No livro de Oliveira Cabral, "A Arte e a Máquina" (José Francisco d'Oliveira, Lisboa, 1945), encontrei mas seguintes citações sobre arte e ciência:- "A lei descoberta por Newton tanto pode ser explicada num livro de física como contada num livro de versos" (Guerra Junqueiro, A Morte de D. João, p. XI).- "As opiniões geralmente em voga de que a ciência e a poesia são opostas é um erro... A ciência abre horizonte snovos à poesia, onde só existe o vago para os que a ignoram." (Herbert Spencer, Educação, p. 74).- "Desde que a ciência abre a mínima brecha no muro negro do mistério universal, a fantasia dos poetas, como um gás multicolor, anima a esfera nova de formas e de factos vivos. Felizmente, apenas a glória terrestre pode extinguir-se como uma luz; uma ideia viva - nunca. "(A cura do espírito, ps. 123 e 135).
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POESIA E CIÊNCIA
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November 23 2009, 2:09am | Comments »
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HUMOR: Dia europeu do uso racional dos antibióticos assinalado com um grande banquete de vancomicina, estreptomicina e outras iguarias
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Na passada quarta-feira foi lembrada de diversas formas por toda a Europa a importância de tomar correctamente os antibióticos. Nos países nórdicos, várias campanhas lembraram a importância de tomar toda a dose prescrita e apenas nos casos em que há indicação médica, de modo a limitar o desenvolvimento de bactérias resistentes. Nos países do sul da Europa foram organizados banquetes dedicados à gastronomia antibacteriana: "Basicamente temos marisco, caça, enchidos, grelhados, doces e bebidas confeccionadas com antibióticos. Destaco o faisão à la estreptomicina, o javali recheado com vancomicina e a cerveja fermentada com Penicillium chrysogenum, por galhofa chamamos-lhes receitas médicas", destacou um organizador, que tinha um prognóstico reservado à data de fecho desta edição.David Marçal
November 23 2009, 1:36am | Comments »
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Uma nova Reflexão Sobre o Actual Sistema Educativo Português (2) "De repente, perante a obstinação dos que teimaram em não acredirar na realidade, o Portugal novo-rico tornou-se no Portugal novo-pobre. Pobre, porque pobre na qualificação das pessoas. Aí estão a comprová-lo os números terríveis do Estudo Nacional de Literacia, recentemente publicados" (António Guterres, ao tempo Primeiro-Ministro de um governo do Partido Socialista). Uma vez mais, começo com uma citação de Rui Curado Silva: [antes de 25 de Abril] “A matemática era miseravelmente dada, nos sítios onde era dada, na província frequentemente dada por oficiais do exército que faltavam e pouco ou nada sabiam do que estavam a dar” (sic).Pelo que depreendi, reporta-se esta opinião a várias décadas atrás. Os oficiais do exército que refer, tinham alguns o Curso de Engenharia tirado no Instituto Superior Técnico, outros os cursos deInfantaria, Cavalaria e Artilharia, da então chamada Escola do Exército (anteriormente Escola de Guerra e actualmente Academia Militar) com os preparatórios da Escola Politécnica de Lisboa em que eram ministradas matérias universitárias do domínio da matemática. Mas melhor do que eu, que apenas fui oficial miliciano, um oficial do Quadro Permanente desses “remotos” tempos melhor poderá explicar-nos o que na altura se passava na docência da “terrível” matemática nos então chamados liceus. Evoco agora épocas mais chegadas a “25 de Abril” em que a matemática era ministrada por professores com licenciatura universitária, quer se tratassem de estabelecimentos escolares do ciclo preparatório ou do então chamado ensino liceal.E hoje? A Lei n.º 49/2005, de 30 de Agosto, estabeleceu, no ponto 3 do artigo 34.º do respectivo Anexo, o seguinte: “A formação de educadores de infância e dos professores dos 1.º, 2.º e 3.º ciclos do ensino básico realiza-se em escolas superiores de educação e em estabelecimentos de ensino universitário”. Desta forma, com a excepção dos professores de matemática do ensino secundário com formação a cargo exclusivo da universidade, a confusão instalou-se, de armas e bagagens, por se ter partido do princípio que diminuindo a exigência da formação dos professores seria melhorada a qualidade do respectivo ensino, como que a modos da qualidade do ensino estar na razão inversa da qualidade da formação dos professores.Mas seja dito em abono da verdade que o ministério da Educação muito têm contribuído para este paradoxal statu quo, mercê dos lóbis das Escolas Superiores de Educação aí instalados ao mais alto nível, v.g., Ana Benavente e Válter Lemos (ambos, ex-secretários de Estado). Resta saber qual será a acção governativa futura de Isabel Alçada, recentemente empossada como ministra da Educação, com fortes liames à Escola Superior de Educação de Lisboa.Debruço-me agora sobre o grau de exigência dos exames de matemática do 9.º ano de escolaridade, colhendo testemunho no professor catedrático de Física, Carlos Fiolhais, com vasta obra publicada sobre a Educação. A propósito, relata ele: “Eu fui ver alguns exames deste ano e parece-me que alguém anda a brincar com o esforço de professores e alunos. Teme-se o pior. Pelo caminho que as coisas levam, qualquer dia o exame de Portumática do 9.º ano - uma só prova para ser mais fácil – será escrever a palavra ‘batata’, dizer se é nome ou substantivo (a ver se sabe as TLEBS), contar o número total de letras dessa palavra e, finalmente, traçar uma circunferência à volta do resultado. Claro que vai ter a cotação toda um aluno que conte três, por contar correctamente as sílabas em vez de letras, e que desenhe um quadrado em vez de uma circunferência, pois também é uma figura geométrica. Seria cómico se não fosse trágico” (“De Rerum Natura”, “Exames fácéis?”, 26/05/2008). Ou seja, os exames deixaram de ser uma forma de avaliar os conhecimento dos alunos para passar a ser uma farça de avaliar estatisticamente o sucesso do sistema educativo em louvor dos seus mentores.De um extenso acervo de testemunhos sobre o estado do ensino nacional ( cf., “A educação em balanço de final de ano”, Rui Baptista, “De Rerum Natura”, 29/12/2007), em contradita com a mensagem oficial que tenta convencer a opinião pública de que Portugal caminha no mais risonho dos mundos, trago à colação a opinião de Vasco Graça Moura, intelectual de uma cultura humanistica que sabe, quando necessário, falar a linguagem do homem comum para ser entendido por toda a gente, ao escrever: ”A escola que temos não exige a muitos jovens qualquer aproveitamento útil ou qualquer respeito ou disciplina. Passa o tempo a pôr-lhes pó de talco e a mudar-lhes as fraldas até aos 17 anos. (…) vão para a universidade mal sabendo ler e escrever e muitas vezes sem sequer conhecerem as quatro operações”.Como em todas as histórias as coisas felizes quase não têm historia. Neste verdadeiro desastre educativo não poderia deixar de me referir ao ensino secundário (10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade) que ainda mantém a dignidade de um ensino sério que tenta continuar a caminhar com passo certo e porte senhoril, pese embora o estado em que lhe chegam os alunos mal preparados de anos anteriores. Mas corre, agora, este grau de ensino grave risco com a criação das chamadas “Novas Oportunidades” (Decreto-Lei n.º 208/2002, de 17 de Outubro) em que 3 anos de “sangue, suor e lágrimas” são substituídos pela velocidade de um avião super-sónico com a fuselagem de um declarado facilitismo. A título de mero exemplo, extraio do semanário “Expresso” (08/12/2007) o testemunho de um professor das “Novas Oportunidade” que denunciou por carta ao Presidente da República o verdadeiro escândalo de alunos que frequentam as respectivas aulas como quem se encontra numa estância balnear em período de férias estivais: “Estes frequentadores da escola aparecem nas aulas sem trazer uma esferográfica ou uma folha de papel. Trazem o boné, o telemóvel, os ‘headphones’ e uma vontade incrível de não aprender e não deixar aprender”.A intenção maior desta análise pouco esperançosa foi a de fazer o diagnóstico de uma situação para futuras terapias a cargo de quem ouse enfrentar uma Hidra de Lerne, embora ponha em dúvida que isso aconteça “num povo (…) que se vê condenado a cruzar os braços com inércia desdenhosa, ou a deixá-los cair desoladamente sob pena de ser esterilmente derrotado” (Manuel Laranjeira, O Norte, 1908).
November 22 2009, 4:18pm | Comments »
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Crise, caos, criação
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El proceso creador está situado en el borde del caos La creatividad es una característica básica de los sistemas complejosEl proceso creador está situado en el “borde del caos”. Emerge a partir de la “contradicción interna” entre elementos que se encuentran simultáneamente tanto en cooperación como en competencia. Un ejemplo lo constituye la evolución biológica, en donde hubo un proceso de innovación evolutiva seguida de otro proceso de extinción masiva. Otro ejemplo involucra la innovación tecnológica de las sociedades industriales: al principio, surgen algunos diseños diferentes (de bicicletas, automóviles, teléfonos celulares, computadoras), todos igualmente viables y –transcurrido un cierto tiempo– se produce una sobreabundancia de formas, sobreviven unas pocas de ellas y la innovación se focaliza en los relativamente pocos diseños que quedan. Ambos procesos son eminentemente creativos…Fonte
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November 22 2009, 3:27pm | Comments »
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O papel da escola
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Há uns dias, o nosso leitor Fartinho da Silva endereçou-me quatro perguntas, três das quais são as que seguem: Qual o papel da escola? Qual o papel do professor? Qual o papel do aluno?Admitindo que as respostas são múltiplas, procurarei responder centrando-me na primeira.1. Se para apreendermos o papel da escola, indagarmos o seu surgimento da própria escola, percebemos que ele se associa à necessidade que, como Humanidade, cedo se nos impôs de transmitirmos às novas gerações os saberes que, por um lado, se revelavam úteis à sobrevivência e, por outro lado, afirmavam a nossa especificidade como pessoas. Caso esses saberes se perdessem, as novas gerações teriam de partir do zero ou de algo próximo do zero, arriscando-se a própria subsistência da espécie.Considerando que a brevidade da nossa existência neste mundo contrastava com a incessante ampliação dos saberes, muitas sociedades resolveram depositar a responsabilidade da sua organização e transmissão em sujeitos que, num período de tempo restrito e em locais apropriados, preparariam os mais jovens nos desígnios estabelecidos por essas mesmas sociedades. Esse passou a ser o papel daqueles que designamos por professores.2. Mesmo tratando-se dum cenário mais ou menos estável, na sua especificidade tem sofrido constantes conturbações. Na verdade, temos conhecimento de que logo na Antiguidade e no seio duma mesma sociedade, surgiram dissensos relevantes quantos aos fins da educação, os quais originaram a formação de diversas escolas: a socrática e a sofista; a platónica e a aristotélica…Treinar para a guerra, conduzir à verdadeira sabedoria, amar o conhecimento, dominar técnicas, preparar para a vida, submeter vontades, conquistar a bondade e a felicidade… são alguns dos papéis que temos solicitado à escola. Cada um deles determinando, naturalmente, o papel do professor e do aluno.3. Podemos, pois, dizer que as perguntas postas pelo leitor surgiram com a própria ideia de escola, tendo-se mantido vivas até à actualidade, o que constitui um aspecto positivo, pois obrigam-nos a questionar constantemente os intentos e caminhos que, como sociedade, traçamos para a educação formal.4. Como o leitor põe a tónica no presente, penso que a resposta que tendemos a dar é a seguinte: a escola deve permitir que os alunos desenvolvam competências que lhes permitam resolver problemas complexos e exercer várias funções, num mundo que se entende como de crescente exigência e em constante mudança. Desta maneira, o papel do professor não é o de transmitir conhecimentos, mas o de organizar ambientes nos quais os alunos construam as suas próprias aprendizagens que, nessa medida, se revelam significativas; imputando-se-lhe igualmente um papel activo, que se traduz na participação em todos os passos do seu processo educativo e formativo, desde a planificação até à avaliação.5. Essa resposta não é nem pode ser a única possível, porquanto nela se omite um papel que, quer o admitamos ou não, está intimamente ligado à escola: transmitir conhecimentos a que atribuímos valor e que, nessa medida, entendemos que devem perdurar, sendo que nessa transmissão, sabemos hoje com provas empíricas, podemos desenvolver as capacidades cognitivas, relacionais ou motoras, que trazemos connosco à nascença, em potência.Por outro lado, essa transmissão não pode estar apenas virada para o desenvolvimento de cada sujeito, em particular, tem de estar também virada para a sociedade, no sentido de nos permitir manter e melhorar os seus padrões de bem-estar, bem como para a humanidade, no sentido de preservarmos o que conseguimos construir até ao presente e de potenciarmos o que podemos construir no futuro.Em suma, entendo que o papel da escola, no seu sentido mais geral, foi, é e continuará a ser, a preparação dos sujeitos em termos de conhecimento e de pensamento e habilidades, de maneira a poderem tomar decisões esclarecidas, decisões que os tornam, afinal seres responsáveis e livres, capazes de aperfeiçoar a condição humana.
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November 22 2009, 1:29pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Da Fabricação do Insucesso
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(...)Des élèves "mis en difficultés" ?Puisque ces élèves, toujours les mêmes, sont mis en échec à l'Ecole depuis des décennies, il demande de se poser la question à l'inverse : "Avons nous le pouvoir de ne pas les mettre à l'échec ?". C'est pour lui la seule chance de sortir du débat éternel des "pour" ou des "contre". Si on prend l'exemple de la scolarisation des tout-petits en maternelle, la question est bien : "quelle structure peut les accueillir, gratuitement pour les familles, dans des conditions éducatives adaptées ?". C'est une question de choix, d'idéologie au bon sens du terme.Donc, la question de la responsabilité des difficultés est forcément partagée : "Les enseignants du premier degré auraient-ils des pouvoirs que n'ont pas ceux du second degré ?"S'il emploie à dessein l'expression "mis en difficulté", c'est parce qu'il demande que l'Ecole (et donc les enseignants) cherche à mieux comprendre ce qu'elle attend des élèves, et ce qui fait qu'un élève va être déclaré par un enseignant comme "répondant à ses attentes", ou non. "On peut peut-être y trouver le moyen de trouver des clés".On attend généralement que les élèves aient plusieurs grands domaines de compétences : qu'ils soient respectueux des règles, des personnes et des codes sociaux, mais aussi qu'ils soient autonomes et actifs. Il y voit déjà un problème de cohérence entre les deux. On attend aussi qu'ils aient envie d'apprendre : rien de plus désespérant que d'avoir des élèves qui n'ont pas d'envies, pas de connaissances. On attend aussi qu'ils mobilisent leurs connaissances dans des situations complexes, qu'ils expriment des talents. "Dès le mois de septembre du CP, alors qu'on commence à peine à leur apprendre à écrire, on attend des compétences pour le cahier du jour : reproduire la date, le mois... Bref, déjà savoir..."Evidemment selon les cycles, les attentes sont à des niveaux différents. Mais on veut qu'ils soient déjà des élèves. Et dans tout groupe, on risque de prendre pour référence ceux qui en savent déjà plus que les autres...Entre liberté et contrainte, le premier pouvoir de l'enseignant.Dans toutes ces attentes, il y a à la fois la nécessité qu'ils puissent agir dans la liberté, qu'ils se "débrouillent", qu'ils prennent des risques, mais aussi qu'ils acceptent les contraintes nécessaires pour toute acquisition de connaissances.Pour Alain Houchot, la question des "obligations" est alors centrale : l'enseignant doit se situer entre ces pôles de liberté et de contrainte. C'est le premier pouvoir de l'enseignant : développer un positionnement qui permette à l'enfant d'entrer dans ce jeu. C'était autrefois donné par la famille qui ancrait elle-même ces attitudes et posait des barrières, dans la confiance et la bienveillance, par la stabilité de ses comportements, la valorisation de certains conduites... Il est vrai que les familles ont de plus en plus de mal à remplir ce rôle. Mais, rappelle-t-il non sans malice, "Célestin Freinet écrivait déjà en son temps qu'il déplorait le trop grand nombre d'enfants gâtés"... Les enseignants acceptent-ils d'entrer dans cette fonction d'éducation, dans le but de faire entrer leurs élèves dans le système d'obligation ? Quand c'est le cas, ils doivent alors jouer sur des registres différents : instituer la confiance, comme pour tout adulte "ordinaire", nécessite de la constance, de la continuité, de la permanence, de la cohérence. On sait très bien que c'est très difficile dans les écoles, tant les attitudes des adultes peuvent être variables, indépendamment de toute question des contenus. Au collège, c'est encore plus complexe.Il faut donc, conclut-t-il, "que nous acceptions d'exercer ce pouvoir de façon stable et continue".Fonte
November 22 2009, 1:28pm | Comments »
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DOURO
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November 22 2009, 12:10pm | Comments »
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Pausa
http://terrear.blogspot.com/2009/11/pausa.html
November 22 2009, 11:46am | Comments »
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Uma obra marcante de Daniel Hameline, disponível em linha
http://terrear.blogspot.com/2009/11/uma-obra-marcante-de-daniel-hameline.html
Daniel Hameline,"Les Objectifs pédagogiques en formation initiale et en formation continue ; Suivi de L'éducateur et l'action sensée",1979 - Au format Pdf, 18 Mo - 226 pagesAqui
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November 22 2009, 11:40am | Comments »
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A Coragem e a Prudência
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Le courage n’est pas une vertu parmi d’autres. C’est la vertu sans laquelle il ne peut y en avoir aucune autre. Sans courage, la fidélité à ses idéaux se fait vite crispation sur ce qui fut important, voire révolutionnaire, mais qui est devenu un obstacle à toute invention et enkyste toute réflexion. Sans courage, la loyauté à son parti ou à son institution s’aplatît en « politique de la moindre vague », quand ce n’est pas en obéissance aveugle, plus ou moins teintée d’opportunisme carriériste. Sans courage, la lucidité affichée bascule dans le pessimisme désabusé, la critique engendre le fatalisme et les plus rationnels finissent toujours par invoquer le destin. Sans courage, l’exigence ne s’applique guère qu’aux autres et l’on s’exonère facilement de l’application des principes qu’on impose à ses adversaires. Sans courage, la solidarité se fait compassion et renonce à agir sur les causes de l’injustice, s’acharnant simplement à en faire disparaître les symptômes. Sans courage, l’inventivité s’englue dans les pansements provisoires et les revendications quantitatives. Sans courage, même les convictions les plus subversives s’enferment dans un conservatisme pieux. Sans courage, en réalité, nous n’avons aucune chance d’être à la hauteur de ceux dont nous nous revendiquons : Rousseau, Condorcet, Ferry ou Jean Zay, de loin le plus actuel et le plus courageux de tous.Mais um excerto de um prefácio dePhilippe Meirieu
November 22 2009, 11:33am | Comments »

