Eis uma escolha pessoal de meia dúzia de livros de não ficção de publicação recente para dar ou receber no Natal. Não, nenhum deles é de ciência, pois apresentarei uma lista aparte de meia dúzia de livros de ciência. A ordem é a alfabética do apelido do autor.1- Umberto Eco, "A Vertigem das Listas", Difel, 2009.O famoso professor e escritor da Universidade de Bolonha, pouco depois de ter lançado entre nós um livro em que fala dos morcegos da Biblioteca Joanina ("A Obsessão do Fogo"), traz-nos este esplêndido livro ilustrado sobre listas. A motivação foi um convite da Biblioteca Nacional de França, o estilo é inequivocamente "eco" e a apresentação - magnífica - segue a linha de "História do Belo" e "História do Feio".2- Carlos Vaz Marques (selecção e tradução), "Entrevistas da Paris Review", Tinta da China, 2009.Numa edição muito cuidada, o que é talvez o melhor entrevistador da rádio portuguesa ("Pessoal e Transmissível" da TSF) traz-nos entrevistas com escritores como Jorge Luís Borges, Ernest Hemingway, William Faulkner e Graham Greene, que saíram numa revista americana mítica.3- António Marujo e José Eduardo Franco (coordenação), "Dança dos Demónios. Intolerância em Portugal", Temas e Debates e Círculo de Leitores, 2009.Com prefácio do professor de Filosofia e teólogo Anselmo Borges, vários autores (como Esther Mucznik, José Eduardo Franco, Rui Ramos e Miguel Real) passam em revista várias formas de intolerância (como, respectivamente, o anti-semitismo, o antijesuitimo, o antimaçonismo, e o anticomunismo). Temos sido mais intolerantes do que devíamos e é bom que tenhamos consciência disso...4- Maria Helena da Rocha Pereira (coordenação e tradução), "Hélade. Antologia da Cultura Grega", Guimarães Editores, 2009.Um livro antigo (anos 50), que é já um clássico da cultura nacional, da autoria da mais consagrada das nossas classicistas. Lembro-me de ter consultado na biblioteca uma edição velhinha quando andava no liceu, mas esta é uma edição nova e bem apresentada, da responsabilidade da Guimarães.5- Rui Ramos (coordenador) com Bernardo Vasconcelos e Sousa e Nuno Gonçalo Monteiro, "História de Portugal", A Esfera dos Livros, 2009.Uma nova história de Portugal num só volume, escrita a várias mãos por vários historiadores da nova geração. À medida que o tempo passa, a história surge-nos com novos olhos e, por isso, é um livro que fazia falta. Estou a lê-lo com interesse.6- Michêle Riot-Sarcey, Thomas Bouchet e Antoine Picon, "Dicionário das Utopias", Edições Textografias, 2009.Obra de três historiadores franceses publicada pela Larousse, em França, há um ano. Nestas páginas poderemos saber mais sobre utopia e utópicos de todos os tipos. Não é para ler seguido mas para consultar ao sabor das necessidades.
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MEIA DÚZIA DE LIVROS PARA DAR OU RECEBER NO NATAL
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November 26 2009, 3:59pm | Comments »
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Concurso de Filmes Laboratoriais em Telemóveis
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Informação recebida do Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho, em Coimbra:O Centro Ciência Viva Rómulo de Carvalho e o Exploratório Infante D. Henrique de Coimbra organizam umConcurso de vídeos de baixa resolução (preferencialmente feitos a partir de telemóvel) sobre Química.Como funciona?1- Individualmente ou em grupos de não mais de 3 alunos, concebam e executem vídeos simples (a partir do telemóvel) relacionados com a Química, de natureza experimental / prática.2- Coloquem os vídeos no YouTube.Para saber mais clique aqui.
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November 26 2009, 3:41pm | Comments »
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Terra Bola de Neve
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Informação recebida da Dom Quixote sobre um livro acabado de sair:"Terra Bola de Neve", de Gabrielle WalkerEditor: Dom QuixoteAno de Edição: 2009ISBN: 9789722035545PVP: 15,5 €Sinopse:«Abruptamente, de um momento para o outro, há aproximadamente 600 milhões de anos algo sacudiu a Terra e fê-la sair da sua letargia. Daí surgiu o início dos olhos, dos dentes, das pernas, das asas, das penas, do cabelo e do cérebro de cada insecto, símio e antílope, cada peixe, ave e verme. O que quer que tenha desencadeado este começo foi, afinal, responsável pela sua existência e pela de todos os que conhecemos. Então o que foi? Paul Hoffman, maratonista a meio-tempo, geólogo a tempo-inteiro e um intenso e obsessivo perseguidor da glória, acha que sabe. Acredita que encontrou, por fim, o filão de ouro da ciência. Professor catedrático na Universidade de Harvard e cientista de renome internacional, descobriu provas da maior catástrofe climática de sempre que a Terra enfrentou e, segundo ele, dessa catástrofe brotou uma notável e nova redenção.» Gabrielle Walker
November 26 2009, 3:26pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Uma presença no Algarve
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Terminei hoje a minha participação com todas as escolas da região do Algarve gerando dinâmicas de visão, reflexão, compreensão, e intervenção no campo da auto-avaliação que regule e melhore as práticas educativas. Com a esperança de que algumas sementes possam germinar no fecundo terreno onde as promessas educativas se podem cumprir. Porque a formação só começa quando os professores regressarem às escolas e agrupamentos. E se decidirem a enfrentar os problemas do querer (individual e colectivo), do saber e do poder que organiza, implica, compromete e transforma. Bom perceber as múltiplas inteligências em acção. Bom verificar a lógica de confiança que parece emergir.
November 26 2009, 3:00pm | Comments »
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PERSPECTIVA HISTÓRICA DO ENSINO DA MATEMÁTICA POR OFICIAIS DO EXÉRCITO
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“O carácter essencial do espírito histórico não consiste na restauração do passado, mas antes numa mediação reflectida com a vida contemporânea” (Hans-Georg Gadamer, 1900-2002).Meu Caro João Boaventura:Se, como escreveu Jorge Luís Borges, “temos como futuro o esquecimento”, para situar a questão da docência da disciplina da matemática nos liceus , perante o leitor que aqui chegue sem ter lido os respectivos antecedentes, começo por dizer que o motivo deste meu texto, para além do seu oportuno comentário ao meu “post “Uma Nova Reflexão Sobre o Sistema Educativo Português (2)", de 22 de Novembro último, foi um comentário anterior de um outro leitor ao meu post “Uma Nova Reflexão Sobre o Sistema Educativo Português (1)", datado de véspera e que passo a citar: “A Matemática era miseravelmente dada, nos sítios onde era dada, na província frequentemente dada por oficiais do exército que faltavam e pouco ou nada sabiam do que estavam a dar” . Ou seja, desta forma, poder-se-ia entender (eu pelo menos eu assim o entendi) que muito do estado lastimoso a que chegou o ensino e a aprendizagem da matemática se ficou a dever à acção “nefasta” dos oficiais do exército.Em atitude de louvar, quis o João Boaventura ir mais ao fundo da questão, debruçando a sua atenção a anos derradeiros da I República quando o Ministério do Reino estabeleceu, em 1908, a regência provisória nos liceus do reino por parte de oficiais do exército (em que o adjectivo quer significar isso mesmo: exercício interino de um cargo até que seja nomeado alguém para o mesmo) por carência de professores civis formados na Universidade de Coimbra, na Escola Politécnica de Lisboa ou, ainda, na Academia Politécnica do Porto.De certo modo, isto faz-me lembrar a fábula do cordeiro e do lobo de La Fontaine para que o desastroso e actual estado do ensino da matemática não seja atribuído a oficiais do exército do nosso tempo nem a épocas de uma paternidade com raízes em finais da Monarquia Portuguesa. Isto porque, em meu parecer, o papel de lobo esfomeado coube ao período conturbado após o 25 de Abril e de que ainda o país não se recompôs com reflexos evidentes no mau aproveitamento actual dos alunos.Busco, pois, razões mais recentes que eu atribuo, em parte e com respaldo na opinião do professor universitário Eugénio Lisboa, à acção de sindicatos que “para tudo isto têm dado uma eficaz mãozinha, não raro intervindo, com desenvoltura em áreas que não são nem da sua vocação nem da sua competência”. Reportando-me a épocas pós-25 de Abril, alturas houve em que por razões políticas eram colocados nos liceus “professores”, por vezes, com habilitações académicas que os podiam recomendar para profissões outras que não o ensino. Conta-se até o caso de um desses “professores” que na aula de apresentação terá dito aos alunos: “Perguntem-me tudo o que quiserem sobre tudo menos sobre questões da matéria que vou leccionar porque eu dela sei tanto ou menos que vocês.”Entretanto, os sindicatos dos professores, em reprovável atitude mercenária, aceitavam a inscrição de quem desse aulas sem qualquer habilitação em desrespeito pela dignidade da profissão docente como se, por exemplo e ainda que ab absurdo, o Sindicato dos Médicos Veterinários aceitasse a inscrição de "ferradores "para lhe aumentar a torrente de quotas de associados.Até ao aparecimento das Escolas Superiores de Educação (a primeira a ser criada foi em Viseu, em 83), o ensino da então chamada aritmética era ministrado por professores diplomados pelas Escolas do Magistério Primário, esforçados cabouqueiros (reconhecimento que parece ter caído na penumbra do esquecimento) que se orgulhavam do facto dos alunos saidos das suas mãos saberem as quatro operações, a tabuada de cor e salteado e serem capazes de resolverem problemas de uma certa complexidade.Posteriormente, foram criadas as Escolas Superiores de Educação em tudo quanto era sítio, inicialmente, para a formação de educadores de infância e professores do 1.º ciclo do ensino básico, mas logo passaram a ministrar cursos para professores do 2º ciclo com os olhos postos na formação de professores para o 3.º ciclo, como, aliás, veio a acontecer com a publicação da Lei n.º 49/2005, de 30 de Agosto.Corria o dia 8 de Outubro de 96, já então a Sociedade Portuguesa de Matemática alertava o poder político e o publico em geral para “as eventuais consequências negativas decorrentes da formação dos professores de matemática nas escolas superiores de educação que não têm quadros científicos que garantam uma formação de qualidade”. Em consequência e na louvável intenção de colmatar esta deficiência tem ela realizado cursos de formação para esses docentes.A propósito, é bom lembrar que as vagas nas Escolas Superiores de Educação para a formação de professores do 1.º ciclo estiveram durante muitos anos às moscas dando azo à situação desastrosa de deixar a formação dos alunos da antiga instrução primária ao deus-dará, ou seja, nas mãos de pessoas impreparadas ou deficientemente preparadas. Isto porque os seus alunos passaram a inscrever-se massivamente no cursos destinados à docência do 2.º ciclo por um maior prestígio social (?) e possibilidade de encontrarem colocação em terras mais próximas de casa e em centros populacionais mais populosos.Meu Caro João Boaventura, são estas algumas das razões que enumerei a eito, e provavelmente sem jeito, sobre algumas das razões do mau desempenho (com honrosas excepções, já que não há regra sem excepções) dos nossos escolares na matemática base de todo o conhecimento científico posterior em que nas próprias humanidades ela passou a ter lugar.Bem sei que, segundo Marguerite Yourcenar, “toda a verdade gera um escândalo”. Mas mais escandaloso seria eu pactuar com o anátema de que o descalabro actual da matemática se ficou a dever ao magistério dos oficiais do exército. Atrevo-me a pensar que foi essa também a sua intenção ao listar os diversos grupos disciplinares por eles ministrados em finais da Monarquia Portuguesa. Daí, o eu estar-lhe grato pela oportunidade do seu comentário.
November 26 2009, 10:53am | Comments »
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HUMOR - ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS 3
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November 26 2009, 10:22am | Comments »
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HUMOR - AQUECIMENTO GLOBAL 2
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November 26 2009, 10:21am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
HUMOR - AQUECIMENTO GLOBAL 1
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November 26 2009, 10:20am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Estudos do Século XX
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Informação recebida da Imprensa da Universidade de Coimbra.O Director da Imprensa da Universidade de Coimbra, a Directora da revista Estudos do Século XX e a Directora do Teatro Académico de Gil Vicente/ Fundação Cultural da Universidade de Coimbra têm o prazer de convidar V. Ex.ª para o lançamento do n.º 9 da revista Estudos do Século XX.A sessão terá lugar no dia 3 de Dezembro de 2009, pelas 17h30m, no foyer do TAGV, estando a apresentação a cargo do Doutor Fernando Catroga.
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November 26 2009, 10:02am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Universidade de Coimbra integra projecto Atomium Culture, com apresentação pública no dia 27 de Novembro no Parlamento Europeu (em Inglês)
http://www.uc.pt/tomenota/2009/20091126
Para mais informações: http://www.atomiumculture.eu/mail/Conference27November2009.html
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November 26 2009, 4:25am | Comments »





