTURA
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Minha habitual crónica quinzenal no jornal "Público" saída hoje (na foto, Eduardo Lourenço na sua aldeia natal de S. Pedro de Rio Seco): Se a cultura é uma alavanca de mudança, o interior está a mudar graças a iniciativas municipais. Depois de em Junho ter aberto em Bragança o Centro de Arte Contemporânea Graça de Morais, acaba de abrir na Guarda a Biblioteca Eduardo Lourenço. Que o génio pode brotar dos sítios mais recônditos mostram estes dois exemplos: A pintora Graça Morais nasceu em Vieiro, Vila Flor, distrito de Bragança, e o escritor Eduardo Lourenço nasceu em S. Pedro de Rio Seco, Almeida, distrito da Guarda. Num caso e noutro as memórias da infância ficaram indeléveis. Graça Morais sobre a escola primária de Vieiro: “Tenho ideia de uma grande confusão de coisas, a geografia e a gramática, a tabuada e a história. Eu desenhava. Cerejas, uma chávena e um bule que havia lá em casa.” Eduardo Lourenço sobre a aldeia de S. Pedro, colada a Espanha: “Eu só tenho um espaço particular, reservado, que é o da minha aldeia. Da minha aldeia e desses dez anos que aí vivi e foram diferentes de tudo o resto que me aconteceu. Estava no mundo ou o mundo estava em mim. Depois, nunca mais soube, realmente, onde estou e nunca o saberei.” A pintora, depois de ter estudado no Porto, andou pelo mundo mas regressou. O escritor, depois de ter estudado e ensinado em Coimbra, ficou pelo mundo, embora regresse sempre que possa. Mostrando uma generosidade que, por não sere comum entre nós, merece os maiores encómios, ofereceram a primeira um conjunto das suas telas e o segundo um conjunto dos seus livros às cidades em cujos liceus ingressaram, ao deixarem as suas pobres aldeias. A oferta é a todos nós. Os novos Museu e Biblioteca não podiam deixar de ter os seus nomes. Estive na inauguração da Biblioteca Eduardo Lourenço, um edifício bastante acolhedor contíguo a um velho solar que desde há três anos está ocupado pelo Centro de Estudos Ibéricos, uma iniciativa conjunta da Câmara Municipal da Guarda e das Universidades de Coimbra e Salamanca em resposta a uma sugestão de Eduardo Lourenço. Não foi sem emoção que encontrei os livros do nosso “maître à penser” vindos da sua casa francesa. Deles disse o doador: “Com esta doação e outra futura que se prepara dos meus outros livros, eu estou dizendo adeus a mim mesmo e preparando o mais confortável dos túmulos que é o de saber que assim continuarei entre gente que teve alguma consideração por aquilo que sou e que escrevi”. Os livros ficam infelizes se não forem lidos e os de Lourenço esperam impacientes, na sua nova casa, por novos leitores. Na cerimónia não foi visto o ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, que, honra lhe seja feita, tinha há pouco distinguido Eduardo Lourenço na Gulbenkian. Parece que o ministro não se tem dado muito a ver, embora tenha sido visto no Parlamento a lamentar-se da escassez do seu orçamento e nos jornais a queixar-se amargamente da má execução orçamental dos seus antecessores. Confesso que, quando ele tomou posse, fiquei contente, por pressentir que ia parar o extravagante pólo do Hermitage em Lisboa (este é o tema de uma das outras crónicas do meu livro “O Engenho Luso e Outras Crónicas”, Gradiva, 2008). Mas o meu ânimo logo esmoreceu quando o ouvi dizer que queria “fazer mais com menos”. Adivinhei que ia ser vítima das suas próprias palavras. A fatia de 0,4 por cento do Orçamento de Estado para a cultura é pouco, muito pouco, escandalosamente pouco. A anterior ministra terá comentado, irónica: “O ministro das Finanças fez-lhe a vontade”. Receio que o orçamento não dê para fazer crescer e multiplicar museus e bibliotecas tão exemplares como o de Bragança e a da Guarda, que ajudem a mudar o interior desertificado. O dinheiro, que era pouco, será ainda menos. E não deve chegar para pagar projectos tão extravagantes como o agora divulgado Centro de Arte Africana Contemporânea “África.cont”, na capital (dizem que cont é de contemporâneo, mas pode apenas indicar que falta dinheiro para o resto das letras). A cultura continua a ser um parente pobre do governo. Dá a ideia que é um enfeite, um penacho no chapéu dos governantes. É uma pena!
December 5 2008, 2:00am | Comments »
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HISTÓRIAS DA CIÊNCIA E DA VIDA
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Informação recebida da Fábrica "Ciência Viva" de Aveiro (clicar sobre a imagem para ler conteúdo).
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December 4 2008, 6:30pm | Comments »
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OS 400 ANOS DE D. FRANCISCO MANUEL DE MELO
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Carta de Marta Anacleto ao "Público" sobre a recente passagem dos 400 anos do nascimento de D. Francisco Manuel de Melo, que o "De Rerum Natura" noticiou:Em artigo saído no "Público" intitulado «D. Francisco Manuel de Melo esquecido?» refere Guilherme d'Oliveira Martins, Presidente do Centro Nacional de Cultura, quefoi votada ao esquecimento a efeméride evocativa do quarto centenário do nascimento de D. Francisco Manuel de Melo, enunciando, para justificar tal facto (como o faz na página inicial do "site" do Centro Nacional de Cultura), um conjunto de razões que podem levar a essa "marca da ausência". Tal silêncio seria, como o autor afirma, sinal de "falta de memória histórica" e irónico sinal da valorização, no nosso espaço académico e cultural, de invocações de "mil medianias" em detrimento da celebração da obra de um prosador seiscentista que assume estatuto identitário semelhante ao de Vieira (cuja efeméride também se celebra este ano), na nossa literatura e cultura.Perante esse "vazio" a que o o Presidente do Centro Nacional de Cultura se refere no que respeita à comemoração da efeméride, gostaria de salientar que, de 23 a 25 de Outubro, a Universidade do Porto (Centro Interuniversitário de História da Espiritualidade e Instituto de Estudos Ibéricos da Faculdade de Letras) e a Universidade de Coimbra (Centro de Literatura Portuguesa e Instituto de Língua e Literatura Portuguesas da Faculdade de Letras) organizaram, em conjunto, um Congresso Internacional denominado «D. Francisco Manuel de Melo e o Barroco Peninsular» que teve lugar nas duas Universidades. O evento foi amplamente divulgado, em versão multimédia (páginas das duas Universidades, Centros da FCT associados) e em versão impressa. Fizeram parte da Comissão Científica desse Congresso Internacional especialistas como Aníbal Pinto de Castro, Antonio Bernat Vistarini, Fernando R. de la Flor, José Adriano de Freitas Carvalho, José Pedro Paiva, Maria de Lurdes Correia Fernandes, Maria Lucília Gonçalves Pires e Vítor Manuel de Aguiar e Silva. Pretenderam as Comissões Científica e Organizadora homenagear D. Francisco Manuel de Melo, concebendo um Encontro que, ao contar com um conjunto de especialistas portugueses, espanhóis, italianos, cujo trabalho contínuo tem permitido difundir, de forma consistente, a obra do Autor e do espaço epocal em que se inscreve, não só equacionou o ponto da situação sobre a investigação realizada até hoje, como também acolheu e abriu novas perspectivas de abordagem da relação do polígrafo com o contexto barroco peninsular. Tais reflexões darão lugar a volume extenso, a editar em 2009, visando propor leituras plurais e inovadoras sobre a obra de D. Francisco Manuel e marcar, na actualidade, os Estudos Literários sobre a Época Barroca na Literatura Portuguesa e Peninsular.Optou-se, assim, por imprimir aos trabalhos uma perspectiva transversal, patente, em primeira instância, nas sessões do dia 23, que decorreram na Universidade de Coimbra: o cruzamento do imaginário barroco peninsular com a escrita do Autor dos «Apólogos Dialogais» foi abordado por Fernando R. de la Flor, Vitor Manuel Aguiar e Silva, Valeria Tocco, Angél Marcos de Dios, Maria do Céu Fraga, Marta Teixeira Anacleto, Paulo da Silva Pereira. Seguiu-se, na Biblioteca Joanina, onde estava patente ao público uma mostra bibliográfica, organizada no âmbito do Congresso, com obras do autor e de escritores portugueses e estrangeiros seus contemporâneos que fazem parte do espólio da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, uma conferência sobre «Tradições Autóctones e Correntes Cosmopolitas no Barroco Musical ibérico do século XVII» proferida por Rui Vieira Nery e um concerto a cargo do Grupo «Sete Lágrimas» com o título «Pedra Irregular: o nascimento do Barroco em Portugal». O diálogo entre as diversas formas de expressão artística que a própria biografia de D. Francisco Manuel acolhe teve continuidade nos dias 24 e 25, na Universidade do Porto, onde a conferência inaugural de Aníbal Pinto de Castro e a conferência de encerramento de José Adriano de Freitas Carvalho apresentaram sínteses consistentes sobre a obra do polígrafo, analisadas entretanto, em detalhe, e de acordo com as diversas facetas acentuadas na sua escrita (Poeta, Moralista, Historiador), por António Oliveira, António Bernat Vistarini, Idalina Resina Rodrigues, Maria de Lurdes Correia Fernandes, Zulmira Santos, Vanda Anastácio, António Camões Gouveia, Isabel Almeida, Mafalda Ferin Cunha, Luis Fardilha, Ana Martínez. O Congresso terminou, no Salão Nobre da Reitoria da Universidade do Porto, com um Concerto onde, pela primeira vez, foi apresentado um conjunto de poemas musicados de D. Francisco Manuel de Melo.Parece-me, pois, que o "pesado silêncio" a que aludia Guilherme d'Oliveira Martins pretendeu justamente ser sublimado por um Congresso Internacional devidamente publicitado e no qual participou um público alargado, ao associar duas Universidades em uma organização conjunta que envolveu as Reitorias do Porto e Coimbra, Departamentos, Centros de Literatura e Cultura Portuguesas e Ibéricas, a Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra, especialistas nacionais e internacionais da área da Literatura, Cultura, Música, História Social e das Mentalidades, entre outras. Para além disso, e no intuito de ultrapassar "discursos" e "fogos-fátuos" que, como muito bem vê o Presidente do Centro Nacional de Cultura, nunca cumpririam a homenagem devida à figura cosmopolita de D. Francisco Manuel, as Comissões Científica e Organizadora do Colóquio Internacional acentuaram o diálogo entre as diversas formas de expressão artística associadas ao Autor, abrindo as portas da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra e da Reitoria da Universidade do Porto ao público de ambas as cidades, para que a cultura e os nomes que a fazem não permaneçam vinculados a um espaço estritamente académico (onde a sua investigação ganha a maturidade desejada) e possam ser objecto de um programa mais vasto de Educação. Os múltiplos espaços em que o evento se realizou permitiram, assim, dar voz (e não silenciar) à constante atenção ao Mundo e às Artes que o polígrafo demonstra cultivar na sua vastíssima obra e quando afirma, na «Carta de Guia de Casados»; «Criei-me em Cortes; andei por esse mundo; atentava para as cousas; guardava-as na memória. Vi. Li. Ouvi».Marta Teixeira Anacleto (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra / Centro de Literatura Portuguesa da Universidade de Coimbra)
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December 4 2008, 6:08pm | Comments »




