Ler no "New York Times" de hoje: aqui. Na figura o castelo do Crato.
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A AMÉRICA DESCOBRE O ALENTEJO
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/america-descobre-o-alentejo.html
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November 7 2009, 3:40am | Comments »
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VARINHAS MÁGICAS
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/varinhas-magicas.html
Habitual destaque de fim de semana para a coluna electrónica "What's New" do físico Robert Park:DIVINING: THIS TIME, IT’S A BOMB DETECTOR.There it was, on the front page of the New York Times; the Iraqi government has purchased more than 1500 devices known as the ADE 651 to use at checkpoints. That stands for Advanced Detection of Explosives. The 651 is the latest detection device marketed by ATSC (UK) Ltd. It consists of a thin rod mounted on a swivel held by pistol grip, and is said to point to explosives. That's all it is, there are no sensors. According to Rod Nordland who wrote the article, a retired USAF officer said the device is nothing more than an explosives divining rod,. The stupid Iraqis don't know this and paid $16,500-$60,000 each for them, even though American officers told them the devices are worthless. Boy, are they dumb! Wait, the NYT failed mention that the US Department of Defense was sold on these devices back in the 90s Although it was classified, they tipped off their favorite novelist, Tom Clancy, that the incredible device could detect people through thick walls by sensing their heartbeats. It was the basis of "Rainbow Six" (here). It was a scam. Thousands of similar devices are still in use by local police around the country to satisfy "probable cause" requirements for a property search. ATSC also sells a narcotic detector, but it's exactly the same device with a different number.Robert Park
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November 7 2009, 1:49am | Comments »
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Pronunciar cinco palabras
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November 6 2009, 10:00pm | Comments »
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Alterações no Certamente!
http://pauloquerido.pt/pessoal/alteracoes-no-certamente/
Os leitores já nem estranham os meus períodos de silêncio aqui no webzine pessoal, ou blog. Até porque a maioria já me lê/acompanha/conversa comigo por aí nas redes sociais, nomeadamente no Twitter e no Facebook, onde tenho actividade diária. Contudo, na última semana voltei a ter actividade editorial. Lancei um novo jornal, o Diário2, que começa devagar e com objectivos e ambições. Deles falaremos mais à frente. Por agora, fica a nota de que os leitores de Certamente! por feed e newslewtter poderão continuar a ler-me sem necessidade de adicionar ou mudar coisa nenhuma. Os meus artigos no Diário2 (e noutros locais eventualmente) passarão a ser distribuídos também por esses dois canais. Até já.
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November 6 2009, 3:17pm | Comments »
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Mais Caminhos Se Quisermos Trabalhar numa Escola para Todos
http://terrear.blogspot.com/2009/11/mais-caminhos-se-quisermos-trabalhar.html
Estratégias que promovem a partilha de ideiasO ensino é, muitas vezes, uma profissão solitária. Um professor pode fazer algo maravilhoso na sua turma sem que o colega da sala vizinha faça a mínima ideia do que aconteceu. É possível que quatro professores num mesmo edifício criem materiais sobre um determinado tópico, e nunca fiquem a saber que houve uma duplicação de esforços entre si. Dado que qualquer processo de diferenciação eficaz exige um trabalho intenso por parte dos professores, a união dos seus esforços é uma forma importante de promover a partilha e poupar tempo. Este tipo de partilha contribuirá para que os professores entendam melhor o processo de diferenciação, em vez de simplesmente "copiar" aquilo que alguém já fez. As escolas e distritos empenhados seriamente na diferenciação procuram formas de multiplicar a eficácia e tempo dos professores, garantindo a disseminação e a partilha informada dos esforços dos seus professores. Usar grupos de animadores pedagógicos para divulgar a informação Uma série de distritos seleccionou criteriosamente grupos de professores (geralmente não mais de 10) que aceitaram ser pioneiros no esforço de compreender e implementar projectos de diferenciação. É possível usar este tipo de grupos de animação pedagógica em distritos maiores. Os distritos facultam tempo e estímulos para que esses professores desenvolvam uma sólida compreensão da pedagogia diferenciada, trabalhem juntos no desenvolvimento de práticas pedagógicas diferenciadas, partilhem o que estão a fazer com os responsáveis pelas escolas e, por último, funcionem como catalisadores no âmbito do processo de crescimento profissional dos seus colegas. Ao longo deste percurso, os grupos de animadores podem partilhar exemplos de aulas diferenciadas (através de documentos escritos ou nas reuniões do corpo docente e discente), responder às questões dos professores e ajudar a desenvolver materiais impressos sobre a diferenciação pedagógica que os colegas possam utilizar. O pesado investimento inicial nesses grupos demonstrou, por repetidas vezes, ser poderoso e eficaz em muitos distritos. A maioria dos distritos descobriu que, no final do ano, o grupo anterior já se encontra preparado para proporcionar apoio aos grupos subsequentes, revelando ainda uma enorme vontade de permanecer unido para continuar o seu próprio desenvolvimento. Este desejo demonstra a complexidade de aprender a diferenciar a instrução. A acção de grupos de apoio contínuo compostos por professores mais experientes revela-se um investimento sensato a nível de tempo e liderança, ao mesmo tempo que promove o nascimento de grupos de estudo menos experientes. Um distrito desenvolveu um projecto relacionado com grupos de estudo catalisadores, especificamente constituídos por professores da turma, especialistas em ensino especial, professores do ensino especial e professores de leitura. Estes grupos não só tentaram definir um entendimento comum dos processos e práticas da diferenciação, como trabalharam em conjunto nos grupos de estudo e nas turmas para desenvolver papéis e directrizes para uma colaboraçãoeficaz nas turmas. Este tipo de pioneirismo, a cargo de especialistas, criou, mais tarde, parcerias em função de abordagens da diferenciação pedagógica melhor focalizadas. Usar a reflexão através da partilha de diários profissionaisNuma escola secundária, o director incentivou os seus professores a manterem diários, ou mesmo apontamentos informais, das observações sobre cada um dos seus alunos e respectivos perfis de aprendizagem. Ele próprio mantinha um diário, anotando as suas opiniões sobre as visitas às turmas, bar e serviço de transportes, bem como conversas com os alunos no seu gabinete. O diário tornou-se um instrumento partilhado de assistência individual aos estudantes, centrando-se nas respostas dos alunos a uma variedade de experiências de aprendizagem e nas conversas entre o corpo docente e discente sobre a população estudantil a seu cargo. Os diários ajudaram estes educadores a "verem" melhor os seus alunos e a reflectirem com mais eficácia sobre o que estaria ou não a funcionar na turma para os vários tipos de alunos. Criação de dossiês curricularesUm distrito reuniu equipas de professores de um determinado nível ou disciplina provenientes de várias escolas. Durante o ano escolar, e no final do Verão, as equipas tiveram tempo para definir, de comum acordo, os principais conceitos à volta dos quais seria possível ensinar a partir das normas estatais exigidas. Após estabelecimento das orientações gerais de ensino, delineando conceitos, tópicos e competências adequadas para cada unidade e directamente relacionadas com as normas estatais, os professores da turma acrescentaram novos materiais e actividades de apoio aos objectivos de aprendizagem. As equipas trabalharam conjuntamente para organizarem actividades e materiais e, mais tarde, para diferenciarem as aulas com base nos objectivos e nesses materiais. Por fim, os grupos de professores criaram uma espécie de dossiê curricular para cada unidade, colocando num grande arquivo as orientações gerais de ensino adequadas às normas estatais, as diferentes opções para promover aulas diferenciadas, bem como materiais de apoio à unidade em geral e à diferenciação, em particular. Sempre que necessário, o distrito ajudou a criar diferentes dossiês para uma unidade, de forma a apoiar a sua disseminação. Os professores podiam investigar os dossiês de um dado distrito a partir do centro de recursos distrital, mantendo-os nas suas aulas ao longo de toda a unidade. Foi pedido ainda aos professores que acrescentassem, pelo menos, uma ideia nova ou peça de material ao arquivo antes da sua devolução no final da unidade.Tomlinson, Obra citada
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November 6 2009, 2:35pm | Comments »
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http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/novamente-o-exame-de-acesso-carreira.html
Novamente o exame de acesso à carreira docente“Para ensinar há uma formalidade a cumprir, saber” – Eça de Queiroz.Em finais de 2007 lia-se na imprensa uma notícia intitulada “A vice-reitora da Universidade de Coimbra defende exame para acesso à docência.De forma institucional, ficou-se a saber que Cristina Robalo Cordeiro, pois é dela que se trata, subscreveu um parecer suportado em três princípios: “qualidade de ensino e equidade de acesso à profissão docente; exigência acrescida para uma competitividade a nível europeu; e reconhecimento de que nunca a pedagogia consegue que um professor ensine aquilo que não sabe.”Vivia-se então o tempo, que se perpetua em nossos dias, de alunos diplomados pelas escolas superiores de educação passarem à frente dos alunos saídos das faculdades nos concursos para professores do 2.º ciclo do ensino básico, através da classificação do respectivo diploma escolar. Desta forma, um escasso valor superiorizava-se (e superioriza-se) à maior complexidade de currículos, duração de anos de estudos e maior classificação de acesso trazida do ensino do 12.º ano do ensino secundário por parte dos docentes oriundos do ensino universitário. Dias atrás, em post publicado neste blogue, “Um comunicado da Fenprof” ( 31/10/2009), deixei o seguinte pot-scriptum: “Um outro ponto do comunicado da Fenprof merece uma análise aprofundada que ficará para outra altura. Refiro-me a uma outra exigência sindical: ‘A extinção da espúria prova de ingresso na profissão docente e respeito pelas qualificações dos docentes e pela autonomia das escolas na verificação das condições para o exercício da profissão’”.É chegado, portanto, o momento de ser feita a abordagem de uma problemática que parece ter em pouca conta o princípio formulado por Eça citado em epígrafe: “Para ensinar há uma formalidade a cumprir, saber”.A necessidade de exigência na formação dos docentes foi posta em evidência numa intervenção de Reis Torgal, professor catedrático da Faculdade de Letras de Coimbra que, num debate promovido pela Associação Académica de Coimbra, em 19 de Fevereiro de 2003, se insurgia já contra a formação de professores para o 2.º ciclo do ensino básico a cargo simultâneo das faculdades e das escolas superiores de educação. Mereceu, ainda, crítica o verdadeiro escândalo da atribuição do grau de licenciado a diplomados pelas antigas escolas do magistério primário, após a frequência de um curso de complemento de habilitações em escolas privadas de duvidosa credibilidade que ministram cursos de escassa duração e pouca confiança. Tudo deixa supor ter ficado retida à entrada das fronteiras portuguesas a advertência do transalpino Cesar Cantu: “Não mudem de sentimentos conforme as ocasiões e não namorem a popularidade, renegando a própria consciência”. As escolas superiores de educação foram criadas, em doutrina e intenções iniciais, para regiões carenciadas de ensino superior. Mas com a complacência ou mesmo pusilanimidade dos poderes públicos que navegam em cascas de noz num mar de ondas agitadas pelos sindicatos e interesses pessoais dos alunos, logo se instalaram, de armas e bagagens, em cidades de longa e cimentada tradição universitária como Coimbra, Lisboa e Porto! Segundo notícia do “Expresso”, de 9 de Fevereiro de 2008, intitulada “Erros nas universidades”, alunos da Faculdade de Letras de Lisboa queixavam-se de que “os maus tratos do Português chegam ao corredor da universidade”. E prossegue a notícia: “Temos colegas que dizem ‘púzio’, em vez de pu-lo. (…) ‘Fizestes’, ou ‘dissestes, em vez de ‘fizeste’ ou ‘disseste’, ‘derivado a’ ou ‘tênhamos’ são mais alguns exemplos do que os estudantes escutam a toda a hora”. Ora, se é assim que os estudantes universitários se expressam verbalmente difícil me não parece extrapolar erros de palmatória a precisar da menina dos cinco olhos da antiga escola primária no que respeita aos seus textos manuscritos. Da minha parte, a defesa de um exame de acesso à carreira docente não é de hoje como prova a seguinte transcrição de um meu post: “Não posso deixar de estranhar que, em vésperas da discussão do exame de ingresso na carreira docente, Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof e porta-voz da Plataforma Sindical dos Professores, entre nestas negociações numa atitude que eu diria de pé em riste ‘garantindo que a Fenprof as não vai aceitar’. Há todo o interesse em se saber a posição dos outros sindicatos sobre a avaliação dos candidatos à docência versando o domínio da língua portuguesa e dos conhecimentos científicos da área a leccionar. Por exemplo, o que pensa o Sindicato Nacional dos Professores Licenciados que ‘nasceu para defender os interesses específicos dos professores licenciados por universidades?’” (De Rerum Natura, 28/01/2009). Estamos, portanto, na presença de uma nova e mais acrimoniosa ofensiva por parte da Fenprof contra as provas de acesso à docência, adjectivada por Mário Nogueira de “espúria”. Com o mesmo direito que lhe assiste nesta renovada frente de combate, assiste-me a prerrogativa desta contra-ofensiva. E ela nunca foi tão necessária numa altura em que a Fenprof, a exemplo de um qualquer caçador desastrado, se prepara para atirar sobre tudo quanto mexe em benefícios de natureza duvidosa!
November 6 2009, 1:04pm | Comments »
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Smartphones: recorde no trimestre com ajuda do Android
http://diario2.com/smartphones-recorde-no-trimestre-com-ajuda-do-android-2800
A distribuição de smartphones no mundo aumentou 4,2% entre Julho e Setembro de 2009, um recorde trimestral, apesar do mau momento da economia global. Existirão agora algo como 43,3 milhões destes aparelhos. Os dados são da consultora IDC, referem-se às transações entre fabricantes e lojistas, e não às vendas para o consumidor, e corroboram o que já esta semana d2 tinha noticiado (ler categoria de smartphones também está a ganhar embalagem). Ramon Llamas, analista da IDC, referiu que a procura no terceiro trimestre foi forte e destacou como razão o facto de os smartphones oferecem entretenimento e variedade de funções que não estão disponíveis em telemóveis tradicionais. “Com os consumidores em busca de melhores funcionalidades nos aparelhos, acreditamos que o mercado de smartphones vai continuar a crescer mais depressa que o sector de telemóveis tradicionais”, disse Llamas no comunicado. O “empurrão” do Android Outro analista da IDC, Will Stofega, acredita que o Android (sistema desenvolvido pelo Google que equipa aparelhos de diversos fabricantes) contribuiu para aumentar o interesse nos smartphones. O Android veio aumentar a competitividade entre marcas e conceitos de dispositivos móveis como iPhones, Blackberries e Windows Mobile. Outro dado do estudo da IDC: apesar do bruá em torno do iPhone, sobretudo nos EUA, a Nokia permanece líder global no mercado dos celulares “inteligentes”. A jóia da coroa do fabricante finlandês é o N97, mas está para breve o N900, que estreará o Maemo, sistema operativo móvel baseado no Linux.
November 6 2009, 9:05am | Comments »
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Gráfico: o custo da Internet em todo o mundo
http://diario2.com/grafico-o-custo-da-internet-em-todo-o-mundo-2788
Tendo em conta a miríade de tarifários e planos diferentes, é uma aventura fazer um gráfico apresentando o custo da Internet em todo o mundo. Mas foi mesmo o que fez BillShrink Guy e o resultado é, no mínimo, controverso. Tanto que nos comentários o seu artigo colheu uma chuva de críticas — e sim, bastantes de portugueses. Ora veja aqui o gráfico antes de seguir para o artigo Costs Around The World: Internet Access
November 6 2009, 9:00am | Comments »
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Breve História dos Vírus IV
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/breve-historia-dos-virus-iv.html
Continuação da série de artigos sobre os vírus da autoria de António Piedade, que têm saído n' "O Despertar":Como é que os cientistas detectam os vírus? Sendo entidades sub-microscópicas, o melhor seria dizê-las nanoscópicas (o seu tamanho varia entre os 30 nm e os 500 nm, e 1 nm é um milhão de vezes menor que 1 mm), não é estranho pensarmos que a sua detecção pela “simples” observação ao microscópio óptico seja muito difícil.Só com microscópios ópticos de alta resolução, com uma grande capacidade de ampliação, é possível observar as partículas virais. Aliás, a arquitectura viral só foi melhor conhecida com o advento do microscópio electrónico e foi com ele que os virologistas, ou seja os que se dedicam especificamente ao estudo dos vírus, captaram o perfil desses agentes patogénicos. Por outro lado, a cristalografia por difracção de raios X (técnica de resolução de estruturas moleculares utilizada pelos vencedores do prémio Nobel da química deste ano) permitiu detalhar a regularidade espacial presente nas cápsulas proteicas (capsídeos) que formam os vírus. O primeiro vírus a ser cristalizado (1935) e a ser estudado em detalhe por difracção de raios X (1941) foi o vírus do mosaico do tabaco. Curiosamente, acabou por ser Rosalind Franklin (a ignorada investigadora da estrutura do ADN) a resolver a estrutura tridimensional para este vírus em 1955.A “visualização” por estas técnicas tem o “inconveniente”de não permitir manter os vírus num ambiente celular vivo: ao preparar a amostra a ser observada o investigador tem de imobilizar ou cristalizar “definitivamente” um momento da vida do vírus. O que se ganha em detalhe de forma perde-se em dinâmica da actividade viral. De volta ao óptico: com este microscópio é possível manter as preparações biológicas vivas e assim visualizar, com a paciência e perícia necessárias, as estratégias, movimentos e danos virais. Digamos que os dois se complementam.Esta dificuldade na detecção visual dos vírus explica porque é que as primeiras imagens virais só foram obtidas indistintamente em meados do século passado. Em 1938, B. Borries, H. Ruska e E. Ruska (este último foi galardoado com o prémio Nobel da Física em 1986 pelo desenvolvimento do microscópio electrónico, ver aqui) apresentaram ao mundo a primeira micrografia electrónica de um vírus, dos vírus ectraomelia e vaccinia (responsáveis por tipos de varíolas), confirmando a existência física de uma entidade patogénica há muito anunciada e combatida. Recorde-se, a título de curiosidade, que as primeiras bactérias foram visualizadas com o microscópio óptico no ano de 1668 por Antoine van Leeuwenhoek.Pelo que se disse fica suspeito que as primeiras investigações sobre a existência da entidade patogénica não celular responsável por doenças fatais, com enorme capacidade de propagação por contágio e infecção, devem ter sido efectuadas por outros meios de investigação que não os da microscopia. De facto, o trabalho laboratorial de identificação e isolamento da entidade virulenta presente em fluidos biológicos filtrados, de soros animais ou de suspensões bacterianas, foi um trabalho hercúleo cuja história merece ser contada. (Continua).António PiedadeLegendas:Figura 11918-1919 – Pandemia do vírus influenza 40 a 100 milhões de mortes em todo o mundo. Crédito: http://www.ictvonline.orgFigura 21938 – Primeira micrografia electrónicade um vírus (B. von Borries, Ruska E, Ruska H. Bakterien und Virus in über-mikroskopischer Aufnahme. Klin Wochenschr 1938; 17: 921-25).
November 6 2009, 6:50am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Descascar a fruta
http://dererummundi.blogspot.com/2009/11/descascar-fruta.html
O habitual destaque para a crónica de J.L. Pio de Abreu no "Destak" de hoje (na figura quadro de Caravaggio):O que nos faz mexer com agrado não é o próprio prazer, mas sim o esforço feito para o obter. A chave deste paradoxo é uma molécula que dá pelo nome de dopamina. Ela liberta-se, nos nossos neurónios, sempre que as coisas estão a correr no sentido da expectativa desejada. A expectativa realizada reforça este caminho mas, por si, não é tão intensa como os passos dados até lá. O facto é que, obtido o desejo, cessa a libertação de dopamina.Este pormenor explica porque é que os alpinistas se torturam para chegar ao cume de um monte, porque é que os toxicodependentes insistem na difícil obtenção da droga que, a partir de certo ponto, apenas lhes traz mais dores, ou porque é que o amor difícil é o que se vive mais intensamente. Mas ajuda-nos também a perceber que a melhor forma de fortalecer a vontade é adiar a recompensa.Na sociedade do "pronto-a-vestir" as recompensas estão na montra e serão obtidas logo que se arranje o dinheiro suficiente. A dopamina vira-se então para o "vil metal", o único caminho para todos os prazeres. Onde está o prazer de cozinhar, de construir um brinquedo, de bordar uma colcha, de preparar um encontro? Tudo sucumbiu perante o tempo dedicado à obtenção do dinheiro.Para aqueles que foram bem treinados na vontade de ganhar dinheiro, fica o golfe. Chegar ao primeiro, segundo e outros buracos, é incentivo suficiente para a expectativa de alcançar o décimo oitavo. Para os outros, resta o prazer de descascar a fruta antes de a comer. Pelo menos, enquanto os supermercados não a venderem já sem casca.J.L. Pio Abreu
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November 6 2009, 6:38am | Comments »




