Um interessante texto de Antonio Bolivar: El artículo analiza los sistemas de rendimiento de cuentas basados en resultados enorden a la creación de un proceso de mejora efectiva dentro de las escuelas. Se hace un análisiscritico de las formas y usos que tienen en las políticas educativas actuales. Por el contrario, laautoevaluación promueve la implicación de los profesores para mejorar la calidad, pero tampocoestá exenta de problemas. Se plantea, pues, las formas para conjuntarlas. La capacidad paramejorar precede a las demandas externas de rendimiento de cuentas. La evaluación internaconstituye el punto de partida de la evaluación externa, proporcionando una base paracomprender de modo específico el establecimiento escolar. Por su parte, el rendimiento de cuentas debe ser un proceso recíproco (quid pro quo): proveer con la capacidad para satisfacer las expectativas.Palabras-clave: Rendimiento de cuentas;Mejora escolar; Auto-evaluación.Texto integral
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Avaliação: entre a prestação de contas e a melhoria
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November 15 2009, 1:11pm | Comments »
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ELOGIO DE 'MONSIEUR' GERMAIN
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O filósofo espanhol Fernando Savater, a propósito da questão europeia dos crucifixos nas salas de aula, escreveu ontem um artigo no "El País" com o título que está em cima e do qual, para melhor divulgação entre nós, traduzi o excerto que conta a história que justifica o título (todo o artigo pode ser lido aqui):"Nestes tempos, convém lembrar Monsieur Germain. Foi professor de Albert Camus na escola primária e, muitos anos mais tarde, o destinatário da primeira carta que o seu ex-aluno escreveu após ganhar o Prémio Nobel: "Quando me deram a notícia, o meu primeiro pensamento, depois da minha mãe, foi para o senhor. Sem si, sem essa mão amorosa que estendeu à criança pobre que eu era, sem o seu ensinamento e o seu exemplo, nada disto teria acontecido." A história podemos lê-la em O Primeiro Homem, pouco mais do que um rascunho, mas infinitamente significativa e tocante, parte da obra póstuma de Camus. Ele conta aí a miséria terrível dos primeiros anos do escritor, filho de um soldado francês falecido na Primeira Guerra Mundial e de uma minorquina estabelecida por necessidade numa aldeia argelina. Sem livros, sem rádio, sem cultura de qualquer espécie, quase sem linguagem além das falas elementares: o menino solitário fascinado pela mãe analfabeta e desesperadamente melancólica e pela força avassaladora do sol africano.Mas estava ali o Sr. Germain, que se fixou no seu "pequeno Camus" e o guiou com uma severa benevolência. Um professor à antiga, que não hesitava em punir infracções com golpes de régua nas nádegas... sem excluir desses corretivos o seu aluno preferido. Mas também o salvador, que convenceu a família da importância de a criança prosseguir no Liceu de Argel os seus estudos (apesar dos sacrifícios económicos que isso implicava) e, assim, o resgatou para a palavra libertadora. É fundamento da integridade humana e criativa de Camus nunca ter esquecido nem renegado as suas origens humildes.O Sr. Germain foi, sem dúvida, um mestre com auctoritas, ganha tanto pela sua justiça e sabedoria como pelo respeito dos alunos e suas famílias, esse respeito que sentem os desfavorecidos pelo ensino cuja importância emancipadora valorizam tanto quanto outros mais bem instalados desprezam. E tudo isso num contexto colonial e pluriétnico nada favorável a fáceis harmonias...Depois do Nobel, Louis Germain escreveu uma longa carta ao seu cher petit. Nela recorda episódios passados, acabando por se centrar nos alarmes do presente (estamos em 1959). Informa o seu ex-aluno "como professor laico" das ameaças que vê abaterem-se sobre a escola pública. Deixa claro que - como Camus comprovava - sempre manteve uma imparcialidade escrupulosa em matérias religiosas, explicando na sala de aula que há várias religiões e que há pessoas que não seguem nenhuma: "Creio que, em toda a minha carreira, respeitei o que há de mais sagrado na criança: o direito de procurar a sua verdade. " E por isso o alarmam as notícias de que, nalguns departamentos franceses, as aulas são dadas com um crucifixo na sala: "Considero-o um atentado abominável à consciência das crianças". "Imagem: Escola Primária de S. João do Souto, em Braga, por volta de 1959.
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November 15 2009, 1:08pm | Comments »
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Mas Saramago é obra
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Vários comentários a textos publicados neste blogue sobre o último livro de José Saramago, recorrem ao argumento de que, independentemente do que se disser ou escrever, estamos perante um Nobel traduzido em dezenas de línguas e lido por milhoes de pessoas. Qualquer crítica dirigida à sua obra, nomeadamente, detecção de erros, pouco ou nenhum sentido terá, revelendo sobretudo uma atitude destrutiva por parte de quem a faz.Ora, não é na obra deste escritor, no seu todo, que algumas pessoas (objecto de atenção por parte de Pilar del Rio) se têm detido, mas sim em aspectos de um livro. E isso faz toda a diferença: na verdade, Saramago não é apenas esse livro...A este propósito recuperamos um texto de João Boavida, antes publicado no diário As Beiras."É um caso notável e exemplar a vários níveis: a origem humilde e a formação académica reduzida e de natureza técnica; a tarimba de longos anos numa, digamos, segunda linha literária, como revisor tipográfico, tradutor e consultor editorial; o ter começado tarde, ou melhor, sido arrancando para a fama quase na velhice, é caso para admirar. E o saber assumir não só a fama mas também as canseiras que acarreta: viagens, entrevistas, colóquios, discursos, cerimónias, autógrafos, revela um sentido de dever que se deve realçar.Os trabalhos forçados das traduções e revisões deram-lhe muita leitura, experiência e estofo que ele soube aproveitar. O tempo de maturação é sábio, mas quem o compreende hoje? Saramago entendeu-o e aprendeu por si muita coisa, e servindo-se do talento que andou muitos anos escondido, a ganhar força, projectou-se subitamente de uma forma esplendorosa. De repente, com toda a gente a olhar para outros lado, isto é, para outros autores, um nome até aí muito discreto surge na ribalta, feérico sob uma imensa onda de aplausos.Já ouvi muitas explicações para o fenómeno: a máquina de propaganda que foi montada, a grande influência de Pilar del Rio (e por que não também de Isabel da Nóbrega?); a militância comunista e o apoio que representa, etc. Tudo boas razões, talvez determinantes. Seja como for, a obra aí está.Antes de tudo ele impôs um estilo original, algo difícil a princípio, mas envolvente e logo depois atraente. Foi, e é sedutor ir atrás daquela toada, aceitar os diálogos no meio da narração (coisa agora já corrente) reconhecer as vírgulas como pontos finais, eliminar muita pontuação e coisas assim. Ousadias que não se recomendam a um aprendiz, é certo, mas que um mestre pode fazer. Se souber. E que na sua obra são coisas menores face à efabulação que vai tecendo, ao visual, à cor da sequência narrativa que pega, larga e retoma, e onde as palavras têm um papel senhorial porque nos prendem, seduzem e gloriosamente nos subjugam e encantam. E uma vez que a sintaxe é segura, como não reconhecer que estamos perante obra de grande valor?Partindo quase sempre de uma ideia forte e original, Saramago, com um discurso envolvente e contínuo, vai ao encontro do leitor – do bom leitor, entenda-se – e do seu desejo de sentir o sabor das palavras, o seu peso específico. Mas na força maior da sua própria natureza que é a frase: longas e contínuas relações de ideias, problemas, enredos e ressonâncias, umas vezes poéticas, outras vezes irónicas, de vez em quando sarcásticas, que se vão desenvolvendo sem cessar e por onde a história e a moralidade inerente passam, sem pressas.João Boavida
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November 15 2009, 12:30pm | Comments »
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A SENHORA SARAMAGO RESPONDE AOS CRÍTICOS
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Pilar del Río, a esposa, assistente e tradutora do escritor José Saramago, responde assim hoje aos críticos de "Caim" numa entrevista a Anabela Mota Ribeiro e Clara Azevedo publicada na "Pública" de hoje:"P- Como é que tem assistido à polémica que envolve Caim?R- Estes colunistas de merda, tão jovens, submissos, obsoletos, em vez de pensarem: "Um tipo com 86 anos que enfrenta Deus, que enfrenta a sociedade... Que sorte ter um homem com esta capacidade de rebeldia!", perguntam: "Quem é? Quem escreve? Não gosto!" Estou indignada de ver o pouco livre que são os jovens, o quão convencionais são, o quão cansados estão. Estão assustados porque José tocou num livro sagrado. Mas quem disse que o livro é sagrado? Que mentes tão pequenas julgam a obra pública. Não conseguem ver a grandeza nem de uma ponte nem de um ser humano. Têm uns óculos que lhes deve dar para verem o tamanho do seu pénis... pequenino".
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November 15 2009, 12:06pm | Comments »
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Avaliação e consequências
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É um lugar comum a tese de que a avaliação deve ter consequências. Mas as consequências dependem do paradigma e do modelo/modalidade de avaliação.No caso da avaliação dos alunos entendem-se as diferentes consequências da avaliação diagnóstico, formativa e sumativa.No caso da avaliação dos professores algo de similar se passa. Mas a consequência que ocupou grande parte das preocupações e dis posições foi a que tinha a ver com as classificações e o seu efeito na progressão da carreira.Para mim, a consequência mais importante da avaliação não devia ser essa, mas sim a de melhorar as práticas profissonais, isto é, os modos de fazer aprender os alunos. E neste paradigma avaliativo, é óbvio que a avaliação só podia ter uma forte componente interna à escola e à profissão.Para que esta focalização venha a ser possível, torna-se necessário, a meu ver, desconectar esta avaliação da classificação/progressão na carreira. Para retirar o efeito selectivo e de ameaça, as sementes da discórdia e da desconfiança e induzir a um trabalho de base cooperativo e mais solidário.E porque esta avaliação e estas consequências são, de longe, as mais importantes, deveria dedicar-lhes o primeiro esforço. E inventar, depois, os processos e os dispositivos que pudessem ter efeitos na progressão da carreira.
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November 15 2009, 11:36am | Comments »
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O dever de educar e de ensinar - 2
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Continuação do texto O dever de educar e de ensinar- Na formação de um professor, qual é o papel da vocação?A vocação é uma espécie de chamamento interior que, à semelhança de um chamamento divino, conduz uma pessoa ao ensino e, mesmo sem formação, o torna bom professor. Não negando a importância desse “querer ser professor”, que não sabemos bem de onde vem, eu poria a tónica na sua preparação. Preparação que, reportando-me ao ciclo de conferências da MinervaEditora, Regina Rocha deixou bem claro que tem de ser científica, pedagógico-didáctica e ética. Lembro-me de ter insistido que se falasse na componente didáctica, pelo facto de, nos últimos tempos ter sido muito desvalorizada. Na opinião desta linguista e investigadora, o professor é a pessoa que tem a capacidade de pegar no conhecimento e de o organizar de forma que o aluno vá, a pouco e pouco, adquirindo-o e, assim, formando a sua personalidade. Também Sobral Henriques sublinhou que, neste momento, o professor precisa de ser um quadro muito bem preparado, pois a diversidade de questões que se lhe colocam, quer a nível de acompanhamento dos alunos, tendo em vista o sucesso escolar, quer a nível de comportamentos e de atitudes, tornam a sua acção muito difícil e exigente, que não se pode confiar apenas ao tradicional talento ou do jeito.- Porque é que aprender, só por si, não chega?Sabemos hoje, de modo muito claro, nomeadamente através do estudo de casos de crianças que são privadas de ambiente humano, que o seu estado em pouco ou nada se parece como o estado humano. Se o capital que trazemos à nascença fosse suficiente para nos tornarmos pessoas, dispensaríamos a educação. Ora, muito cedo a Humanidade percebeu que tinha de seleccionar os saberes que melhor poderiam ajudar as novas gerações a sobreviver e a melhorar a própria espécie. E, assim, se criou e expandiu a escola, que é a instituição a que se tem confiado o dever de ensinar e de educar, mas de forma estruturada, para que os sujeitos adquiram esses saberes e desenvolvam a inteligência – sabemos hoje que a inteligência se desenvolve.Isto para que as sociedades se mantenham e, desejavelmente, evoluam, e também para que a própria Humanidade não regrida e, pelo contrário, possa criar mais conhecimento.Se dissermos que o professor deve ser apenas um guia, um orientador da aprendizagem e que devemos deixar, como às vezes se sugere, esta tarefa fundamental ao cuidado das crianças, que se entregam a si próprias ou umas às outras, como referiu Hannah Arendt, acreditando que elas têm dentro de si os interesses, as motivações para procurarem e descobrirem todo o saber que, desde que há memória, conseguimos apurar, em todas as suas áreas, facilmente se percebe que lhe estamos a pedir uma tarefa impossível, na qual não terão a mínima hipótese de se orientarem.Facilmente se percebe também que estamos a contribuir para pôr em causa a própria sociedade e tudo o que a Humanidade construiu, de bom e de mau, e que pode vir a construir. Para lhe responder a esta pergunta, eu poderia ter sido muito mais directa, se tivesse usado as palavras da minha amiga Maria do Carmo Vieira que tem afirmado com toda a segurança que a escola tem a obrigação de acrescentar qualquer coisa à vidas dos alunos, de todos os alunos, independentemente da sua condição social, económica, cultural, ou outra. E o que tem de acrescentar é a arte, a literatura, a ciência, a matemática… enfim, os saberes mais eruditos, mais perfeitos que nos permitem, afinal ser pessoas, no sentido que a palavra “pessoa” tem ser eu, de sermos nós.
November 15 2009, 10:34am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
O dever de educar e de ensinar -1
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/o-dever-de-educar-e-de-ensinar.html
Em Maio de 2009, uma vez terminado o ciclo de conferências O dever de educar que teve lugar na Livraria Minerva, em Coimbra, Rita Penedos Duarte, jornalista da revista Gingko, pediu-me um depoimento para realizar um trabalho intitulado Aprender a ensinar, que saiu no número deste mês. Reproduzo no De Rerum, em dois post sequenciais, o essencial das ideias que, na altura, trocámos. - Está na organização das conferências O dever de educar. Porque sentiram necessidade de criar este espaço de discussão?A MinervaCoimbra Editora tem proporcionado na sua livraria, desde há mais de dez anos, um espaço de tertúlia que se designa por Terças-Feiras de Minerva. Neste espaço têm sido realizados vários ciclos de conferências de arte clássica, de música, de literatura, etc. As conferências a que se refere, surgem nesse quadro e decorreram de um desafio que há muito tempo a Isabel Garcia, a quem a editora pertence, me havia lançado para que nelas se falasse de aspectos menos convencionais da educação. Penso que esse desafio decorreu das muitas conversas que, ao longo dos anos, temos tido sobre o assunto.Respondendo, em concreto, à sua pergunta: em torno da educação gravitam muitas ideias, algumas delas contraditórias, não sendo difícil encontrar dogmas. Ora, se seguirmos uma linha científica de pensamento, como na educação deve seguir, não nos devemos conformar com isso, devemos explorar as ideias, no sentido de tentar perceber quais são os seus fundamentos e qual a sua validade, onde é que elas nos conduziram e nos conduzirão. O espaço da livraria Minerva abriu-se a esse desafio que é o de conversar sem outros constrangimentos que não sejam o do saber e da liberdade de pensar. Por outro lado, achámos que é preciso fazer alguma coisa para chamar as pessoas comuns a essa conversa, pois parece-nos que o discurso pedagógico é visto (ou é mesmo) como muito académico, pouco compreensível e ainda menos realista.- Mas, nessas conferências os convidados não são apenas especialistas em pedagogia, há pessoas de diversos quadrantes…A educação, mesmo a educação escolar, que é aquela que mais nos interessa, é da responsabilidade de todos e não só, nem principalmente, dos pedagogos e dos políticos, logo aqueles que tiverem uma real preocupação com a educação, que pensem sobre ela, que a estudem, que estejam, enfim, empenhadas na tarefa de educar, devem poder dar a sua opinião. É nesta lógica que temos entre os convidados filósofos, professores, alunos, jornalistas, músicos, investigadores das clássicas, da matemática, da ciências físicas e naturais, da psicologia, e, claro, também da pedagogia…- Qual é, então, o actual dever de educar? É o mesmo que ensinar?Quando escolhemos o título do ciclo vacilámos entre o dever de educar e o dever de ensinar, sendo que tudo nos fazia pender para este último, pois o que pretendíamos era situar-nos na educação formal, da responsabilidade da Escola, e que os professores concretizam. Acabámos por optar pelo dever de educar, cujo sentido é mais amplo, pois percebemos que as conversas iriam “transbordar” da Escola para a Sociedade e para as relações que se estabelecem entre ambas, assunto a que, aliás, já dedicámos duas sessão, uma O dever de educar com ou contra a sociedade – em que tivemos como convidado Carlos de Sousa Reis – e outra - Escola igualdade e diferença - em que o convidado foi Joaquim Pires Valentim.Quanto à sua interrogação: o actual dever de educar não difere muito do dever de educar de outros tempos, nomeadamente na Antiguidade e na Idade Média, conforme deixaram perceber as intervenções de Delfim Leão e de Margarida Miranda, ambos classicistas. Aqui remeto para a intervenção que João Boavida fez na sessão de abertura. Temos, de facto, o dever de educar, e temos de assumir esse dever explicitamente, sem complexos, sem culpabilidade. A ideia de que as crianças e os jovens se podem desenvolver naturalmente, auto-orientando-se, porque têm em si os impulsos e as condições para o conseguir, e de que os educadores não devem intervir porque é sempre um processo de coacção e de prejuízo, é uma ideia romântica que está errada.As crianças e os jovens devem ser educados no sentido da responsabilidade e da liberdade, mas isso implica ensinamentos e formas de controlo que a escola e a sociedade têm obrigação de fornecer. Esta mesma ideia foi debatida no plano do desenvolvimento cognitivo pelas psicólogas Salomé de Pinho, Isabel Festas e Paula Paixão, quando apresentaram dados concretos sobre a importância da estimulação nos processos de memória, de compreensão e de motivação. O mesmo sublinhou Manuel Rocha, músico e professor em relação ao ensino da Música. E foi também a opinião de Regina Rocha e de Alexandra Azevedo, que falaram na qualidade de professoras, de Francisco Sobral Henriques, que falou na qualidade de director de uma escola, e de Rui Marques Veloso, que falou na qualidade de formador de professores. Digamos que esta é uma ideia em relação à qual todos os convidados estiveram de acordo.Imagem: Manuel Rocha, professor e músico, um dos convidados do ciclo de conferências O dever de educar
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November 15 2009, 10:12am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Trabalhar por competências
http://terrear.blogspot.com/2009/11/trabalhar-por-competencias.html
Comment le travail par compétences peut-il être un outil pour la réussite des élèves et un instrument de liberté pédagogique plutôt qu’une contrainte pour les professeurs ?Le dossier répond concrètement à cette interrogation centrale tout en examinant aussi d’autres questions : qu’est-ce qu’une compétence, pourquoi et comment faire travailler les élèves sur leurs compétences, quelles techniques adopter et quels écueils éviter ?Nous nous interrogeons donc sur l’utilité et la mise en pratique du travail par compétences, sur ses effets sur l’évaluation formative des élèves et sur la certification des résultats, les bilans, les contrôles, les bulletins scolaires.Le dossier s’appuie sur des témoignages concrets du primaire, du collège, des lycées et jusqu’au supérieur.Fonte Artigos em linha
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November 15 2009, 9:10am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Triliões: computação como uma ecologia
http://pauloquerido.pt/tecnologia/trilioes-computacao-como-uma-ecologia/
É o video mais importante no mês, e o terceiro conceito mais importante do ano, para mim, depois do Twitter como uma camada de transporte e da web fluida, ou em tempo real. Triliões de nós na rede, muito em breve. A computação como uma ecologia, não como um sistema. A rede, um organismo vivo.
Trillions from MAYAnMAYA on Vimeo.
November 15 2009, 8:11am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Do aprender, do ensinar, dos exames, no dia de aniversário
http://terrear.blogspot.com/2009/11/do-aprender-do-ensinar-dos-exames-no.html
Este é um excerto de um texto do "caderno da turma" escrito há 8 anos, por uma ex-aluna minha. Quis o destino que ontem encontrasse a mãe que me relevou que tinha sido professor da sua filha, nos 3 anos do secundário. E que hoje ela fazia anos. Ana Patrícia, economista e que trabalha na Salvador Caetano. Como forma de lhe dar os parabéns aqui inscrevo um breve pormenor de um texto que muito me marcou. (aliás, o meu corpo deve estar cheio de marcas...)
November 15 2009, 6:32am | Comments »




