Informação recebida do Museu da Ciência da Universidade de Coimbra."A Origem das Espécies": mesa redonda multidisciplinar sobre as teorias de DarwinA grande obra de Darwin faz 150 anos na próxima terça-feira. Para a ocasião, o Museu da Ciência organiza uma mesa redonda com um leque alargado de especialistas de diversos domínios que irão debater as implicações do livro, que permanece polémico, na ciência que se pratica hoje. A sessão tem lugar no dia 24 de Novembro, às 15 horas, no Anfiteatro do Museu. A entrada é livre."Se as evidências da evolução são actualmente imensas, sendo a evolução um facto inquestionável; se as evidências da evolução humana estão também hoje profusamente documentadas, quer nos fósseis que vêm sendo descobertos, quer na informação contida em cada uma das nossas células, no ADN, como é possível que continue a existir tanta resistência a uma das mais consistentes explicações científicas que temos?", questiona Paulo Gama Mota, director do Museu da Ciência, a respeito das ideias defendidas por Darwin.O responsável do Museu e biólogo insiste na importância de iniciativas como o colóquio A Origem das Espécies. 150 anos, para debater o impacto que tem ainda hoje a obra, para discutir estas questões e, também, procurar compreendê-las."A 24 de Novembro de 1859, foi publicado um dos livros mais influentes da história da ciência: A Origem das Espécies, de Charles Darwin. Para falar da sua importância e do seu impacto na actualidade, reunimos para uma conversa o antropólogo António Bracinha Vieira, a historiadora Ana Leonor Pereira (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra - FLUC), o editor Guilherme Valente (Gradiva), o filósofo João Maria André (FLUC) e os biólogos Jorge Paiva (Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra) e José Feijó (Departamento de Biologia Vegetal da Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, Instituto Gulbenkian de Ciência) participam na discussão. A moderação da sessão estará a cargo de Sandra Inês Cruz, jornalista e apresentadora do programa "4 x Ciência"."As ideias desenvolvidas n' A Origem das Espécies alteraram por completo a nossa visão da natureza e a compreensão de como se formou e de como evoluiu, desde que surgiram os primeiros seres vivos há 3,5 mil milhões de anos", sublinha Paulo Gama Mota. "Mas o que fez da Origem das Espécies uma obra tão radical foi que ela também alterou por completo a nossa perspectiva sobre a origem do Homem. O que a ciência nos mostra hoje, e foi implicitamente enunciado naquela obra, é que a nossa espécie evoluiu como as restantes e descende de espécies que existiram no passado. Os primatas, outros mamíferos, as aves e todas as espécies que habitam o planeta, são nossos parentes evolutivos, ainda que em graus diferentes", adianta.Paulo Gama Mota esclarece que mesmo 150 anos após a sua publicação, as teorias de Darwin continuam a agitar as águas. "A naturalização do homem, realizada pela ciência e radicalmente proposta por Darwin, mereceu e continua a merecer ataques e rejeições em comunidades ou países em que o fundamentalismo religioso se sobrepõe ao conhecimento", acrescentando que mesmo em países desenvolvidos como os EUA, uma percentagem elevadíssima da população (44% - Gallup) pensa que Deus criou a nossa espécie tal como existe hoje. "Também na União Europeia surgem pontualmente ataques à teoria de evolução, como um secretário de Estado da educação da Polónia, ou de condicionar o seu ensino, como chegou a ser proposto em Itália. Há poucos anos, uma campanha financiada por fundamentalistas turcos fez chegar a centenas de académicos europeus obras criacionistas e gastou milhões de euros em acções de lobbying", frisa por fim o director do Museu da Ciência.Mais informações aqui.
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24 de Novembro de 1859 e de 2009
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/24-de-novembro-de-1859-e-de-2009.html
November 22 2009, 7:34am | Comments »
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HUMOR: Comunicado de imprensa redigido pela senhora das limpezas da NASA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/humor-comunicado-de-imprensa-redigido.html
Foram encontrados "o equivalente a vários baldes de água", segundo o press release que anunciou a existência de água na Lua. O comunicado explica ainda que o impacto do motor de um foguetão Centauro contra a cratera Cabeus, "é como um espanador a escarafunchar, que levantou o mofo todo, e o mofo é por causa da humidade."David Marçal, no Inimigo Público
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November 22 2009, 12:30am | Comments »
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A Escola da Vida
http://terrear.blogspot.com/2009/11/escola-da-vida.html
Um excerto da crónica de hoje de Miguel Santos Guerra:Proliferan los casos de corrupción entre la clase política. Cada día nos encontramos con un nuevo escándalo. Prevaricación, cohecho, malversación de fondos públicos, blanqueo de dinero… No se puede seguir así. La corrupción es el cáncer de la democracia.El abuso de poder es consustancial a la dictadura, pero la democracia es precisamente el ejercicio del poder por el pueblo en beneficio del pueblo. Cuando alguien que ha sido elegido por los ciudadanos y ciudadanas, hace un uso indebido de la confianza en él depositada comete dos delitos simultáneamente. Uno contra la ley y otro contra las personas que le han conferido una responsabilidad. Los ciudadanos que han elevado a esa persona a la dignidad de un cargo no se merecen ser pisoteados por ella.La corrupción en una democracia es especialmente dañina porque corrompe el sistema. El desprestigio de la clase política nos perjudica a todos. Porque esos políticos que delinquen salen de las votaciones democráticas. ¿A quiénes hemos elegido? ¿Cómo no hemos visto la calaña de esos individuos?Todavía es peor el caso en que la elección recae sobre delincuentes. Me deja asombrado el hecho que repitan mandato personas que están imputadas en delitos contra el interés público. Me deja perplejo el hecho de que obtengan mayorías personas que están inmersas en procesos de corrupción evidentes.Todavía es peor el caso en que la elección recae sobre delincuentes. Me deja asombrado el hecho que repitan mandato personas que están imputadas en delitos contra el interés público. Me deja perplejo el hecho de que obtengan mayorías personas que están inmersas en procesos de corrupción evidentes.Alguna vez he visto a personas que son conducidas esposadas hacia los juzgados o hacia la cárcel mientras las aclama un gentío como si fueran héroes. Es decir que aplauden y vitorean a quien les ha mentido y robado. Me pregunto, ¿qué tipo de educación han tenido esas personas? ¿Para qué les ha valido estudiar e ir a la escuela? Lo dice de forma muy clara Phillipe Perrenoud en un artículo irónicamente titulado “La escuela no sirve para nada”: “Se puede tomar a los ciudadanos por imbéciles y tener todas las posibilidades de ser elegido por aclamación”.Fonte
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November 21 2009, 4:35pm | Comments »
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Formação da rede de escolas, mais sucesso projecto fénix
http://terrear.blogspot.com/2009/11/formacao-da-rede-de-escolas-mais.html
Hoje, na UCP, Lisboa, mais de uma centena de Professores de dezenas de escolas do Algarve, Alentejo, Lisboa e Vale do Tejo e até da região Centro participaram numa activa jornada de seis horas formação que visou potenciar as condições de sucesso dos nossos alunos. Bom ver professores e professoras assim. Que dedicam um sábado do seu tempo de descanso a pensar, a partilhar, a procurar soluções para os problemas, a celebrar os pequenos sucessos. Bom ser professor no meio de tantos professores.
November 21 2009, 4:05pm | Comments »
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Uma Nova Reflexão sobre o Actual Sistema Educativo Português (1)
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“Devido à irresponsabilidade dos governos, ao populismo dos parlamentares e à cobardia dos docentes, a universidade degradou-se para além do razoável”. Maria Filomena Mónica, Público, 08/12/2003. Caro Rui Curado Silva:Começa no seu comentário ao meu post , “Para uma reflexão sobre o antigo e o actual sistema educativo” (20/11/2009), por dizer que a minha análise “sobre o antigo sistema educativo faz perder a vontade de discutir este tema”.Louvo o uso democrático que faz ao direito ao contraditório, mas lamento a fraqueza do seu quebranto de vontade por, logo a seguir, se desconformar dedilhando o teclado do computador para ser infiel à sua declarada vontade com uma série de contra-argumentos muito alinhadinhos com que dá a volta ao mundo (da Educação) não em oitenta dias, como no famoso livro de Julio Verne, mas em oito itens quais soldados obedientes à voz de um comando que mistura alhos com bugalhos em opiniões meramente pessoais. Mas adiante.Chegou a altura de “quem não pede favor senão justiça” (António Vieira) de contra-argumentar - porque assim me apetece e julgo ser meu dever em nome da minha sanidade mental – os seus pontos de vista que para si são tão válidos como os meus são válidos para mim. com a diferença de substância de eu os alicerçar em factos colhidos em opiniões de crédito para não me tornar juiz em causa própria. Mas antes de continuar, gostaria de chamar a sua atenção para um pequeno pormenor que terá passado despercebido à demolidora análise que fez ao meu post, numa sanha persecutória com o camartelo da política, não deixando pedra sobre pedra sobre o sistema de ensino anterior a 25 de Abril em que, justo será dizê-lo, no campo da investigação médica Portugal foi galardoado com um único “Prémio Nobel”, atribuído a Egas Moniz em 1949. Outro exemplo, António Damásio, pesquisador de renome mundial no campo da neurofisiologia, investigador na Universidade de Iowa, licenciou-se em Medicina na Faculdade de Medicina de Lisboa (1969) e aí se doutorou em 1974. Por seu turno, Carlos Fiolhais terminou os seus estudos liceais (1974) no antigo Liceu D. João III, em Coimbra, crismado de Escola Secundária de José Falcão, que escoraram em plares sólidos a sua posição de relevo internacional no domínio da Física. Se atender a estas datas verá que elas são anteriores a 74 ou com ela coincidentes, contraditando o seu argumento que passo a citar, palavra por palavra: “Portugal em 1974, tinha o pior sistema de ensino da Europa de longe (incluindo albânias e afins)”.E porque sulco águas profundas e traiçoeiras do ensino superior que atribui, por vezes licenciaturas de "três ao pataco" (antiga moeda do valor de 40 reis), transcrevo a opinião de Vital Moreira, deputado europeu pelo Partido Socialista e académico prestigiado da Universidade de Coimbra: “A ideia de democratizar o ensino superior pela via da banalização do acesso e pela crescente degradação da sua qualidade não é somente um crime contra a própria ideia de ensino superior, é também politicamente pouco honesta”.Esta doutrina não se compagina, portanto, com a publicação do "Decreto-Lei n.º 393-B/99, de 2 de Outubro" (“Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 anos de idade”), publicado no consulado de António Guterres. Assim, esta legislação abriu comportas que inundaram o ensino superior levando de arrastão o aviso prévio de um prestigiado académico de Ciências Sociais, António Barreto, quando critica este statu quo, da forma seguinte: “Fazer entrar o maior número de estudantes, sem consideração pelo mérito; formar técnicos de medíocre qualidade, sem zelar pela qualidade das instituições; libertar os docentes da tarefa de seleccionar; e transmitir à população a ideia de que o acesso à universidade é um direito de todos, tal como a protecção na doença e na velhice”.Dou agora a palavra a António Guterres, ao tempo 1.º ministro de um governo do Partido Socialista, creditado por um brilhante percurso académico no exigente Instituto Superior Técnico em que se licenciou com distinção em 71 : “De repente, perante a obstinação dos que teimaram em não acreditar na realidade o Portugal novo-rico tornou-se no Portugal novo-pobre. Pobre, porque pobre na qualificação das pessoas. Aí estão a comprová-lo os números terríveis do Estudo Nacional de Literacia, recentemente publicados”.Publicado anos depois, um relatório da OCDE [sigla da “Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económicos”, com o objectivo de “fomentar o desenvolvimento da investigação e formação nos domínios científico e tecnológico”] mereceu por parte de Maria de Lurdes Rodrigues, antiga ministra da Educação do Partido Socialista, o comentário de que o relatório "não traz novidades” para Portugal e que os dados são “preocupantes” (Público, 15.Set 2005). Ou seja, tudo como dantes, quartel em Abrantes!Antes de terminar este meu texto, uma pergunta, apenas uma. Porque como diz o provérbio “atrás de mim virá quem de mim bom fará” e para não tornar redundantes as críticas que choveram em catadupa sobre a licenciatura de José Sócrates (pese embora ele ter como habilitações de ingresso o ensino liceal completo e um bacharelato politécnico), acha mesmo, meu caro Rui Curado Silva, que as licenciaturas cozidas em panela de pressão de Armando Vara e de Vasco Franco, ambos do Partido Socialista, obtidas em universidades privadas depois de 25 Abril, com risíveis habilitações literárias anteriores, se podem comparar, por exemplo, às licenciaturas de Adriano Moreira e Veiga Simão, alcançadas com o sacrifício das magras bolsas parentais e a riqueza das suas inteligências?Como decerto terá reparado, mas in dubio relembro a minha posição crítica sobre o elitismo de acesso ao ensino superior (6.ª linha, 4.º § do meu post anterior). Mas para que se não pense ter sido uma ocasional cedência para amenizar a minha crítica, obrigo-me a transcrever o que sobre o assunto escrevi anos antes:“Democratizar o ensino superior não significa, independentemente de aptidões intelectuais e qualidades de trabalho pessoais, tornar o respectivo ingresso acessível a todos os portugueses. Atribui diplomas a granel, como quem distribui bodo aos pobres, e, muito menos, sujeitar a uma desapiedada exclusão os menos afortunados de bens materiais , apenas e só por esse motivo. A isto chama-se mediocratização do ensino superior, em que se bafeja a ignorância, se protege a mandriice e se presta vassalagem ao rei Midas” ("O Leito de Procusta", Outubro de 2005, Lisboa, p.81). Voltarei, tão breve quanto me seja possível, a esta temática, para passar a abordar os ensinos básico e secundário.
November 21 2009, 11:17am | Comments »
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FRANKFURT, TERRA DE GOETHE
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/frankfurt-terra-de-goethe_21.html
Do meu livro "Curiosidade Apaixonada" (Gradiva) recupero uma crónica de viagem a Frankfurt am Main, na Alemanha:É num pulo que se vai a Frankfurt. Põe-se um pé no Aeroporto de Sacavém, para ao fim de curtas três horas, se ter o outro pé no Aeroporto (Flughafen) de Frankfurt am Main. A desproporção entre as duas aerogares é a primeira impressão que ressalta após o pulo: Sacavém comparado com Frankfurt é um minúsculo apeadeiro aéreo. Frankfurt, isso sim, é um aeroporto. O visitante, se não tem cuidado, perde-se lá dentro...Há quem passe por Frankfurt apenas em trânsito para outros destinos do planeta. O aeroporto alemão é, de facto, uma plataforma que nos permite dar outros pulos ainda maiores para qualquer sítio do globo. Com o primeiro pé em Lisboa, põe-se o segundo pé em Frankfurt e, mais umas horas, logo o primeiro volta a estar noutro sítio.Mas vale a pena pousar os dois pés em Frankfurt. É justa a fama que a cidade tem de capital dos transportes: além do aeroporto, tem uma estação central de comboios (Hauptbanhof) com mais de vinte cais, de onde chegam e partem comboios para todos os destinos da Europa Central e tem uma das mais impressionantes redes de circulação rodoviária do aeroporto (junto ao aeroporto há um novelo de auto-estradas), para já não falar na eficaz rede de transportes urbana e suburbana, que nos permite chegar num pulinho a todo o lado da região metropolitana.É tomando o comboio rápido (S-Bahn) que se chega num escasso quarto de hora do Flughafen à Hauptbanhof. O centro comercial da cidade fica, porém, umas paragens mais adiante - na Hauptwache (literalmente, vigia principal) – onde começa a Zeil, uma descomunal rua de comércio, repleta de armazéns, a começar no Kaufhof. Daí podem ver-se de perto os arranha-céus que, com um pouco de sorte meteorológica, já se tinham visto do postigo a bordo do avião. Os vários bancos rivalizam a ver quem arranha mais o céu. Parece Nova Iorque ou Hong Kong, com a diferença de que aqui o mar está longe e o clima é continental. A bem antiga catedral de Frankfurt (Dom), situada perto de umas ruínas romanas (Roemer, que não causa nenhuma inveja a Conímbriga) e do edifício histórico da Câmara Municipal (Rathaus), não tem altura para competir com os bancos. Os bancos são as catedrais do nosso tempo!Frankfurt é, por isso e também, a cidade da economia. Além dos bancos, alberga, não muito longe da Hauptwache, o Banco Central Europeu, de onde vêm os nossos euros. É notória também a proliferação de sedes de grandes empresas, desde as de serviços às industriais (enormes empresas químicas como a Hoechst ficam nas imediações). Por aqui não só são feitos como circulam muitos euros...Do relato até agora parece uma metrópole desinteressante. Por que diabo deverá então o visitante sair no aeroporto para ir até à estação e mais além? Simplesmente porque há na urbe lugares muito excitantes para visitar: Frankfurt é uma cidade dos museus, é uma cidade dos livros e é ainda uma cidade da ciência.É uma cidade dos museus porque, principalmente na margem esquerda do Meno, se encontra um conjunto de museus como dificilmente se encontra noutro sítio do mundo: além da Staedtel, o grande museu de arte onde encontram algumas belas obras dos expressionistas alemães (Max Beckman, por exemplo), há o Kunsthandwerke Museum, museu de artesanato, que ocupa um edifício branco do lápis do arquitecto americano Richard Meier, o Museu do Cinema, o Museu de Arquitectura, etc. Junto à Rathaus há uma moderna galeria de arte em estilo neo-romano – a Schirnhalle – que alberga exposições temporárias (é preciso ler o jornal: o Frankfurter Allgemeine Zeitung ou o Frankfurter Rundschau) e, um pouco mais além, há o Museu de Arte Moderna, num prédio extravagante em forma de queijo que exibe algumas obras extravagantes de artistas contemporâneos. Não se pode falar de museus de Frankfurt sem referir o Senckenberg Museum, na zona universitária: é um museu de história natural com imponentes dinossauros no hall de entrada. Tirando as grandes metrópoles como Londres, Paris e Berlim, é de facto difícil encontrar na Europa tantos museus.É uma cidade dos livros e da literatura, porque a Feira de Frankfurt inclui todos os Outubros no seu variado programa a maior feira do livro do mundo: a Frankfurter Buchmesse. É uma reunião megalómana de editores, autores, livreiros, leitores, enfim todos os que tenham a ver com o livro. Só vendo se pode fazer ideia do tamanho da feira: longas passadeiras e escadas rolantes transportam o visitante num recinto que pede meças ao do aeroporto. O visitante deve, porém, perder a tentação de ver tudo e procurar somente o que prefere ver. Também é bom que não se entusiasme a recolher catálogos porque em breve ficará carregado com peso a mais. Frankfurt tem ainda, entre a Hauptwache e a Alte Oper (a velha ópera, destruída na Segunda Guerra Mundial e depois reconstruída, e que, para os portugueses, está associada a um disco histórico de Carlos Paredes), uma das maiores livrarias alemãs: a Hugendubel. E Frankfurt é ainda a sede de grandes editoras alemãs como a Suhrkampf. Tem ainda de se lembrar que Frankfurt é a terra natal do maior poeta de língua alemã, Johann Wolfgang Goethe, cuja casa natal pode ser visitada no coração da cidade. Goethe é não só um dos maiores poetas germânicos como um grande prosador. Tentou ensaiou ser cientista mas aí o seu sucesso foi menor...Finalmente, Frankfurt é a cidade da ciência porque a sua universidade – que tem o nome de Goethe e situada próximo da Feira – brilhou e brilha graças, entre outras, à sua famosa escola de Matemática, que desenvolveu profícua actividade de investigação entre as duas guerras, a sua não menos famosa escola de Física (foi em Frankfurt que ensinou Max Born, um dos fundadores da física quântica, e foi também aí que ensinou Hans Bethe, o descobridor dos processos responsáveis pela energia nas estrelas). Mas, quando se fala em escola de Frankfurt (Frankfurter Schule), subentende-se não nenhum ramo das ciências exactas ou naturais mas sim um ramo das ciências sociais e humanas – a Sociologia. Frankfurt foi o sítio onde investigaram e ensinaram monstros sagrados da sociologia como Habermas, Marcuse e Adorno. O campus universitário é dominado pela “torre da sociologia”...Dito isto, haverá ainda quem ache que Frankfurt não é uma cidade interessante? Se, depois de uma volta diurna pela cidade, o visitante entender que não valeu a pena, pois que visite à noite o bairro de Sachsenhausen e que beba uns copos de cidra (Apfelwein) ao som de velhas canções germânicas... Então, com toda a certeza, irá dar por bem dado o pulo a Frankfurt!
November 21 2009, 7:55am | Comments »
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FRANKFURT, TERRA DE GOETHE
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Do meu livro "Curiosidade Apaixonada" (Gradiva) recupero uma crónica de viagem a Frankfurt am Main, na Alemanha:É num pulo que se vai a Frankfurt. Põe-se um pé no Aeroporto de Sacavém, para ao fim de curtas três horas, se ter o outro pé no Aeroporto (Flughafen) de Frankfurt am Main. A desproporção entre as duas aerogares é a primeira impressão que ressalta após o pulo: Sacavém comparado com Frankfurt é um minúsculo apeadeiro aéreo. Frankfurt, isso sim, é um aeroporto. O visitante, se não tem cuidado, perde-se lá dentro...Há quem passe por Frankfurt apenas em trânsito para outros destinos do planeta. O aeroporto alemão é, de facto, uma plataforma que nos permite dar outros pulos ainda maiores para qualquer sítio do globo. Com o primeiro pé em Lisboa, põe-se o segundo pé em Frankfurt e, mais umas horas, logo o primeiro volta a estar noutro sítio.Mas vale a pena pousar os dois pés em Frankfurt. É justa a fama que a cidade tem de capital dos transportes: além do aeroporto, tem uma estação central de comboios (Hauptbanhof) com mais de vinte cais, de onde chegam e partem comboios para todos os destinos da Europa Central e tem uma das mais impressionantes redes de circulação rodoviária do aeroporto (junto ao aeroporto há um novelo de auto-estradas), para já não falar na eficaz rede de transportes urbana e suburbana, que nos permite chegar num pulinho a todo o lado da região metropolitana.É tomando o comboio rápido (S-Bahn) que se chega num escasso quarto de hora do Flughafen à Hauptbanhof. O centro comercial da cidade fica, porém, umas paragens mais adiante - na Hauptwache (literalmente, vigia principal) – onde começa a Zeil, uma descomunal rua de comércio, repleta de armazéns, a começar no Kaufhof. Daí podem ver-se de perto os arranha-céus que, com um pouco de sorte meteorológica, já se tinham visto do postigo a bordo do avião. Os vários bancos rivalizam a ver quem arranha mais o céu. Parece Nova Iorque ou Hong Kong, com a diferença de que aqui o mar está longe e o clima é continental. A bem antiga catedral de Frankfurt (Dom), situada perto de umas ruínas romanas (Roemer, que não causa nenhuma inveja a Conímbriga) e do edifício histórico da Câmara Municipal (Rathaus), não tem altura para competir com os bancos. Os bancos são as catedrais do nosso tempo!Frankfurt é, por isso e também, a cidade da economia. Além dos bancos, alberga, não muito longe da Hauptwache, o Banco Central Europeu, de onde vêm os nossos euros. É notória também a proliferação de sedes de grandes empresas, desde as de serviços às industriais (enormes empresas químicas como a Hoechst ficam nas imediações). Por aqui não só são feitos como circulam muitos euros...Do relato até agora parece uma metrópole desinteressante. Por que diabo deverá então o visitante sair no aeroporto para ir até à estação e mais além? Simplesmente porque há na urbe lugares muito excitantes para visitar: Frankfurt é uma cidade dos museus, é uma cidade dos livros e é ainda uma cidade da ciência.É uma cidade dos museus porque, principalmente na margem esquerda do Meno, se encontra um conjunto de museus como dificilmente se encontra noutro sítio do mundo: além da Staedtel, o grande museu de arte onde encontram algumas belas obras dos expressionistas alemães (Max Beckman, por exemplo), há o Kunsthandwerke Museum, museu de artesanato, que ocupa um edifício branco do lápis do arquitecto americano Richard Meier, o Museu do Cinema, o Museu de Arquitectura, etc. Junto à Rathaus há uma moderna galeria de arte em estilo neo-romano – a Schirnhalle – que alberga exposições temporárias (é preciso ler o jornal: o Frankfurter Allgemeine Zeitung ou o Frankfurter Rundschau) e, um pouco mais além, há o Museu de Arte Moderna, num prédio extravagante em forma de queijo que exibe algumas obras extravagantes de artistas contemporâneos. Não se pode falar de museus de Frankfurt sem referir o Senckenberg Museum, na zona universitária: é um museu de história natural com imponentes dinossauros no hall de entrada. Tirando as grandes metrópoles como Londres, Paris e Berlim, é de facto difícil encontrar na Europa tantos museus.É uma cidade dos livros e da literatura, porque a Feira de Frankfurt inclui todos os Outubros no seu variado programa a maior feira do livro do mundo: a Frankfurter Buchmesse. É uma reunião megalómana de editores, autores, livreiros, leitores, enfim todos os que tenham a ver com o livro. Só vendo se pode fazer ideia do tamanho da feira: longas passadeiras e escadas rolantes transportam o visitante num recinto que pede meças ao do aeroporto. O visitante deve, porém, perder a tentação de ver tudo e procurar somente o que prefere ver. Também é bom que não se entusiasme a recolher catálogos porque em breve ficará carregado com peso a mais. Frankfurt tem ainda, entre a Hauptwache e a Alte Oper (a velha ópera, destruída na Segunda Guerra Mundial e depois reconstruída, e que, para os portugueses, está associada a um disco histórico de Carlos Paredes), uma das maiores livrarias alemãs: a Hugendubel. E Frankfurt é ainda a sede de grandes editoras alemãs como a Suhrkampf. Tem ainda de se lembrar que Frankfurt é a terra natal do maior poeta de língua alemã, Johann Wolfgang Goethe, cuja casa natal pode ser visitada no coração da cidade. Goethe é não só um dos maiores poetas germânicos como um grande prosador. Tentou ensaiou ser cientista mas aí o seu sucesso foi menor...Finalmente, Frankfurt é a cidade da ciência porque a sua universidade – que tem o nome de Goethe e situada próximo da Feira – brilhou e brilha graças, entre outras, à sua famosa escola de Matemática, que desenvolveu profícua actividade de investigação entre as duas guerras, a sua não menos famosa escola de Física (foi em Frankfurt que ensinou Max Born, um dos fundadores da física quântica, e foi também aí que ensinou Hans Bethe, o descobridor dos processos responsáveis pela energia nas estrelas). Mas, quando se fala em escola de Frankfurt (Frankfurter Schule), subentende-se não nenhum ramo das ciências exactas ou naturais mas sim um ramo das ciências sociais e humanas – a Sociologia. Frankfurt foi o sítio onde investigaram e ensinaram monstros sagrados da sociologia como Habermas, Marcuse e Adorno. O campus universitário é dominado pela “torre da sociologia”...Dito isto, haverá ainda quem ache que Frankfurt não é uma cidade interessante? Se, depois de uma volta diurna pela cidade, o visitante entender que não valeu a pena, pois que visite à noite o bairro de Sachsenhausen e que beba uns copos de cidra (Apfelwein) ao som de velhas canções germânicas... Então, com toda a certeza, irá dar por bem dado o pulo a Frankfurt!
November 21 2009, 7:19am | Comments »
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HACKERS E CÉPTICOS DO CLIMA
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/hackers-e-cepticos-do-clima.html
O "New York Times" de hoje dá conta de novos desenvolvimentos na continuada disputa dos climatologistas que defendem a visão hoje comum do aquecimento global e os cépticos dessa visão: aqui.
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November 21 2009, 7:13am | Comments »
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O LIVRO DE VIAGEM
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/o-livro-de-viagem.html
Informação recebida da editora Guerra e Paz:Suponhamos, por um momento, que o empregado comercial Fernando Pessoa, o mestre Alberto Caeiro, os dois discípulos, Álvaro de Campos, Ricardo Reis, e ainda o ajudante de guarda -livros Bernardo Soares eram membros da mesma associação secreta de viajantes. Será que o lema da associação, a senha passe-partout dos seus membros, poderia ser outra que não esta? Para que precisa de viajar com o corpo quem tão bem viaja com a alma?Ilustrado com pintura e fotografia, este livro é um claro exemplo da filosofia da Guerra e Paz Editores cujo motto é “inventar os seus próprios livros”. Neste Livro de Viagem o editor reuniu textos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, Alberto Caeiro, Ricardo Reis e Bernardo Soares, oferecendo aos leitores uma visão sistemática da viagem na obra pessoana. Com toda a certeza, nunca nenhum leitor viajou com Fernando Pessoa “ele mesmo” e com os heterónimos, “outros que talvez sejam ele”, como nesta peculiar publicação que o editor, em posfácio, justifica.O Livro de Viagem chega às livrarias a 23 de Novembro, numa edição cartonada, colecção Três Sinais. Uma edição Guerra e Paz, porque é preciso virar a página.Guerra e PazR. Conde Redondo, 8 – 5º Esq.1150-105 Lisboa – Portugalwww.guerraepaz.net
November 21 2009, 7:11am | Comments »
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Marco: TwitterPortugal registou hoje o tweet 5 milhões
http://diario2.com/marco-twitterportugal-registou-hoje-o-tweet-5-milhoes-3531
O TwitterPortugal registou hoje o tweet nº 5.000.000. O autor é Felipe Costa, do Porto. Para produzir o último milhão de tweets os portugueses precisaram de apenas 40 dias, contra os 390 necessários para chegar ao primeiro milhão (ver timeline interactiva, abaixo), mas o ritmo de crescimento está a abrandar. O TwitterPortugal é um portal que segue a actividade dos portugueses no Twitter, registando dados estatísticos sobre a comunidade. O seu blog é o antepassado do Diário2. Se ainda não está rastreado, siga-o em @TwitPortugal. A efeméride diz respeito apenas aos tweeters seguidos pelo portal, que segue uma fracção, apenas, das contas registadas por portugueses. Calculamos que entre 1/3 e 1/5 das contas sejam contabilizadas — o que permite extrapolar o número total de tweets para um patamar acima dos 15 milhões, isto sendo conservador na extrapolação. De realçar que o principal do crescimento do Twitter em Portugal ocorreu no primeiro semestre de 2009, em especial entre Março e Junho. Foram precisos 335 dias para chegar aos primeiros 500.000 tweets, entre 5 de Abril de 2008 e 6 de Março deste ano. Mas a partir daí o gráfico acelera bastante: 55 dias, apenas, para os segundos 500.000 tweets — perfazendo-se primeiro milhão em 30 de Abril. O segundo milhão precisou de 83 dias e o terceiro de apenas 44 dias! A partir daí, meados de Setembro, o ritmo abrandou um pouco: o quarto milhão de tweets precisou de 38 dias e o quinto alcançou-se ao fim de 40 dias.
PTtweet 5.000.000 on Dipity.
Curiosidades Comprovando que o Twitter é um instrumento global, a curiosidade de o tweet nº 5.000.000 estar escrito em inglês — tal como, aliás, o primeiro tweet rastreado pelo TwitterPortugal. Outra curiosidade: o tweet 5.000.000 visto “de dentro” na base de dados:
s
November 21 2009, 6:10am | Comments »




