Com a data do passado dia 23 de Novembro, de Tiago Videira, professor de Música e estudante de PhD, em Digital Medial, foi recebido um mail que, satisfazendo o pedido do seu subscritor, me foi endossado. Sem dúvida, tarefa ingrata me espera mas mãos à obra.Começa o referido mail desta forma:“Exmos Srs., em especial Rui Baptista:Escrevi esta reflexão que gostaria de lançar como repto, provocação, ou ponto de partida para um debate neste sentido a ser lançado no vosso blogue, se assim for entendido como pertinente.” Claro que no Rerum considerou-se o debate “pertinente". Aliás como qualquer debate que tenha interesse público. E porque assim é, apenas, por questões espaciais, transcrevo-o parcialmente. Escreveu Tiago Videira:“Na sociedade actual é impossível escamotear a nova realidade que se vive: os meios digitais transportáveis já são um prolongamento da identidade dos jovens. Um mero telemóvel não é um mero telemóvel. Não é um acessório dispensável. Não. É um instrumento que prolonga os sentidos, as disponibilidades e a mente de quem o controla. É parte do jovem, é um órgão artificial, mas tão concreto como os outros. Indispensáveis para comunicar e partilhar. Será uma remediação de boca, de olhos, de ouvidos. E nele se contêm memórias e músicas e fotos. É também uma remediação de memória cerebral. E faz parte do indivíduo, da sua identidade, de quem ele é”. E mais adiante, acrescentou: “Por isso, a escola, a sala de aula onde os alunos deverão permanecer atentos e imóveis e destelemobilizados é um atentado à sua identidade. Se todas as razões e mais algumas haveria a levantar contra o actual sistema de ensino (claustrofóbico, sedentário), mais uma se levanta: auto-destruidor da identidade, amputador dos membros digitais dos jovens”.Nem de propósito, dois dias depois é publicada no Correio da Manhã esta notícia:“A carta de uma turma do último ano do secundário, no liceu Jean-Lurçat, de Paris, à respectiva professora de Inglês provocou uma mini-revolução. Os alunos contestaram a autoridade da mestre que proibia telemóveis na aula e o corpo docente reagiu em bloco e recusa dar aulas à turma rebelde. O ministro da Educação. Luc Chatel, mandou inspectores ao liceu averiguar e castigar os alunos indisciplinados. Quando eles quiseram ter palavra no caso, recusou: ‘De modo nenhum, não sãs os alunos que dão as aulas’”.Como o Tiago Videira deve estar lembrado meses atrás teve lugar uma disputa violenta entre uma professora e uma aluna de uma escola secundária do Porto pela posse de um telemóvel que, na opinião daquela, estava a perturbar a disciplina da turma. O caso ocorreu no pequeno mundo português (não sei se teve o eco do caso francês) provocando uma opinião oposta à sua em grande parte da opinião e do poder públicos.Recordo, aqui, uma situação, acontecida anos atrás, quando o telemóvel deixou de ser uma máquina pesada e dispendiosa,transportada nos automóveis, para se tornar num objecto portátil de uma quae ostentação social que levou o sociólogo António Barreto a escrever uma deliciosa crónica. Nela relatou-nos o caso picaresco de duas fulanas, em declarado exibicionismo, numa praia in do Algarve, com toldos tão próximos que as varetas quase se tocavam, a falarem uma com a outra por telemóvel eem que a voz saída do aparelho era menos audível que a voz humana sem essas modernices.Para si, o uso do telemóvel “democratizou-se” como escreve no seu mail: “Na África subsariana neste momento os telemóveis disseminaram-se epidemicamente São um meio, provavelmente o único, de muitas crianças, de poderem comunicar e aprender. São uma tecnologia inclusiva delas na sociedade e absolutamente fulcral ao seu desenvolvimento”. Todavia, atrevo-me a duvidar que, dado o custo das chamadas, o seu uso se tenha disseminado, como diz, numa região do globo tão pobre ou com o dinheiro tão mal distribuído como o continente africano abaixo do deserto do Saara. Por outro lado, sabendo nós o clima de indisciplina que reina em muito das nossas escolas ponho em sérias dúvidas que se não tratasse de um novo motivo de indisciplina. com os alunos no decurso das aulas a enviarem e a receberem chamadas, a escreverem e lerem mensagens, a ouvirem música, a tirarem fotografias uns aos outros, etc.Estou muito longe de ser um especialista nesta matéria e, por outro lado, acredito no aforisma bem português e bem castiço: “Cada macaco no seu galho”. É, portanto, esta uma discussão que foge ao meu conhecimento. Assim, limito-me a satisfazer, com muito gosto, o seu pedido de repto, provocação ou mero ponto de partida. Curiosamente, e bem a propósto, ontem mesmo foi publicado um post neste blogue, intitulado “Concurso de Filmes Laboratoriais em Telemóveis”, demonstrativo de uma aplicação pedagógica dos telemóveis o que me leva a não ter uma opinião maniqueísta sobre o assunto, quer criticando os seus defeitos, quer exaltando as suas virtudes. É tudo uma questão de conta peso e medida. Aliás, há certas drogas cuja eficiência terapêutica depende das doses que se tomam. Em doses quantum satis curam, em doses excessivas matam.Alea jacta est! Passo a palavra aos especialistas numa matéria que necessita de ser iluminada por possíveis e benquistos comentários.
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
PARA UM DEBATE SOBRE TELEMÓVEIS NA ESCOLA
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November 27 2009, 1:06pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
FAMÍLIAS DESVENDAM MISTÉRIOS DA EVOLUÇÃO DAS ESPÉCIES
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Informação recebida do Museu de Ciência de Coimbra:Dia 29 de Novembro às 11 horas no Museu da Ciência da Universidade de CoimbraEntre ateliers e jogos, pequenos e graúdos vão aprender com o director do Museu da Ciência da UC os segredos de uma das teorias de maior impacto para a compreensão do mundo natural.Se, como diz a Teoria da Evolução das Espécies, todos os seres vivos descendem de antepassados comuns, por que é que há tantos animais e plantas diferentes? Por que é que os ursos polares são brancos? Por que é que os pinguins não congelam? E por que motivo é que a sardinha é branca por baixo? Entre ateliers e jogos, pequenos e graúdos vão aprender no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) os mistérios da evolução e das adaptações dos seres vivos ao meio em que vivem.No dia 29 de Novembro (domingo) às 11 horas, o biólogo e director do Museu da Ciência, Paulo Gama Mota, anima uma sessão dedicada por inteiro às famílias, precisamente no ano em que se comemoram os 200 anos do nascimento do naturalista Charles Darwin que, com a Teoria da Evolução das Espécies, revolucionou a forma de olharmos para o mundo.A sessão faz parte do ciclo "Ciência em Família" do Museu da Ciência da UC, um espaço informal de divulgação dedicado a crianças e adultos, com convidados das mais diversas áreas do conhecimento científico."A compreensão do princípio da evolução, de que todos os seres vivos actualmente existentes descendem de antepassados comuns, altera substancialmente a nossa compreensão da natureza", sublinha Paulo Gama Mota. Por isso, e porque no ensino básico "não se ensina praticamente evolução ou sequer a ideia de que as espécies evoluem", a sessão no Museu da Ciência permitirá abrir um novo mundo de conhecimento às crianças, através de ateliers e jogos científicos, adianta o mesmo responsável."Como a evolução é um processo lento, é necessário utilizar estratégias próprias para tornar compreensível o seu significado. No Museu, vamos realizar jogos que permitirão às famílias perceber como funciona a evolução e como, por seu intermédio, surgem as adaptações dos seres vivos ao meio em que vivem. E vamos ver muitos exemplos de adaptações", revela Paulo Gama Mota.Com a ajuda do director do Museu da Ciência, pequenos e graúdos poderão descobrir, através de jogos, a lógica por detrás da evolução dos bicos das aves, o porquê da espectacularidade da cauda do pavão e ainda o motivo pelo qual temos características semelhantes às dos nossos pais. As famílias terão também a oportunidade de se divertirem aprendendo com o jogo da evolução do crânio e do cérebro humano.A evolução das plantas será outro dos temas em destaque, numa sessão onde todos poderão ainda embarcar numa espécie de "viagem no tempo", observando seres unicelulares parecidos com aqueles que foram os antepassados de todos os organismos pluricelulares, isto é, dos organismos com muitas células.Depois da sessão "Descobre a Evolução", a "Ciência em Família" regressa no dia 13 de Dezembro, com ateliers que permitirão às famílias perceber como é possível olhar o mundo apenas com as mãos.A participação nas sessões "Ciência em Família" custa apenas três euros por pessoa. As marcações poderão ser feitas presencialmente no Museu da Ciência ou através do número de telefone 239 85 43 50. Para mais informações, os interessados poderão aceder ao site do Museu da Ciência da UC.
November 27 2009, 12:50pm | Comments »
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Portugal passeia os olhos pela superfície lunar
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Informação recebida da organização do Ano Internacional da Astronomia:Dias 27 e 28 de Novembro iniciativa decorre em Espinho, Bragança, Lisboa, Cascais, no Porto e no FunchalJá alguma vez viu de perto a Lua? Muito antes de Neil Armonstrong a ter pisado, foi há precisamente 400 anos que um homem, Galileu Galilei, pela primeira vez passeou um olhar próximo pela superfície lunar com a ajuda de uma luneta construída por si próprio. Nos dias 27 e 28 de Novembro, o Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009) desafia o Porto, Espinho, Bragança, Lisboa, Cascais e o Funchal a verem de perto a Lua, com a ajuda dos telescópios dos diversos nodos aderentes. A participação é livre.Serão promovidas sessões de observação da superfície da Lua no Porto (Edifício do CAUP/Planetário do Porto), a 27 e 28 de Novembro, a partir das 21 horas, em Espinho (Centro Multimeios), na sexta-feira 27, também a partir das 21 horas, em Bragança (Centro de Ciência Viva de Bragança), nos dias 27 e 28 de Novembro (21h00), no Funchal (Universidade da Madeira), a partir das 22 horas de sexta-feira, em Cascais (Centro de Interpretação Ambiental da Ponta do Sal), a 27 de Novembro, pelas 22h30, e em Lisboa (Observatório Astronómico de Lisboa), a partir das 20 horas, também no dia 27.A observação está integrada no projecto do Ano Internacional da Astronomia "E Agora Eu Sou Galileu", que pretende dar a conhecer as descobertas que Galileu fez há 400 anos com a sua luneta: da superfície Lunar, às fases de Vénus, de Saturno e Júpiter às manchas do Sol.As últimas novidades do "E Agora Eu Sou Galileu" poderão ser acompanhadas através do servidor de microblogging Twitter, online na página do Facebook ou ainda na página oficial do projecto.O Ano Internacional de Astronomia (www.astronomia2009.org) é organizado em Portugal pela Sociedade Portuguesa de Astronomia, com o apoio da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT), da Fundação Calouste Gulbenkian, do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, da Agência Ciência Viva e da European Astronomical Society (EAS).
November 27 2009, 12:44pm | Comments »
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EPIDEMIOLOGIA EMOCIONAL
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Via João Vasconcelos Costa soubemos do artigo "The Emotional Epidemiology of H1N1 Influenza Vaccination" de Danielle Ofri, M.D., Ph.D., publicado no "New England Journal of Medicine". Ler aqui. Escolhemos excerto:"The dramatic shift in public sentiment over the course of this H1N1 epidemic is both fascinating and frustrating. It is clear that there is a distinct emotional epidemiology and that it bears only a faint connection to the actual disease epidemiology of the virus.We cannot combat H1N1 influenza merely by ensuring adequate supplies of vaccine and oseltamivir. Unless the medical profession confronts the emotional epidemiology of H1N1 with a full-court press, we run the risk of an uncontrollable epidemic.There is no doubt that we are far behind the curve in terms of public relations. Our science has not been dithering at all, but our articulation of that science has often seemed that way, from the unfortunate initial appellation of swine flu to our inability to clarify distinctions between vaccine-production issues and clinical-risk issues. Suspicion has its own contagion, and we have not been aggressive enough in countering it."
November 27 2009, 12:37pm | Comments »
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Querer, Saber, Poder
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Em qualquer análise dos processos (edos resultados) de mudança é clássicoo recurso ao triângulo do querer, saber,poder.Para haver uma mudança efectiva é precisoreunir três condições básicas e organizá-las segundo uma ordem precisa:primeiro, é preciso querer, (acender a vontade), é preciso desejarmudar; e para alguém querer torna-se necessário ver as vantagens reaise simbólicas, considerar que a vida profissionalvai ser melhor, que as exigênciasvão valer a pena, que os resultadoseducativos esperados são congruentescom um determinado ideário político epedagógico.Admitindo que existe querer é entãodepois preciso saber. Saber como seatingem as metas, os objectivos. Saberquais são os problemas e as suas causas.Saber como se interessam e mobilizamas pessoas para as mudanças (quepodem comportar sacrifícios). Saber ahistória dos êxitos e insucessos passados.Saber o que é uma escola, as lógicasda acção concreta, as culturas instaladas.Saber as articulações, os danoscolaterais das mudanças, os aliados preferenciais,os inimigos declarados.Admitindo que existe um querer e umsaber é então necessário recorrer ao poderde fazer, à mobilização de meios, derecursos, à integração de estratégias, àtransformação de contextos. Em largamedida, o poder decorre das duas condiçõesanteriores. Sem o querer e osaber não há poder possível… há apenaso seu simulacro.Ora, olhando as nossas realidades, é precisoagir para a activação destes três níveis queregulam, de forma decisiva a acção (e a inacção).
November 27 2009, 10:14am | Comments »
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Assembleia Municipal
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Foi hoje a minha estreia a presidir à reunião extraordinária da Assembleia Municipal de Gondomar. Quase 4 horas de trabalho intenso. Quarenta deputados municipais e a mesa de 3 elementos. Presidente da Câmara (impedido de estar até ao final) e quase toda a vereação. Diversos, polémicos e relevantes pontos de agenda. Obrigado a aprender rapidamente. E cometendo poucos (espero) erros. Sublinho 3 evidências: o debate e o confronto de pontos de vista é sempre salutar. O respeito pelos outros é possível. Todos podemos aprender para melhorar da próxima vez: a mesa da Assembleia, a Câmara, e os deputados municipais. E por diversas vezes me lembrei de um dos meus "mestres" - Antero de Quental:Não posso pois apelar para a fraternidade das ideias: conheço que as minhas palavras não devem ser bem aceites por todos. As ideias, porém, não são felizmente o único laço com que se ligam entre si os espíritos dos homens. Independente delas, se não acima delas, existe para todas as consciências rectas, sinceras, leais, no meio da maior divergência de opiniões, uma fraternidade moral, fundada na mútua tolerância e no mútuo respeito, que une todos os espíritos numa mesma comunhão - o amor e a procura desinteressada da verdade. Que seria dos homens se, acima dos ímpetos da paixão e dos desvarios da inteligência, não existisse essa região serena da concórdia na boa-fé e na tolerância recíproca! Uma região onde os pensamentos mais hostis se podem encontrar, estendendo-se lealmente a mão, e dizendo uns para os outros com um sentimento humano e pacífico: és uma consciência convicta! É para essa comunhão moral que eu apelo. E apelo para ela confiadamente, porque, sentindo-me dominado por esse sentimento de respeito e caridade universal, não posso crer que haja aqui alguém que duvide da minha boa-fé, e. se recuse a acompanhar-me neste caminho de lealdade e tolerância. (...)
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November 27 2009, 7:40am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Conheça o Acervo Histórico da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra
http://www.uc.pt/tomenota/2009/20091127_3
Para mais informações: http://www.uc.pt/fmuc/destaques/AcervoHistoricoFMUC
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- Universidade de Coimbra
November 27 2009, 3:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Conheça o novo sítio web do Provedor do Estudante da Universidade de Coimbra
http://www.uc.pt/tomenota/2009/20091127_2
Para mais informações: http://www.uc.pt/provedor
November 27 2009, 2:56am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HUMOR: Em estágio para Copenhaga IV
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/humor-em-estagio-para-copenhaga-iv.html
Concorrência desleal:
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- humor
- alterações climáticas
November 27 2009, 1:25am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Uma Pedagogia da fascinação
http://terrear.blogspot.com/2009/11/uma-pedagogia-da-fascinacao.html
A volta às histórias é uma das novidadesque a moderna psicologia maisrecomenda para a formação pessoal dosalunos. É que as histórias, como as parábolas,os enigmas e os símbolos, dirigem-se à área mais reflexiva da pessoa,onde o afecto e o conhecimento se unem,para nos fazer desejar, admirar e sonhar.Virão depois as razões para confirmar euniversalizar, mas, entretanto, já nos deixámosfascinar.Pedro da CunhaUnir o afecto ao conhecimento. Ligar aemoção à razão. Assumir que não hásaber sem sabor. Fazer de cada liçãouma estória. Saber o erro de Descartes.Fazer de cada aula – ou mais sensatamente,de algumas aulas – uma aventura.Articular os saberes disciplinares. Uniro dentro ao fora. Valorizar as falas e ossilêncios (que falam). Escutar. Adivinhar.Contemplar.Ligar a existência à essência. Combinar otrabalho com o lazer, o rigor e a exigênciacom a distensão. Mobilizar o corpo e amente. Imprimir movimento e cuidar dapausa. Criar a suspensão e o enigma.Federar vontades e recursos. Valorizara pessoa mas não esquecer a importânciado grupo e da equipa. Mobilizarexperiências, energias. Organizar jogosde soma positiva (em que todos possamganhar) e prescindir dos exercíciosda soma nula em que o que um ganhao outro necessariamente perde. Valorizar.Estimular. Sorrir.Lançar as bases de uma pedagogia dafascinação. Porque parece que caminhamostristes e sombrios não sabemosbem para onde. Porque é preciso resistirà tentação tecnocrática. Porque épreciso ter presente a multidimensionalidadeda pessoa humana. Porque épreciso redescobrir o coração da escola.(jma, 2003)
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November 26 2009, 5:04pm | Comments »



