UMA PROPOSTA DE REFLEXÃO SOBRE O ANTIGO E O ACTUAL SISTEMAS EDUCATIVO“A política é a arte de impedir as pessoas de meterem o nariz em coisas que lhes dizem realmente respeito” (Paul Valéry, 1871-1945).Numa época em que, para Annah Arendt, “a irreflexão parece ser uma das características do nosso tempo”, foi escrito por António Viriato um comentário ao meu último post: “O futuro da Educação numa Educação sem futuro” (17/11/2009).Nas suas duas linhas derradeiras, foi-me endereçado um agradecimento pela “oportunidade da reflexão” sobre o actual sistema educativo, surgido em tempo de discussões públicas e acaloradas sobre um assunto que criou um impasse exigente da apresentação de propostas parlamentares vindas de todas as bancadas, mas que deveriam ter sido da inteira responsabilidade do governo, dos professores, dos sindicatos, dos movimentos independentes dos professores, dos blogues que deram voz aos professores sem voz (com realce bem merecido para “A Educação do meu Umbigo”, de Paulo Guinote) dos pais, dos alunos com maturidade suficiente. Em resumo, mesmo de todos os cidadãos “apavorados” com o estado a que chegou um país em que, segundo a “Associação Comercial do Porto”, “se ensina pouco, educa-se menos e exige-se quase nada”.Este statu quo, não pode deixar de fazer pairar sobre a sociedade portuguesa a impressão de que estes assuntos se tornaram numa bandeira política de uma luta sem quartel em que a teimosia do ministério da Educação e dos sindicatos (essencialmente, da Fenprof) assestou o seu arsenal de armas pesadas, sem qualquer tentativa de içar uma bandeira branca para pôr cobro a uma situação insustentável que nada ajudou, antes complicou, a solução, em devido tempo e sem sobressaltos, dos problemas tornando-se parte dos próprios problemas, como hoje repetem os nossos políticos a propósito de tudo e de nada.De há três décadas e meia para cá, os responsáveis governamentais que sobraçaram as numerosas pastas da Educação, uns mais, outros menos, têm lançado sobre a sociedade portuguesa mãos cheias de confetes como se o futuro de um país e da sua juventude se tratasse de um Entrudo que se prolonga durante todo o ano e anos a fio. A própria ausência da actual ministra da Educação e dos seus secretários de Estado (aliás, criticada pelos vários partidos políticos) no “Debate sobre a Avaliação e o Estatuto da Carreira Docente”, em curso na Assembleia da República, como se o facto fosse de somenos importância relativamente a outras urgências das suas vidas privadas ou mesmo oficiais.Escreveu Hans George Gadamer que “o carácter essencial do espírito histórico não consiste na restauração do passado , mas antes numa mediação reflectida com a vida contemporânea”. Nesta perspectiva o que apontar de muito negativo ao sistema educativo (que o houve também, como o elitismo ao seu acesso), merecedor da terra queimada, a eito e sem jeito de tempos revolucionários, e aos diplomas anteriores a 25 de Abril que autenticavam o que os seus possuidores sabiam e aquilo que eram capazes de fazer numa vida profissional futura?Se o cidadão tinha o diploma da antiga 4.ª classe, obtido depois de um exame exigente, havia a certeza de que sabia ler, escrever e contar (o chamado "LEC", L de ler, E, de escrever , C de contas); sabia o bastante de Gramática para reconhecer o sujeito e o verbo de uma oração, sem o crisma dos sintagmas com o “erótico do novo, em que o antigo é sempre suspeito” (Roland Barthes); sabia de História o suficiente para enumerar os nomes e cognomes dos reis de Portugal e conhecer o passado ancestral da sua gente; sabia bastante de Geografia, apesar do exagero de conhecer de cor as linhas ferroviárias, mas com a vantagem de desenvolver as vias neuronais de uma melhor memória.Por seu lado, os alunos saído dos liceus estavam preparados para não se atarantar com os complexos conhecimentos do ensino superior; os alunos vindos das escolas comerciais davam excelentes guarda-livros, ainda mesmo antes dos programas de computadores que lhes facilita a vida embotando-lhes o raciocínio e a prática matemáticas; os alunos das escolas industriais não se faziam acompanhar, apenas, de um “saber de experiência feito” sem umas tantas bases teóricas; os institutos comerciais e industriais de então ensino médio (hoje ensino politénico) consolidavam e aumentavam substancialmente esses conhecimentos; os diplomas universitários (segundo Pereira de Oliveira, professor da Faculdade de Letras de Coimbra, “ a Universidade reflecte o estado de saúde de um país”), não se alcançavam de pé para a mão em fins-de-semana e sem exames presenciais em univesidades privadas, etc.E hoje? Aqui está um bom motivo de reflexão pública e alargada do cidadão comum chamando à pedra da opinião pública os governantes da Educação que fizeram tábua rasa dos exames, da exigência do ensino tradicional criando as “Novas Oportunidades”, em substituição grosseiramente facilitada do 3.º ciclo do ensino básico e 12.º ano do ensino secundário e do sério “Exame Ad Hoc” substituído pelo risível “Acesso ao Ensino Superior para Maiores de 23 anos”. E como se isto não bastasse, ou sobrasse mesmo, deram jubilosa guarida a programas de duvidosa qualidade, a manuais escolares apresentados na sua “excelsa qualidade” por delegados de informação cultural como se os professores fossem mentecaptos necessitados de bulas a exaltar a qualidade de um verdadeiro álbum de fotografias ou de bonecada que enchem as suas páginas em substituição de uma prosa que obrigue os alunos a porem a “massa cinzenta” a funcionar.Julgo que como medida de reflexão, para o espaço limitativo de um post, são estes exemplos que chegam para diagnosticar, pese embora a falta de “engenho e arte” do seu autor, os males de que enferma um sistema educativo em estado anémico avançado e, como tal, necessitado de cuidados intensivos que lhe façam voltar às faces as rosetas de uma boa saúde e não apenas o carmim que disfarça a doença. Ou seja, não convence colocar à cabeceira da cama hospitalar do doente um boletim médico que encubra as mazelas dizendo aos familiares que tudo corre no melhor dos mundos em diagnóstico “piedoso” sobre o seu verdadeiro estado de saúde. “Mutatis mutandi”, dar uma falsa esperança de cura ao debilitado sistema educativo nacional, com mezinhas caseiras de dados estatísticos, para além de perigoso, não é correcto. Muito menos credível!
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
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November 20 2009, 4:13am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... uc.pt
Estádio Universitário - Agenda do fim de semana
http://www.uc.pt/tomenota/20091120
Para mais informações: http://www.uc.pt/estadiouniversitario/agendadefimdesemana/
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November 20 2009, 2:53am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
NO PAÍS DA SUCATA
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Minha crónica no "Público" de hoje:Jorge Coelho, presidente-executivo da Mota-Engil, a maior empresa de construção nacional, deu uma entrevista ao semanário “Sol” em 18 de Setembro passado que talvez nos ajude a entender as nebulosas relações entre negócios e política no nosso país. Quando lhe foi perguntado se achava que a empresa que dirigia era beneficiada ou prejudicada nas adjudicações, disse: “Muito do que se passa na política, por detrás de coisas que são feitas... se os portugueses soubessem ficavam com ainda menos respeito pela vida política.” Os jornalistas quiseram saber se ele se referia a todas as alas políticas, ao que ripostou: “Tudo, tudo, tudo”. Interrogado quando é que tudo isso se ia saber, a resposta foi curta: “Nunca”.Ele, que antes de ser empresário foi político durante quase 30 anos (“conheci muita gente e tenho conhecimentos ao nível da banca portuguesa e internacional que são fundamentais na minha profissão”, informou noutro passo da entrevista), deve saber do que estava a falar. Nós, que não sabemos, temos de nos limitar a imaginar. E não é difícil imaginar, porque o ex-ministro de Estado e do Equipamento Social de um governo do PS, não dizendo nada de concreto, disse mais do que diria dizendo. A mim, pelo menos, não me custa muito imaginar que Jorge Coelho converse, pelo telefone ou ao vivo, com os seus amigos e conhecidos no governo ou na banca e não tenha de esperar para ser não só atendido como bem atendido.Certo é que, à data da entrevista, pouco antes das eleições legislativas, as acções da Mota-Engil estavam a subir a pique, tendo continuado a subir até atingirem, em 9 de Outubro, nas vésperas das eleições autárquicas, o máximo de 4,53 euros (mais do dobro do mínimo registado este ano, em 5 de Março). A cotação da Mota-Engil constituiu, para alguns analistas, um bom previsor dos resultados eleitorais. Essa foi, de facto, uma verdadeira sondagem, cuja margem de erro se revelou menor do que a das sondagens convencionais.Nada disto é novo. A promiscuidade entre negócios e política é entre nós antiga e será uma das razões pelo desrespeito que os portugueses têm pela vida política, desrespeito que Jorge Coelho aliás reconhece. Esse mal-estar não é uma impressão difusa e não quantificável, pois há dados sociológicos que exibem com clareza a nossa desconfiança em relação ao funcionamento das empresas e instituições. A organização Transparency Internacional acaba de divulgar o seu relatório anual sobre a percepção da corrupção num grande número de países, e continuamos em queda nesse “ranking” mundial da corrupção. Se no ano transacto tínhamos caído do 28.º para o 32.º lugar (eram invocados os casos do “Apito Dourado” e do financiamento ilícito da Somague ao PSD), agora caímos do 32.º para o 35.º lugar, onde estamos a par com Porto Rico e logo antes do Botswana (não foram desta vez adiantadas explicações, mas pode-se adivinhar quais são).Receio que o caso “Face Oculta” recentemente trazido à luz do dia – o caso das ligações perigosas das empresas do sucateiro Manuel Godinho a instituições públicas ou privadas de algum modo próximas da política, como a REN, a REFER, a Galp, a EDP e o Millennium BCP - nos venha a custar, no próximo ano, a continuação da queda. A palavra “sucata”, com etimologia árabe, significa “o que cai, coisa sem valor” (recorro ao Dicionário Houaiss). Ora, o que está a cair com esse caso, o que está a ficar cada vez mais sem valor, é uma das coisas que mais devíamos valorizar, por ser uma das marcas maiores dos países desenvolvidos: a confiança. Não se trata apenas da diminuição da confiança que os cidadãos têm na política, mas, o que é mais grave, também da diminuição da confiança deles na justiça, que devia tratar rápida e exemplarmente este tipo de casos em vez de deixar avolumar controvérsias. Até já ouvi um médico comentar que, se na saúde estivéssemos tão mal como na justiça, se os prazos de atendimento nos hospitais fossem tão grandes como nos tribunais, já estaríamos quase todos mortos há muito tempo...
November 20 2009, 2:09am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Sapo lançou Pond em versão de teste (só por convite)
http://diario2.com/sapo-lancou-pond-em-versao-de-teste-so-por-convite-3490
Está em fase beta — inscrições apenas por convite — mas desde o lançamento que gerou grande expectativa: o Pond, aberto esta semana pelo Sapo. Diário2 está a testá-lo e publicará um artigo mais exaustivo assim que for oportuno. Para já: trata-se de um “agregador e publicador de media social que lhe permite seguir os seus amigos, juntar informação sobre eles e partilhar o seu conteúdo nalguns dos mais populares serviços de interacção social online do momento“, lê-se na FAQ. Ou seja: é uma espécie de FriendFeed, mas mais completo e ambicioso, por um lado, e adaptado à realidade portuguesa, por outro. O Pond suporta Twitter, Flickr, YouTube e Facebook, naturalmente, mas também SAPO Fotos, SAPO Vídeos e SAPO Blogs.Pode também subscrever qualquer fonte RSS ou Atom. E tem integração com o serviço da TMN. O blog do serviço data de Março deste ano, altura em que o projecto começou a ser concebido. Em Outubro começaram os primeiros testes em ambiente real e esta semana o serviço passou à segunda fase de teste, abrindo-se ao público em geral, ainda que com a limitação do convite.
November 20 2009, 2:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
VEM AÍ O FIM DO MUNDO?
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/vem-ai-o-fim-do-mundo.html
Minha crónica no "Sol" de hoje:Fui há dias a uma escola em Buarcos, Figueira da Foz, falar sobre Galileu e o início da astronomia moderna e, no fim, perguntei se havia questões que quisessem colocar. Logo um dos jovens do 9.º ano levantou o braço e inquiriu: “É verdade que o fim do mundo é em 2012?”.A questão mostra bem o enorme poder da indústria cinematográfica. Lá o esclareci que o mundo real não era bem como nos filmes de Hollywood e que o fim do mundo não estava assim tão próximo. Sim, eu sabia que a Internet estava cheia de sítios contendo delirantes profecias dos Maias ou de outros povos antigos, e de sítios contendo disparates, de inspiração mais moderna mas só aparentemente mais refinados, relativos a cataclismos geológicos ou cósmicos. Mas nada disso faz o mínimo sentido. Insistiu, porém, o meu interlocutor: “Vai mesmo haver fim do mundo?” Se, como no filme, o Apocalipse disser apenas respeito ao planeta Terra, sim, ele está previsto para o ano de 5 000 002 012 pois estima-se que o Sol termine o seu ciclo de actividade por falta de combustível nuclear daqui por cerca de cinco mil milhões de anos (o 2012 no fim do número é uma brincadeira, claro!). Por essa altura o raio do Sol terá aumentado até ele “engolir” o nosso planeta, pois a nossa estrela transformar-se-á no que se chama uma gigante vermelha. O melhor é não estar então aqui na Terra, e o previsível avanço da tecnologia espacial poderá facilitar-nos a fuga (há quem pense, em alternativa, em tecnologias para “domesticar” o Sol).Fui ver o filme “2012” de Roland Emmerich. Chamam-lhe filme-catástrofe e o nome é bem adequado: a película é, no conteúdo e na forma, uma verdadeira catástrofe. No conteúdo, porque não há a menor verosimilhança quanto ao crescendo da actividade solar e à violenta reacção que os neutrinos do Sol provocam no interior da Terra. Na forma, porque cansa ver durante quase três horas a sucessão de sismos, vulcões, tsunamis, etc., aos quais os heróis tentam esforçadamente escapar. A mim também me apeteceu escapar a meio do filme...
November 20 2009, 1:59am | Comments »
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UMA IDEIA PARA PORTUGAL
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/uma-ideia-para-portugal.html
O jornal "I" pediu-me que indicasse uma "Ideia para Portugal" e dei esta, que foi hoje publicada:"Fala-se muito da defesa da língua portuguesa, mas a verdade é que pouco se faz por isso. Que tal, numa acção concertada, colocar na Web o conteúdo integral de todos os livros em língua portuguesa que estejam no domínio público? Porque não andar com o Camilo e com o Eça no bolso, bastando pressionar numa tecla do telemóvel para os contactar?"
November 20 2009, 1:47am | Comments »
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Ciência, sexo e dinheiro
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/ciencia-sexo-e-dinheiro.html
A propósito da vida dupla da doutora Magnanti, noticia recente acerca de uma cientista que terminou o doutoramento em Londres trabalhando como call-girl em part-time, algumas reflexões sobre ciência, sexo e dinheiro. Há pelo menos um exemplo nacional conhecido, a Leonor Sousa, a nossa bióloga stripper (na fotografia em cima), embora com as devidas diferenças.Na realidade os cientistas, especialmente os jovens, andam à rasca de dinheiro. Um excelente artigo publicado na PLoS sobre como o sistema de financiamento da ciência e dos cientistas transforma os jovens investigadores em burocratas, até ao ponto em que arranjar dinheiro é a sua principal ocupação ficando para trás... a ciência! Desinvestimento esse, que a médio prazo acaba por traí-los num contexto de investigação ultra-competitivo:“What a strange business this is: We stay in school forever. We have to battle the system with only a one in eight or one in ten chance of getting funded. We give up making a living until our forties. And we do it because we want to help the world. What kind of crazy person would go for that?”—Nancy Andrews, Vice Chancellor for Academic Affairs and Dean of the Duke University School of MedicineTexto completo aqui.E a opinião de António Câmara, CEO da Ydreams, acerca da situação dos bolseiros de investigação científica em Portugal e da importância dos bolseiros do Grupo de Análise de Sistemas Ambientais (GASA) da Universidade Nova de Lisboa como geradores do conhecimento que deram origem à Ydreams e a outras empresas:
November 20 2009, 12:41am | Comments »
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Artes de Cura e Espanta-Males
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Convite recebido da Gradiva:O Presidente da Câmara Municipal de Cascais, António d’Orey Capucho, e o Editor da Gradiva, Guilherme Valente, convidam para o lançamento do livroArtes de Cura e Espanta-MalesEspólio de medicina popular recolhido por Michel Giacometticom a coordenação de Ana Gomes de Almeida, Ana Paula Guimarães e Miguel Magalhães.A sessão terá lugar no dia 20 de Novembro, pelas 18h30, no Museu da Música Portuguesa, na Av. de Sabóia, nº 1146, no Monte Estoril.A apresentação estará a cargo de Helena Marujo e Luís Miguel Neto e contará com uma representação de Fantoches Baj: “A saia da Carolina”.
November 19 2009, 6:31pm | Comments »
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Crianças, grávidas e os seus médicos
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Vale a pena ler a última crónica sobre a gripe do virologista João Vasconcelos Costa: aqui."E, já agora, Sr. presidente do colégio, diga se é da sua experiência que crianças morram de gripe - a tal que parece ser inofensiva - como as 156 que já morreram nos EUA nesta epidemia? Será que ficaram depois com a tal “melhor” imunidade?"
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November 19 2009, 6:16pm | Comments »
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4 anos 9 meses e 5 dias à volta do mundo
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Informação recebida do Observatório do Mar dos Açores:Era uma vez um navio da marinha real britânica com cerca de 27 metros de comprimento que entre 1826 e 1843 fez três grandes viagens para cartografar os mares do hemisfério sul - chamava-se Beagle. Na segunda dessas viagens embarcaram 74 tripulantes, entre os quais um jovem e entusiasta naturalista de 22 anos. Durante quatro anos, nove meses e cinco dias, entre 1831 e 1836, Charles Darwin viajou à volta do mundo no navio comandado pelo Capitão FitzRoy. Mas apenas um terço desse período, cerca de 18 meses, foram realmente passados no mar. Durante a maior parte do tempo Darwin caminhou em terra firme, em longas caminhadas e expedições a cavalo, trilho acima, trilho abaixo numa recolha incansável de fósseis, plantas e animais, muitos nunca antes descritos pela ciência. A lavra foi grande e quando voltou a pisar Inglaterra no dia 2 de Outubro de 1836, tinha recolhido 5436 espécimes.Darwin era um homem muito curioso e tinha um interesse científico pela vida que se estendia por vários aspectos do mundo natural e se prolongou até ao momento da sua morte. Escreveu mais de 20 livros sobre temas tão diversos como a polinização das orquídeas e o papel das minhocas na formação de bolores vegetais do solo, o último livro que publicou seis meses antes de morrer. Nesse livro, para além de observar que os buracos e túneis feitos pelas minhocas permitem ao solo absorver mais água e facilitam o crescimento das raízes, Darwin explicou a razão pela qual as ruínas e vestígios do passado se encontram enterrados, por vezes a vários metros de profundidade. Dizia ele dever-se à acção continuada das minhocas que ao longo dos anos vão trazendo o solo para a superfície e, assim, soterrando o que antes se encontrava à superfície.Este ano, a 24 de Novembro, celebra-se o tri-cinquentenário da publicação do seu livro mais famoso, A origem das Espécies. Foi em 1859, mais de 20 anos depois da viagem do Beagle, que saíram à rua os 1250 exemplares de um livro que, para além de se esgotar no próprio dia, mudou para sempre a nossa visão de nós próprios. Ao desenvolverem a teoria da evolução das espécies e identificarem a selecção natural como o principal agente modelador da vida no planeta, Darwin e Wallace alargaram incomensuravelmente a noção de família. A visão fixista de espécies imutáveis e sem parentesco entre si eclipsou-se e deu lugar a uma visão mais dinâmica e de certa forma fraternal da vida. O que nos une é infinitamente maior do que o que nos separa.Darwin morre em 1882 com 72 anos. Sofreu com uma saúde frágil, e teve sucessivas crises que incluíam vertigens, tremores, vómitos, desmaios e taquicardias, entre outras maleitas, mas os médicos nunca conseguiram diagnosticar a doença que sempre o afligiu. Viveu uma vida familiar pacata e recolhida com a sua mulher Emma com quem teve 10 filhos.No próximo dia 24 de Novembro o Observatório do Mar dos Açores (OMA) associa-se às celebrações darwinianas com o lançamento de um pequeno opúsculo que celebra a passagem de Darwin pelos Açores. A obra será lançada no próximo dia 24 de Novembro pelas 18h na Biblioteca Municipal de São Roque do Pico e na Fábrica da Baleia do Faial.Verónica Neves
November 19 2009, 6:11pm | Comments »





