Texto de João Boavida, antes publicado no jornal As Beiras.Há uma passagem no Khadji-Murat, de Tolstoi, capaz de nos ensinar alguma coisa. No primeiro dia de 1852, Nicolau I, o czar de todas as Rússias, recebeu o ministro Tchernichov, para despacho, e nos documentos vinha o relatório dum roubo dos militares da logística. Pondo o imperador a folhear, com enfado, os documentos, Tolstoi escreve: «O soberano estava certo de que toda a gente roubava. Sabia que era preciso castigar os militares (…) mas sabia também que isso não impediria aqueles que ocupariam os lugares dos demitidos de fazer o mesmo. A natureza dos funcionários consistia em roubar, enquanto o seu dever consistia em castigá-los». E Nicolau I, ele próprio um devasso prepotente e cruel, comenta: «Aparentemente, temos um único homem honesto na Rússia – disse. Tchernichov percebeu logo que o tal único homem honesto na Rússia era o próprio imperador, e sorriu com aprovação. – Provavelmente sim, Vossa Excelência».Estamos numa estrutura circular, ou seja, sem saída. Os funcionários são corruptos e o imperador castiga-os, mas os substitutos serão igualmente venais, e por isso serão demitidos. Contudo os seguintes também roubarão, e portanto serão punidos, e assim sucessivamente. Não admira que o imperador esteja cansado de fazer esta justiça uma vez que as punições não têm efeito.Quando antigamente os filhos eram tratados a sovas contínuas, dizia-se que ficavam “malhadiços”, ou seja, indiferentes à pancada. E sobretudo mal-educados: desconfiados, vingativos, rancorosos, hipócritas e duros. Incapazes de sentimentos de amor saudável, viviam no medo, até ao dia em que eles mesmos se tornavam cruéis para com os mais fracos e o ciclo recomeçava.Em ambos os casos estamos em circuitos punitivos, não educativos. A educação é uma abertura e não uma clausura, é uma libertação, não uma condenação. Pode parecer o contrário, porque regras e obrigações são entendidas hoje como feitas para nos prender e atrofiar. Quando cada um se acha com direito a fazer o que quer, toda a norma parece uma afronta e uma asfixia. Mas a sabedoria dos séculos diz-nos o contrário. O princípio - ou a regra que funcione como princípio - dá à minha acção possibilidades de participar numa ordem superior, de alcançar dimensão universal, ou tendendo para isso. A minha individualidade entra em comunhão com as outras, pode criar uma harmonia que me transcende, e por isso, simultaneamente me enquadra, me defende e me aperfeiçoa.Sujeito aos caprichos, pelo contrário, fazendo da minha vontade do momento a regra, rapidamente me enleio em actos e ideias que me põem em conflito comigo e me impedem a respiração moral e mental.A educação tem que ter princípios, inteligentes, sensatos e humanos, mas que nos obriguem. E o educador tem que encarnar esses princípios, ser o representante e defensor deles aos olhos do educando. E ser coerente e exemplar. Se assim não for não há possibilidade de emenda e menos ainda de aperfeiçoamento pessoal.Na mesma audiência havia o caso dum estudante polaco que, depois de várias reprovações numa disciplina, atacara o professor ferindo-o ligeiramente. O imperador, alimentando o velho ódio entre polacos e russos despachou o seguinte: «Merece a pena capital. Mas, graças a Deus, não temos a pena capital. E não serei eu a introduzi-la. Fazê-lo passar doze vezes por mil pessoas com chibatas». Diz Tolstoi: «Nicolau sabia que doze mil chibatadas não significam apenas uma morte certa e torturante, mas ainda uma crueldade excessiva, visto que bastavam cinco mil para matar o homem mais forte».Com “educadores” assim a doença social transforma-se em septicemia. Foi o que aconteceu.
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A deseducação em círculo
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June 6 2009, 8:41am | Comments »
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Altruísmo
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A crónica de hoje de Miguel Santos Guerra:El filósofo Javier Sádaba acaba de publicar un interesante libro que se titula “La vida buena. Cómo conquistar nuestra felicidad”. En uno de los capítulos habla de los enemigos de la felicidad, entre los que cita el aburrimiento, la abusiva presencia de “el otro” y el egoísmo.. Dice, entre otras muchas cosas, este vasco afincado desde hace años en Madrid: ”Más allá de la capacidad social y de la simpatía, hay un argumento poderoso para no ser egoísta, en sentido estrecho, y sí altruista. Se trata de los sentimientos morales. Siendo altruistas y dando vacaciones al egoísmo, nos sentiríamos mejor, seríamos más felices”.Traigo a colación esta cita porque hace unos días llegué desde Valencia a Madrid para enlazar con otro vuelo que me llevase a Málaga. Tenía por delante tres horas y media de espera parapara realizar la conexión. Pensé que, si me acompañaba la suerte, quizás podía viajar en un vuelo anterior que se hubiese retrasado y ahorrarme esa larga espera. Al llegar al aeropuerto vi en la pantalla que, en efecto, el vuelo de Málaga tenía una hora de retraso y podía viajar si me admitían en él. Acudí apresuradamente al mostrador de atención al cliente y expliqué mi situación a la azafata que, con cara de pocos amigos, me escuchó sin pestañear:- Eso no se puede hacer. El vuelo está cerrado.- - ¿Cómo que no se puede hacer, si a mí mismo me lo han hecho otras veces?- - Sólo se puede hacer cuando se ha pagado tarifa de primera clase y usted tiene una tarifa reducida.- - Luego técnicamente se puede admitir a un pasajero aunque el vuelo esté cerrado.- - Le digo que no se puede.- - ¿Y si lo solicito en la entrada del avión?- - Vaya si quiere, pero ya le digo que es inútil.Fui corriendo al mostrador en el que un joven comprobaba la identidad de los pasajeros y las tarjetas de embarque. Le expliqué mi situación y le pedí, por favor, que me admitiese en ese vuelo que no era el mía pero que me permitía llegar al, destino tres horas antes. Me dijo que no había ningún problema.- Espere al final y le diré el asiento que tiene.- Le di las gracias. En el vuelo de regreso a Málaga saqué unas hojas y redacté estas líneas que ahora estás leyendo. Me preguntaba por esa actitud básica de las personas que, de forma antagónica, hace que unas estén en disposición de ayudar al prójimo y otras en la de complicarle la vida.- Si puedo, te ayudaré, dicen unos.- Si puedo, te fastidiaré, dicen los otros.- Me preguntaba qué le había llevado a la azafatxa a negarme un favor que no costaba dinero, ni esfuerzo, ni tiempo alguno. Un favor que no causaba ningún perjuicio a terceros y por el que ella no corría ningún tipo de riesgo alguno.No le llevó a mantener esa postura el cumplimiento celoso de la norma ya que técnica y legalmente se podía hacer lo que le pedía. Lo cual significa que desconoce lo que se puede y no se puede hacer. O, lo que es peor, me engañó al decirme que no era posible embarcar en ese vuelo.Estoy hablando de la actitud. Podía haber consultado, podía haberme enviado a sus jefes, podía haber llamado a quien atendía el embarque… Pero no hizo nada de eso. Podía haberme dicho con una sonrisa que lo sentía y podía haberme animado para que lo intentase en la puerta de embarque. La impresión que tuve es que le importó un comino la demanda y que incluso se alegró de no poder atenderla.Y es a esto a lo que voy. A la pregunta de por qué unas personas fraguan una actitud hostil y otras una de actitud empática hacia el prójimo. Puede ser que se deba a cómo las personas han sido tratadas por la vida, por la familia, por los amigos y por las personas en general. Pero no del todo. Porque conozco a personas a quienes ha mimado la vida y que no soportan a sus semejantes. Otras sin embargo, han sido castigadas por su historia y están siempre dispuestas a la ayuda.De lo que estoy seguro es de que las personas que tienen una actitud altruista hacia los demás son más felices. Hablo de actitud básica porque sé que las personas no se dividen de una forma tan radical en personas que benefician al prójimo siempre y personas que lo perjudican siempre que pueden. Unos y otros, excepcionalmente, cruzan el signo de sus actuaciones. Pero sustancialmente creo que se puede reconocer a personas de un tipo y del otro. He visto esta postura bipolar en tantas ocasiones que me lleva a pensar que cada uno va forjando en la vida esta actitud básica hacia sus semejantes.Fonte
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June 6 2009, 8:04am | Comments »
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Temas clássicos na ficção - 2
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A semana que se aproxima é, para alguns dos leitores do De Rerum Natura, mais ligeira de trabalho, uma boa oportunidade para pegar um livro de aventuras e espionagem.José Ribeiro Ferreira sugere-nos O Dossier H, de Ismail Kadaré, publicado em 1991 pela Difusão Cultural, que nos conduz a Homero e ao seu tempo, dissertando sobre a origem da sua escrita..."Dois investigadores universitários, partidos de Nova Iorque, chegam à Albânia para estudarem o folclore local e gravarem em fita magnética as recitações dos últimos rapsodos itinerantes, procurando apoiar e comprovar desse modo a teoria de que Homero, para compor a Ilíada e a Odisseia se baseara em epopeias transmitidas pela tradição oral ou, talvez melhor, não passara de um compilador – uma doutrina que hoje está abandonada ou tem poucos adeptos. Aos poucos os dois estudiosos vão notando os pontos de contacto, as semelhanças e os paralelismos de cenas e figuras, de fórmulas e conceitos entre os Poemas Homéricos e as epopeias orais albanesas que ouvem e gravam.Ao projecto deram os investigadores o nome de O Dossier H – evidentemente “o dossier Homero” – que as autoridades políticas albaneses interpretam como um caso de alta espionagem, agindo em conformidade com tal pressuposto: seguem os dois estudiosos nos mais ínfimos pormenores e dificultam os seus passos e actuação… Até que tudo termina com a destruição do gravador e das fitas gravadas, inutilizando o longo trabalho de meses. José Ribeiro Ferreira
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June 6 2009, 4:16am | Comments »
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Altruismo
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El filósofo Javier Sádaba acaba de publicar un interesante libro que se titula “La vida buena. Cómo conquistar nuestra felicidad”. En uno de los capítulos habla de los enemigos de la felicidad, entre los que cita el aburrimiento, la abusiva presencia de “el otro” y el egoísmo.. Dice, entre otras muchas cosas, este vasco afincado [...]
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June 5 2009, 11:00pm | Comments »
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Registo
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Há pouco mais de dois anos no "ar". 500 000 visitantes. Quase um milhão de 'páginas' vistas. Lugar de encontro para muitos leitores. Cumprindo a missão de divulgar, nas breves sobras do tempo, algo que me marcou e que pode ter um 'interesse público'. Sem insultar pessoas. Sem ataques pessoais. Mais interessado em criticar comportamentos, práticas, ideologias, absurdos. Em felicitar o que o merece (e no saldo, o livro de felicitações tem bastantes mais páginas que o livro das reclamações). Porque, apesar de tudo, a vida é maravilhosa. Sem recorrer à calúnia e à máscara do disfarce. Um estilo e um modo de vida.
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June 5 2009, 4:35pm | Comments »
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Tillsammans
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Juntos. Juntos. Together. Ensemble. Xuntos. Együtt. Samen. Sammen. Juntes. Insieme. Juntos. Junts. Insieme. Together, again. Juntos, de nuevo. Zusammen. Còmhla. Tillsammans.
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June 5 2009, 4:33pm | Comments »
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When the Stars Go Blue
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Pausa breve.
June 5 2009, 4:12pm | Comments »
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Evitar o risco de «Motivação Babel» ou a ausência de objectivos comuns partilhados
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A motivação encontra a sua essência na capacidade de estar em projecto. Todavia, neste processo, se a dimensão temporal é fundamental, a relação com os outros é essencial. O indivíduo raramente se motiva sozinho e o ambiente social influencia consideravelmente os seus comportamentos. A noção de «Motivação Babel» traduz a ausência de objectivos comuns e partilhados ao serviço de um impulso colectivo. Para lutar contra este risco frequente no seio das organizações é essencial favorecer uma visão colectiva e partilhada do futuro. Com efeito, «não há mobilização duradoura, sem uma vontade colectiva associada a uma visão do futuro» sublinha MICHEL GODET, prospectivista e professor no CNAM. A definição e a fixação dos objectivos perseguidos em comum geram a motivação para os realizar. Ibidem
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June 5 2009, 4:11pm | Comments »
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O contributo da teoria da equidade de ADAMS
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Diferentes teóricos tentaram analisar a noção de equidade. A teoria da dissonância cognitiva de FESTINGER inspirou a teoria de ADAMS, elaborada em 1963.[1] Para ADAMS, existe percepção de uma injustiça cada vez que existe uma desigualdade entre o rácio compensação-retribuição de um indivíduo e o rácio dos outros. A compensação corresponde ao aspecto financeiro, interesse prestado, assim como o nível de formação e de qualificação. «O sentimento de desigualdade» é fonte de tensão e de reequilíbrio do rácio contribuição-retribuição. Determina uma lógica de proporcionalidade entre esforço e recompensa. A necessidade de equidade leva os indivíduos a procurarem um certo equilíbrio, uma harmonia modificando os seus comportamentos. Cada membro da organização compara-se aos outros e todo o desequilíbrio não justificado implica uma acção de reajuste.Para ADAMS, os indivíduos têm necessidade de se sentirem tratados de forma justa e imparcial em relação aos outros, no seu intercâmbio com a organização. A teoria da equidade desenvolvida por ADAMS, teve um eco importante em matéria de psicologia do trabalho. Permite compreender o processo de comparação social no seio da organização. Para ADAMS, o sentimento de equidade é um aspecto fundamental da relação entre o indivíduo e a sua organização. O ser humano tem necessidade de se sentir tratado de forma justa e imparcial. Toda a injustiça arrasta uma acção para restabelecer o equilíbrio. O modelo teórico de Adams dá relevo ao impacto do sentimento de equidade sobre a motivação. A teoria da equidade assenta no princípio que, em toda a relação de troca, o indivíduo procura estabelecer uma relação entre o que dá e o que recebe. «O sentimento de desigualdade» cria uma tensão cuja intensidade é proporcional à importância da desigualdade sentida. A vontade de reduzir esta desigualdade afecta inevitavelmente a motivação.Para ADAMS, existe uma semelhança entre o processo de troca no quadro das relações sociais entre os indivíduos e as relações comerciais no quadro das transacções do mercado. As diferentes estratégias de redução da desigualdade variam segundo as circunstâncias. O indivíduo pode ser tentado a aumentar o seu esforço se for inferior às vantagens concedidas ou ao trabalho dos outros; de reduzir o seu esforço, se for superior às vantagens recebidas ou ao trabalho de outrem; procurar aumentar as suas vantagens se forem inferiores aos esforços que fornece e aos dos outros. Pode igualmente procurar reduzir as suas vantagens se forem superiores às dos outros e ao seu próprio contributo. Enfim, se o sentimento de desigualdade for demasiado forte, ele pode optar por deixar a sua actividade, demitindo-se.[1] J.S. ADAMS: Inequity in social exchange, New York academic press, 1965.InXavier Montesserrat, ob citada
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June 5 2009, 4:06pm | Comments »
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PORTUGAL E A EUROPA
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O semanário "Jornal de Leiria" publicou um meu depoimento sobre o alheamento dos portugueses em relação às questões europeias. Ei-lo:"Esta campanha eleitoral mostra, de facto, um certo alheamento em relação à Europa. Foram muitos anos em que estivemos fora da Europa e, porventura, a Europa ainda não terá entrado bem dentro de nós.Acresce o facto de a União Europeia neste momento estar numa grande desunião: tem sido difícil, mesmo impossível, conciliar os objectivos nacionais dos vários países com objectivos transnacionais. Claramente falta liderança à Europa.De qualquer modo, acho que a Europa, se não é o nosso passado, é o nosso futuro, tem de ser o nosso futuro, não por não termos outro, mas simplesmente porque é o melhor. Sozinhos seríamos mais pobres em todos os sentidos. Eu não teria nenhum orgulho nisso. Sou europeu e quero sê-lo ainda mais..."
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June 5 2009, 2:03pm | Comments »



