The great myth of the digital age was that once we got rid of those expensive printing presses there would be no barriers to entry and costs would come down. But guess what? It costs a lot of money to build a system like Amazon's. An even bigger barrier to entry is brainpower. You need armies of smart engineers to build and run these online stores. There simply aren't enough of these brainiacs to go around. The result is that few companies on the planet can build what Google, Amazon and Apple have built. This is probably what Charlie Munger, vice chairman of Berkshire Hathaway, meant when he recently praised Google as being surrounded by a moat, and that "their moat is filled with sharks." So the game is the same today as it was in the old days. The only question is where the money will end up. In the analog world the lion's share of the money ended up in the hands of big, bad media barons. This time around, the geeks in Silicon Valley are pocketing all the dough. Ironically enough, they present themselves as a bunch of pious, sweet-natured nerds who aren't doing this for the money—they're all about making the world a better place. The truth is that when it comes to exploitation, the new guys make those old media barons look like a bunch of amateurs. (Daniel Lyons)[Leia o resto aqui.]
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Certeiro
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June 7 2009, 7:29am | Comments »
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GRANDES ERROS: CITAÇÕES INVENTADAS
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Citações inventadas de grandes personagens são sempre grandes erros. Fui ler a crónica da jornalista Inês Teotónio Pereira sobre educação no jornal "I" (um jornal simpático) do último sábado porque o título era "Citemos Einstein". Terminava desta maneira:"E agora vamos educar esta criança. Mas como? Einstein dizia: "O único sítio onde sucesso aparece antes de trabalho é no dicionário." Então, citemos Einstein."Parece bonito, mas há aqui um pequeno problema. É que Einstein nunca disse isto, sendo uma frase que recorrentemente lhe é atribuída na Internet sem nunca ter sido indicada e verificada a fonte original (não está no dicionário de citações de Einstein mais cuidadoso, "The New Quotable Einstein", de Alice Calaprice, Princeton University Press, 2005)! Não sei de quem e a frase, mas há vários candidatos, pois ela aparece noutras bocas. Como nenhum deles é tão conhecido como Einstein, nada como atribuí-la a Einstein usando um argumento de autoridade...
June 7 2009, 7:12am | Comments »
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Qual é o paradigma de trabalho dentro da sala de aula?
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Na entrevista referida em texto anterior, a senhora presidente do Conselho Nacional da Educação terá afirmado que é preciso “mudar o paradigma do trabalho dentro da sala aula”.Para se fazer uma tal afirmação seria preciso, antes de mais, conhecer-se em detalhe esse mesmo paradigma. Ora, tanto quanto sei, não dispomos desse conhecimento: haverá estudos de observação dispersos, filiados em múltiplas teorizações, que recorreram a estratégias e instrumentos de investigação diversos, e que incidem neste ou naquele ano, ciclo ou nível de escolaridade, nesta ou naquele área curricular ou aspecto de ensino e/ou de aprendizagem, mas daí a termos uma ideia completa e consistente do paradigma ou paradigmas de trabalho em sala de aula (pois nem sequer sabemos se há um ou vários…) vai uma grande distância. De seguida, seria fundamental apontar-se o paradigma alternativo, o paradigma novo, que, com fundamento filosófico e científico, se nos afigura perfeito e que, portanto, se justificaria implementar. Mas, dispomos nós de um novo modo de pensar e agir, susceptível de orientar o trabalho dentro da sala de aula? Tanto quanto sei, não existe: cada teorização, cada autor avança convictamente a sua proposta, não se podendo, porém, dizer que uma é, em absoluto, maia válida do que a outra.De notar que uma "mudança paradigmática", se atendermos ao significado desta expressão, é sempre profunda, justificando-se, neste ponto, perguntar: o paradigma actual (a existir, claro) é completamente inadequado, de modo que urja a sua substituição?Em vez do mais que habitual apelo à mudança, pela mudança, não seria preferível, que um organismo como o Conselho Nacional da Educação se empenhasse na análise alargada do ensino que acontece em sala de aula, conduzida por princípios de objectividade e rigor, de modo que, em função dos dados obtidos, se pudesse identificar o que está certo (devendo ser recomendado) e errado (devendo ser mudado)?
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June 7 2009, 6:56am | Comments »
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A Coisa Berlusconi
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José Saramago no El País.No veo qué otro nombre le podría dar. Una cosa peligrosamente parecida a un ser humano, una cosa que da fiestas, organiza orgías y manda en un país llamado Italia. Esta cosa, esta enfermedad, este virus amenaza con ser la causa de la muerte moral del país de Verdi si un vómito profundo no consigue arrancarlo de la conciencia de los italianos antes de que el veneno acabe corroyéndole las venas y destrozando el corazón de una de las más ricas culturas europeas. Los valores básicos de la convivencia humana son pisoteados todos los días por las patas viscosas de la cosa Berlusconi que, entre sus múltiples talentos, tiene una habilidad funambulesca para abusar de las palabras, pervirtiéndoles la intención y el sentido, como en el caso del Polo de la Libertad, que así se llama el partido con que asaltó el poder. Le llamé delincuente a esta cosa y no me arrepiento. Por razones de naturaleza semántica y social que otros podrán explicar mejor que yo, el término delincuente tiene en Italia una carga negativa mucho más fuerte que en cualquier otro idioma hablado en Europa. Para traducir de forma clara y contundente lo que pienso de la cosa Berlusconi utilizo el término en la acepción que la lengua de Dante le viene dando habitualmente, aunque sea más que dudoso que Dante lo haya usado alguna vez. Delincuencia, en mi portugués, significa, de acuerdo con los diccionarios y la práctica corriente de la comunicación, "acto de cometer delitos, desobedecer leyes o padrones morales". La definición asienta en la cosa Berlusconi sin una arruga, sin una tirantez, hasta el punto de parecerse más a una segunda piel que la ropa que se pone encima.El País
June 7 2009, 6:43am | Comments »
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UMA DÚZIA DE NOVOS LIVROS
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Como ainda está a Feira do Livro do Porto, eis uma sugestão de uma dúzia de livros recentes, para ler nos feriados de Junho e depois deles, que complementa a dúzia de livros que recomendei a propósito da Feira do Livro de Lisboa. A ordem é alfabética do apelido do autor:- Constantin von Barloewen (Organização), "O Livro dos Saberes", Edições 70Conjunto de entrevistas a um conjunto vasto de pensadores dos tempos de hoje situados em várias áreas (Boutros-Ghali, Gordimer, Gould, Huntington, Lévi-Strauss, Menuhin, Niemeyer, Oz, Prigogine, Terrer, Virilio, Wiesel, etc.), que no seu conjunto forma uma mini-biblioteca do pensamento contemporâneo. Uma frase de Stephen Jay Gould: "A teoria da evolução, como a ciência em geral, não toca nas questões ligadas à religião e, consequentemente, não responde a estas". - João Furtado Coelho (organização e apostilhas), "Almada dixit", Livros HorizonteMuito útil dicionário de citações de Almada Negreiros, o autor do "Manifesto Anti-Dantas" e de tantos outros textos notáveis, com prefácio de José Augusto França. Contém frases provocantes. Uma delas: "O anónimo sabe ver. É até condição para saber ver: ser anónimo. Mas proceder como anónimo é contra as regras do jogo".- Clara Pinto Correia, "A Maravilhosa Aventura da Vida", PresençaÚltimo livro, pequeno e agradável de ler, de uma das mais prolixas divulgadoras de ciência portuguesas. É o segundo volume da colecção "Aventura da ciência", inaugurada por uma obra do astrónomo português João Lin Yun, sobre aquecimento global.- José Ortega y Gasset, "Meditação sobre a Técnica", Fim de SéculoFrase do filósofo espanhol na contracapa dá uma boa definição de técnica: "A técnica é o contrário da adaptação do sujeito ao meio, dado que é a adaptação do meio ao sujeito".- José Gil, "Em busca da Identidade. O desnorte", Relógio d'ÁguaUm dos filósofos portugueses mais conhecidos da actualidade retoma a questão da identidade nacional, já abordada em "Portugal hoje: O medo de existir". Ao ler-se Gil sobre a avaliação dos professores, não pode deixar de se notar a sua lucidez: "(...) O interesse do governo é, antes do mais, cumprir a racionalidade orçamental, levando dezenas de milhares de professores a abandonar a escola. Através, afinal de um sistema educativo em que avaliar significa desnortear, desanimar, dominar, humilhar, desprezar os professores, os alunos e a educação."- Heinz Halm, "Os Fatimidas e as suas Tradições de Ensino", BizâncioUm professor alemão de estudos islâmicos discute as contribuições Fatimidas (a dinastia árabe que reinou no norte de África e no Egipto por volta do ano 1000 da era cristã) para a civilização islâmica e afinal mundial. Os árabes estão mesmo aqui ao lado e sabemos tão pouco sobre a sua cultura...- Michel Onfray, "A Potência de Existir. Manifesto hedonista", Campo da ComunicaçãoA capa resume com algum exagero: "Uma nova perspectiva de uma sociedade libertária apresentada pelo mais irreverente e controverso filósofo contemporâneo europeu." Onfray é o autor do "Tratado de Ateologia" saído na Asa em 2007.- Alírio Queiroz, "A recepção de Freud em Portugal (1900-1956)", Imprensa da Universidade de CoimbraTese de mestrado discute, entre outras, as posições de Egas Moniz, Sobral Cid, Fernando Pessoa e Fernando Namora face a Freud e à psicanálise.- Ana Cláudia Santos, "Poesia e Ciência Nova. O conhecimento segundo Giambattista Vico", Campo da ComunicaçãoMais uma vez a capa resume: "A prioridade da poesia e da imaginação no conhecimento das coisas humanas segundo o grande filósofo anti-cartesiano do século XVIII". É um volume que ajuda a ler a "Ciência Nova", de Vico, editada pela Gulbenkian em 2005.- Gonçalo M. Tavares, "O senhor Swedenborg e as investigações geométricas", CaminhoÚltimo livro de um dos ficcionistas portugueses contemporâneos mais originais, que é essencialmente uma republicação de "Investigações Geométricas", edição do Teatro do Campo Alegre, do Porto. Trata-de ficção aforística com base em figuras geométricas.- Vasco Pulido Valente, "Portugal. Ensaios de História e de Política", AletheiaConjunto de textos do bem conhecido historiador e cronista já publicados em diversas revistas e jornais, que aqui, sob a forma de livro, ganham unidade e dignidade. Não só é um gosto ler o português de Pulido Valente como se aprende bastante sobre a nossa história moderna e contemporânea.- Richard Watson, "Ficheiros do Futuro", CaleidoscópioSempre me interessei por prospectiva, a ciência e arte de prever o futuro. Este livro de um futurólogo norte-americano é um dos mais interessantes dos últimos tempos. Uma frase: "O grande problema do futuro é que teremos de viver nele". Sai do prelo da editora que publicou recentemente "A Mentira do Aquecimento Global" de Roy Spencer.
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June 7 2009, 6:09am | Comments »
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Aprendizagens
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Professional Learning inthe Learning Profession:Aqui
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June 7 2009, 6:03am | Comments »
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HOME
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Extraordinário filme da autoria do realizador francês Yann Arthus-Bertrand, é constituído por paisagens aéreas do mundo inteiro e pretende sensibilizar a opinião pública mundial sobre a necessidade de alterar modos e hábitos de vida a fim de evitar uma catástrofe ecológica planetária.
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June 6 2009, 5:23pm | Comments »
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Focus group
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O que é?Os focus group são constituídos para se obter uma visão rápida da opinião de um grupo de pessoas sobre um determinado assunto. Esta opinião é depois considerada representativa da opinião pública em geral. O focus group funciona, para a escola, então, como um grupo experimental.Para que serve?Os focus group reúnem em qualquer sítio entre 6 a 20 pessoas, representando como que uma sondagem de opinião. Por exemplo, um focus group de vinte pais pode ser seleccionado para representar as ‘opiniões dos pais’ como um todo. As perguntas e a discussão subsequente procuram dar a conhecer, tão honesta e detalhadamente quanto possível, as opiniões desse grupo de actores. Esta estratégia, muito utilizada por empresas de marketing e governos na concepção de políticas, tem a vantagem de ser económica e eficaz, de proporcionar dados qualitativos e posterior investigação, mas é menos fidedigna que os questionários que dão uma amostra maior, e possivelmente mais representativa.Como fazerÉ importante definir critérios para a selecção de pessoas que são convidadas a fazer parte do focus group, e estes dependem dos objectivos da investigação. Se o focus group são os pais, eles devem ser um grupo representativo e incluir aqueles pais que normalmente não vão à escola, tal como aqueles que vão, porque eles são muitas vezes as vozes silenciosas que não são ouvidas. É importante que as pessoas possam discutir os assuntos em pormenor para descobrirem o máximo possível sobre suposições e expectativas, por isso é preciso encontrar um tempo em que todos possam estar presentes. Se há vários grupos, é útil formular uma lista de perguntas para que possam ser feitas em todos os grupos. Os resultados dos diferentes grupos devem então ser reunidos. Por vezes é necessário recorrer a um processo de validação, em que os resultados são devolvidos aos focus group para que estes verifiquem que o que está escrito representa fielmente as suas opiniões.Como funciona?As escolas que utilizaram esta metodologia reuniram amostras de pais e alunos e serviram-se da técnica de brainstorming e discussão para explorarem os temas que preocupavam a escola. As escolas tiveram dificuldades em conseguir amostras de pais, por isso foi necessário ter cuidado para conseguir obter uma opinião que fosse bastante representativa. A gestão destas sessões também requer uma habilidade considerável para que as pessoas não sejam influenciadas num determinado sentido e possam expressar as suas ideias livremente e sem censuras. É aqui que o amigo crítico pode desempenhar um papel importante, neutral e facilitador.Numa escola irlandesa, os focus groups foram utilizados para avaliar a função do sistema tutorial (sistema segundo o qual um professor tem a responsabilidade sobre uma turma com a qual se encontra diariamente). Os professores foram divididos em quatro grupos, cada grupo reuniu quatro vezes para avaliar o funcionamento do sistema à luz das necessidades dos alunos. Isto foi complementado com um questionário a uma amostra de vinte cinco por cento dos alunos sobre a sua experiência do sistema tutorial.Um outro modo de dar continuidade à actividade é promover discussões de grupo para analisar e interpretar os resultados do questionário. Por vezes, estas discussões envolvem alunos, professores e pais em grupos separados, por vezes em grande grupo, reunindo conjuntamente todos os actores. O uso de afirmações provocatórias como forma de orientar a discussão foi uma técnica utilizada na Finlândia, mas, uma vez mais, este procedimento exige grande habilidade e cuidado.inHistória de Serena, ob citada
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June 6 2009, 4:10pm | Comments »
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Objectividade: invenção de professores
http://dererummundi.blogspot.com/2009/06/objectividade-invencao-de-professores.html
«Estamos no final da era da razão […]. Um novo período de explicação mágica do mundo está a nascer, uma explicação baseada mais na vontade do que no conhecimento. Não há verdade, nem no sentido moral nem científico […]. A ciência é um fenómeno social e, como tal, é delimitada pelos benefícios e malefícios que possa causar. Com o slogan de ciência objectiva, o professorado apenas se queria libertar da indispensável supervisão do estado. Aquilo que se chama crise da ciência não é mais do que esses senhores estarem a começar a ver por si mesmos o caminho errado a que foram conduzidos pela sua objectividade e pela sua autonomia». Estas palavras, de tom apelativamente pós-moderno, são de Adolfo Hitler e quem no-las recorda é Gerald Holton, no livro A cultura científica e os seus inimigos, publicado entre nós pela Gradiva em 1998. Holton enquandra-as do seguinte modo(página 46): “Num estudo clássico, Alan Beyerchen identificou (…) pilares fundamentais da ciência ariana. Encontramos aí temas que nos lembram desconfortavelmente aqueles que se encontram de novo na moda. Uma parte da ideologia associada à ciência ariana era claro, a de que a ciência é, como agora dizem, basicamente uma construção social, de modo que a herança racial do observador «afecta directamente a perspectiva do seu trabalho». Cientistas de raças indesejáveis, portanto não serviam; de preferência, deviam ser ouvidos apenas aqueles que estivessem em harmonia com as massas, o Volk. Mais ainda, esta visão völkisch encorajou o uso de não especialistas, ideologicamente seleccionados, como participantes em apreciações de assuntos técnicos (…). O carácter internacional dos mecanismos de consenso utilizados para chegar a acordo em questões científicas era também detestável para os ideólogos nazis. O materialismo mecanicista (…) devia ser banido da ciência e a física teria de ser reinterpretada como dizendo respeito ao espírito, e não à matéria. «Os aderentes à física ariana baniram assim da ciência a objectividade e o internacionalismo. […] A objectividade em ciência era meramente um slogan inventado por professores para proteger os seus interesses» Em boa hora, nas comemorações do 65.º aniversário do desembarque das forças aliadas na Normandia, Barack Obama pediu que as lições desse desembarque não sejam esquecidas. E afirmou: "num momento de perigo máximo e no meio das circunstâncias mais terríveis, homens que se achavam normais descobriram que poderiam fazer o extraordinário". Se se pensar bem, o extraordinário que esses homens, quase todos jovens, fizeram foi enfrentar a morte para salvar a Razão. Devemos-lhe isso e a obrigação de a manter, o que talvez seja a maior das lições que podemos retirar do Dia D.
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June 6 2009, 3:41pm | Comments »
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Os professores têm de ser professores
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A jornalista Bárbara Wong perguntou a Ana Maria Bettencourt o seguinte: “Os professores queixam-se por acumular muitas competências como ser psicólogo, assistente social, terapeuta...”. A actual presidente do Conselho Nacional da Educação respondeu: “Mas, os professores têm que ser um bocadinho disso tudo. Há três componentes na missão do professor. Uma é mudar o paradigma do trabalho dentro da sala de aula: mais trabalho e mais acompanhamento aos alunos. A segunda é que o professor tem que ter função de tutoria, de enquadramento e apoio ao aluno; ajudar um aluno com crise pessoal ou que não consegue aprender. A terceira componente é o trabalho em equipa.”Não, não "têm que ser um bocadinho disso tudo". Os professores não podem ser psicólogos, nem assistentes sociais, nem terapeutas… nem outra coisa qualquer. Os professores têm de ser professores.E nem sequer devem tentar ser outra coisa a ser não professores, pois, caso contrário, estarão a interferir ilegítima e ilegalmente na esfera de actuação profissional de outrem. Além disso, por certo, vão cometer erros, uma vez que, para desempenharem tarefas que não lhe competem, disporão apenas do amável bom-senso, que, em matéria de educação, vale muito pouco.Como está estabelecido, cada uma destas profissões requer formação específica e certificada, que, uma vez obtida, autoriza os profissionais a exercê-la, com exclusão de outrem.Os professores são formados para serem professores e é isso que, como sociedade, lhe temos de pedir e nada mais do que isso.E o que é que isso significa?Significa, antes de mais, ensinar conhecimentos (científicos, artísticos, literários, filosóficos, axiológicos…), com intenções cognitivas, relacionais, morais… muito precisas, e recorrendo a metodologias eficazes.Nessa função de ensinar, obviamente que têm de acompanhar e apoiar os alunos, mas esse acompanhamento, mesmo que tutorial, e mesmo que requerendo trabalho em equipa, é do foro pedagógico-didáctico e não de outro. Por exemplo, “ajudar um aluno com crise pessoal” será da competência do psicólogo, não da sua.Não tem o professor o dever de estar atento aos seus alunos? Sim, tem. Trata-se, aliás, de um especial dever de cuidado que, à semelhança de outros profissionais que lidam com pessoas, de forma alguma pode negligenciar. Mas esse dever circunscreve-se à identificação de sinais de risco e à colaboração com outros profissionais, quando tal se justificar, não é a essência da sua profissão.
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June 6 2009, 12:32pm | Comments »



