Informação recebida do Museu de Ciência da Universidade de Coimbra (na foto Nuno Peixinho na sala de controlo do telescópio Subaru no Hawai):Junto ao Sol não há só planetas, cometas e asteróides: há centauros, troianos, objectos de Kuiper, plutóides e plutinos, entre outros objectos de nomes estranhos. O astrónomo Nuno Peixinho vai estar no Museu da Ciência da UC hoje pelas 16 horas (entrada livre) para dar a conhecer a face oculta - e perigosa - do sistema em que vivemosÉ a face oculta do sistema solar e pode trazer-nos "consequências catastróficas": o investigador Nuno Peixinho vai estar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) para dar a conhecer os mistérios dos "últimos calhaus a contar do Sol".Especialista no estudo dos pequenos corpos do sistema solar, Nuno Peixinho vai revelar os mais recentes avanços na investigação dos objectos que podem atingir a Terra. É que no sistema solar não há apenas planetas, uma estrela, cometas e asteróides: há centauros, troianos, objectos de Kuiper, plutóides e plutinos, entre outros objectos de nomes estranhos que, embora pequenos e difíceis de observar, podem colidir com o nosso planeta, produzindo "consequências catastróficas"."Os pequenos corpos do Sistema Solar são largamente desconhecidos pelo público em geral. Porém, entre eles, encontramos os asteróides e os famosos cometas. Estes são apenas uma pequena parte do conjunto. Outro objectos, com nomes como centauros ou troianos são também muito numerosos e presentemente muito estudados, dado pouco ainda se saber sobre eles", reconhece Nuno Peixinho, investigador do Centro de Física Computacional e do Observatório Astronómico da UC."Crê-se que a maioria destes corpos têm algum grau de parentesco, mas muito está ainda por determinar. Quase tudo o que se sabe sobre estes pequenos corpos é obtido estudando a luz que estes reflectem do Sol", avança. De resto, explica o investigador, "o sistema solar está repleto de pequenos corpos muito difíceis de observar devido, precisamente, às suas pequenas dimensões, com nomes mais ou menos exóticos e de difícil pronunciação. São, porém, esses mesmo pequenos corpos que poderão atingir a Terra e trazer consequências catastróficas".Nos últimos anos, têm-se multiplicado, portanto, as descobertas relativas aos pequenos corpos do sistema solar, uma área que Nuno Peixinho tem investigado a fundo. "Para além da órbita de Neptuno existe uma vasta população de pequenos corpos gelados chamada de Cintura de Kuiper. Especulou-se sobre a sua existência na primeira metade do século XX, mas o assunto acabou por cair no esquecimento. A sua surpreendente descoberta em 1992 abriu uma nova janela para as Ciências Planetárias. Em apenas 17 anos identificaram-se mais de 1300 destes objectos e 'perdeu-se' um planeta [Plutão, que deixou de ser considerado como tal]", explica.O que são afinal "os últimos calhaus a contar do Sol"? Como foram descobertos? De que são feitos? Como são estudados e que avanços se têm registado no seu estudo? Estas são algumas das questões que Nuno Peixinho irá explorar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra.Pensada para o público em geral, a sessão "Os Últimos Calhaus a Contar do Sol" é a quarta do ciclo "Astronomia à Terça" que, no âmbito das comemorações do Ano Internacional da Astronomia (AIA2009), já levou a Coimbra Pawel Haensel (Nicolaus Copernicus Astronomical Center, Polónia), Orfeu Bertolami (Instituto Superior Técnico) e Fernando Figueiredo (especialista da UC em História da Astronomia).Licenciado em Física/Matemática Aplicada pela Universidade do Porto e mestre em Astronomia e Astrofísica pela Universidade de Lisboa, Nuno Peixinho é investigador do Centro de Física Computacional e do Observatório Astronómico da UC. Em 2005, doutorou-se em Astronomia e Astrofísica, numa tese repartida entre o Observatoire de Paris (França) e o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa. Possui um Pós-Doc na mesma área de investigação pelo Instituto for Astronomy da Universidade do Havai (EUA), coordenado por David Jewitt, e pelo Grupo de Astrofísica da UC, orientado pelo coordenador nacional do AIA2009, João Fernandes.Depois de Nuno Peixinho, o ciclo "Astronomia à Terça" prossegue a 16 de Junho com uma viagem pela história da medição do tempo, orientada pelo investigador José António Paixão, do Departamento de Física da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
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OS MISTÉRIOS DOS ÚLTIMOS CALHAUS A CONTAR DO SOL
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May 26 2009, 3:15am | Comments »
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O ECLIPSE DE 1919 NO MUSEU DA CIÊNCIA DE COIMBRA
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Na próxima sexta-feira, dia 29 de Maio, pelas 15 horas, os físicos Paulo Crawford e Carlos Fiolhais falam sobre o famoso eclipse de 29 de Maio de 1919 observado na ilha do Príncipe (a expedição britânica ficou na Roça de Sundi, no norte da ilha) no Museu de Ciência da Universidade de Coimbra: notícia aqui.
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May 26 2009, 2:57am | Comments »
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PIRATAS E LADRÕES
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Sobre o tema ora candente (veja-se a popularidade do Partido Pirata na Suécia) da pirataria na Net leia-se este artigo do escritor espanhol José María Guelbenzu no "El País" de domingo: aqui:
May 26 2009, 2:44am | Comments »
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Temas clássicos na ficção - 1
http://dererummundi.blogspot.com/2009/05/temas-classicos-na-ficcao-1.html
Os sistemas de ensino ocidentais, uns mais do que outros, têm reduzido progressivamente o lugar de várias áreas do saber por se considerarem supérfulas, pouco apelativas para "as massas" que frequentam as escolas, sem interesse para a vida quotidiana, etc..Por outro lado, mesmo aqueles que chegam a patamares mais avançados na escolaridade - no nosso caso, secundário e superior -, têm de fazer escolhas quanto ao seu percurso académico as quais afastam necessariamente outras: a opção pelas áreas científicas e tecnológicas, em geral, exlui as humanidades e o contrário também é verdade. A existência de "duas culturas" que não comunicam, denunciada há cinquenta anos por C. P. Snow, continua a orientar a organização do currículo e, afinal, a educação formal.Estas duas razões têm concorrido para deixar muitas pessoas ignorantes, ou praticamente ignorantes, em relação a vários saberes. E muitas mais seriam se não houvesse, por parte de escritores, investigadores, tradutores, editores, cineastas, encenadores, actores e sociedade em geral, a vontade de manter ou tornar certos saberes vivos e partilháveis..Na área da ciência têm-se feito, nas últimas décadas, um excelente trabalho de divulgação, acessível ao grande público que tem sido fundamental para melhorar a "literacia científica", sendo que a ficção não se pode excluír deste resultado.Mas, também as humanidades parecem estar bastante empenhadas em dar a conhecer os seus saberes: com alguma facilidade encontramos obras, de compreensão acessível a todos, de história, de literatura, de filosofia, de cultura clássica....Em relação a esta área e, para ir direita ao assunto deste texto, assinalo que tem surgido um número considerável de livros de carácter ficcional – contos, romances, teatro – sobre temas da cultura e história da Grécia e Roma Antigas.Por gentileza de José Ribeiro Ferreira, professor do Instituto de Estudos Clássicos da Universidade de Coimbra, disponibiliza-se para os leitores do De Rerum Natura, com uma regularidade semanal, informação sobre algumas dessas obras, cuja leitura nos esclarece acerca das origens do nosso pensamento.A primeira a que fazemos referência tem por título Ramsés, é da autoria de Christian Jacq e foi publicada entre nós, pela Bertrand, nos anos noventa. Dois dos cinco volumes que a compõem – O Filho da Luz (1995), O Templo dos Milhões de Anos (1996), A Batalha de Kadesh (1996), A Dama de Abu Simbel (1996), Sob a Acácia do Ocidente (1997) – tratam a Questão Homérica ou têm-na subjacente.“Como o título indica, o escritor e egiptólogo francês explora a vida e longo reinado desse famoso faraó do Egipto. Não é, porém, essa a razão que me leva a uma referência mais longa aos dois primeiros volumes, mas por ecoar na sua acção alguns aspectos da Questão Homérica e a versão menos divulgada do mito de Helena, segundo a qual é um fantasma da rainha de Esparta que vai para Tróia e não ela própria em pessoa – versão que Eurípides utilizou na sua Helena. Em especial nos dois primeiros volumes, com os títulos Ramsés – O Filho da Luz e Ramsés – O Templo dos Milhões de Anos, deparamos com referências aos Hititas, à Guerra de Tróia, à destruição dessa poderosa cidade da Ásia Menor pelos Micénios, os Gregos. Na viagem de regresso à pátria, Menelau passa pelo Egipto e aí encontra a verdadeira Helena, como hóspede dos reis.Contudo, ao contrário do que acontece no mito, ela não pretende regressar a Esparta, mas continuar no Egipto. Só acede a acompanhar o marido para salvar a vida dos reféns egípcios que o Atrida fizera no intuito de obrigar o Faraó a entregar-lhe a mulher. Todavia, libertados os reféns, Helena suicida-se, logo que as amarras se levantam e a armada grega se começa a afastar.Nos navios gregos, com Menelau, vinha Homero que não acompanhará o rei de Esparta na sua viagem de regresso, mas fica no Egipto, sob a protecção de Ramsés. Aí, no país do Nilo, a um escriba desse faraó ditará ele a Ilíada, poema que relata um episódio da referida Guerra de Tróia. E assim o romance de Christian Jacq, incorpora na acção a célebre “tese do ditado”, proposta em 1953 por Albert B. Lord e hoje conta com a relativa aceitação dos estudiosos dos Poemas Homéricos.Deste modo é deslocado para o Egipto o local da composição da epopeia e para o século XIII a.C. a data em que foi realizada, quando hoje se aceita que essa composição se verificou no século VIII como corolário de uma longa tradição de transmissão oral.”José Ribeiro Ferreira
May 26 2009, 2:38am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... terrear.blogspot.com
Do Inacreditável
http://terrear.blogspot.com/2009/05/do-inacreditavel.html
Recebi esta mensagem. Inacreditável.Toca o telefone.- Fui convidada pela DGIDC para ir receber formação sobre o novo programa de LP – ensino básico. Depois vou dar formação nas escolas. Dão uma redução de horário de 50%. Que achas?- !!!- Que achas?Lá lhe disse o que achava. Que isto era Portugal e o ME no seu melhor. Com franqueza disse-lhe que achava inacreditável que uma pessoa não licenciada em Português, incapaz de enviar um e-mail – parte da formação será através de uma plataforma tipo moodle -, que nunca foi formadora, que nunca leu um livro de didáctica, que dificilmente será capaz de ler o programa na totalidade, quando mais estudá-lo, quanto mais percebê-lo, tivesse sido convidada pela DGIDC.Esta é a DGIDC que temos e se calhar, merecemos. De certeza que há mais «formadores» deste jaez convidados. A colega está espantada: como a terão descoberto? (Concordou com tudo o que eu disse). Eu também, e muito preocupado: quem irá aparecer em Lisboa para receber formação de 2 dias? E estas pessoas vão dar formação? É fado nosso.Faz-me tudo isto lembrar um Ministro da Educação dos anos 80 que declarou numa das suas primeiras aparições:- Eu até já dei umas aulas de Português. E disse aonde, etc…Regressa, Eça. Ou melhor, permanece.
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May 25 2009, 4:37pm | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Quatro respostas sobre as campanhas eleitorais online
http://pauloquerido.pt/politica/algumas-verdades-sobre-as-campanhas-eleitorais-online/
O José Pedro Pinto, do Jornalismo Porto Net, enviou-me quatro perguntas no âmbito de uma peça que estava a redigir acerca das campanhas online (ler: Eleições 2009: “Partido sem presença online não é digno desse nome”). As minhas respostas já não foram a tempo de publicação no JPN, mas ficam aqui como contributo para um assunto que, não sendo o principal do debate político, nunca foi tão importante como nesta tripla campanha de 6 meses de duração. 1. Depois da “febre online” com a campanha de Obama, os maiores partidos políticos portugueses começam agora a apostar, de forma maciça, na web para divulgar os seus ideais e políticas. As vantagens passam apenas pela conquista do eleitorado mais jovem, mais ligado às novas tecnologias? Não. A primeira vantagem que os partidos procuram é passar para a comunicação tradicional os sinais de “modernidade” e de “adesão”. Nenhum partido entendeu, sequer, como comunicar com o eleitorado mais jovem presente na Internet — com a excepção provável do Bloco de Esquerda, que é o que tem feito melhor trabalho de forma continuada, desde há anos, e que penetra, graças a esse trabalho mas também à estratégia de proximidade offline, num eleitorado jovem, urbano e intelectualmente mais exigente, que lida cm naturalidade com as tecnologias a que continuamos a chamar de novas apesar da sua provecta idade (a WWW tem 20 anos). Os principais partidos aspiram, aqui, continuar a chegar a algum eleitorado acima dos 40 anos, com formação superior e algum interesse pela vida pública — as pessoas que trocaram a informação televisiva, cada vez mais esterotipada e com propensão à frivolidade, pelo consumo de informação nos sites e de opinião nos blogs. Agora: usar a Internet somente para divulgar ideais e políticas é como comprar um Porsche para andar na cidade: um aparatoso desperdício. O potencial e a versatilidade da rede não são aproveitadas de forma significativa por nenhum dos grandes partidos. Ao contrário, movimentos como o MEP exploraram bem a comunicação reticular. O tempo mínimo de formação do partido é um dos resultados visíveis: passar do zero absoluto a partido formado com expectativa de passar o 1% nas primeiras eleições a que concorre, isto em menos de meio ciclo eleitoral e com o esperável silêncio dos OCS, não teria sido possível sem as redes sociais e uma presença aceitável nelas. 2. Crê, realmente, que esta colagem dos partidos políticos portugueses às estratégias de Obama trarão resultados francamente positivos para as suas campanhas? Não. Creio que é um inútil desperdício de energia e meios. A campanha de Obama resultou por ter um candidato específico e ter sido uma inovação a vários títulos. Mas as lições deviam ter sido aprendidas. Não creio que tenham sido — pelo menos a avaliar pelos resultados até aqui. 3. Se pudesse estabelecer um paralelo entre a aposta na web de PS e PSD (os dois maiores partidos políticos em Portugal), qual dos dois venceria a luta pela conquista do espaço online, no actual contexto? As eleições ganham-se nas urnas. Na web comunica-se. Digam os partidos o que quiserem dizer nesta matéria, em que a falta de instrumentos de medição, e de uma imprensa permite as afirmações mais gongóricas, nenhum o está a fazer com eficácia. Em geral, diria que no arranque o PS ocupou espaços mais depressa e melhor, surgindo já “conhecido” do Google (faça a pesquisa por “Vital” ou por “Rangel”). Mas a rigidez discursiva do PS não é a mais indicada para este meio. E o PSD está a ter melhor blogosfera, o que nos dias que correm já é marcante, pois a blogosfera — a opinião com esteróides — acaba por alimentar a opinião publicada nos OCS. A prova disso é a leitura dos resultados das sondagens pelos órgãos de comunicação social: os números não mudaram significativamente, mas a percepção deles mudou de tom de forma dramática. Contendo basicamente a mesma quantidade de água, ou até um tudo nada menos, o copo passou de meio vazio a meio cheio. Claro que a prestação do cabeça de lista europeu está na origem dessa mudança interpretativa — mas não considero desprezável o contributo da aguerrida e concertada blogosfera de direita para essa alteração do tom das análises. Na realidade numérica, o PSD desceu e a última sondagem é a pior das cinco sondagens relativas às eleições europeias que já se fizeram de Abril para cá. Da primeira para a última as intenções de voto no PSD baixaram 8 décimas e as intenções de voto no PS subiram 12 décimas — ou 1,2 por cento –, logo o fosso entre os partidos aumentou. A realidade interpretativa é outra. Esta última sondagem foi recebida como uma prova de que Paulo Rangel tinha “invertido” a situação de perda do PSD. O uso de expressões como “empate técnico” — tão verdadeiro hoje como em Abril, ainda que um pouco menos legítimo se nos incomodarmos com detalhes como o rigor — surge como uma preciosa muleta não tanto linguística, mas de desejo: o wishful thinking, tão importante em comunicação, gostemos ou não. Não estando disposto a aceitar que jornalistas que conheço e prezo precisem de demontrar que “pensam positivamente” acerca do desempenho do PSD, resta rebuscar nessa dose de “entusiasmo” “feita surgir” pela blogosfera e personificada por um candidato de emérita oratória e lesto na adjectivação, as raízes da mudança de percepção da quantidade de água no copo. 4. Nos dias de hoje, qual das redes sociais mais conhecida pelo público em geral poderá representar a “pedra de toque” na tentativa destes partidos em conquistar o eleitorado: Hi5, Twitter, Facebook…? E porquê? Não me fiaria em nenhuma dessas. No Hi5 não se faz política: namorisca-se e socializa-se. O Twitter tem sobretudo informação a meias com trivialidades e é difícil extrair uma direcção ou um sentimento de um meio tão imediato. O Facebook está na fase “bem”, o que implica que não se debatem ideias, debitam-se chavões e reafirmam-se apoios pré-existentes. Ainda que o Twitter possa, com o impacto que só as mensagens curtas contém, “mexer” alguma blogosfera que nele busca a capacidade de choque e a inspiração para o soundbyte, acredito que o termómetro deve ser colocado na publicação online — os blogs. Talvez olhando para os diversos fluxos — o mediático tradicional, mais os media sociais, como a blogosfera e o Twitter — se possam extrair dados para uma análise menos superficial. Nisso, o dossiê eleitoral do Público, em http://eleicoes2009.publico.pt, procura ir mais longe: constituindo-se como um dossiê informativo de largo espectro — mais nenhum OCS se deu ao luxo de construir um agregador completo, apontando as notícias relevantes MESMO QUE tenha sido a concorrência a dá-las; mas em especial como uma ferramenta capaz de medir o pulso aos diferentes meio, até com o recurso à linguagem gráfica. Realidade diferente implica buscar formas diferentes de a abarcar, para a poder explicar. (Publicação simultânea com Eleições 2009)
May 25 2009, 9:00am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Astronomia na Joanina
http://dererummundi.blogspot.com/2009/05/astronomia-na-joanina.html
Abriu no passado dia 23 de Maio no espaço das Prisões Académicas, na cave da Biblioteca Joanina da Universidade de Coimbra, uma Mostra Evocativa do Ano Internacional da Astronomia. Estão patentes ao público as seguinte obras, indicadas por ordem cronológica de publicação, dos ricos fundos daquela Biblioteca (em particular é exposta uma edição da "Astronomia Nova" de Kepler, de há exactamente 400 anos): COPÉRNICO, Nicolau, 1473-1543Nicolai Copernici Torinensis De revolutionibus orbium coelestium libri VI … Basileae : Ex officina Henricpetrina, 1566.R-52-11SACRO BOSCO, Joannes, fl. 1230Sphaera Ioannis de Sacro Bosco, emendata. Eliae Vineti Santonis scholia in eandem sphaeram, ab ipso auctore restituta. Adiunximus huic libro compendium in sphaeram per Pierium Valerianum ..., et Petri Nonii ... Demonstrationem eorum,... Parisiis : apud Hieronymum de Marnef, & Guilielmum Cauellat, 1572.RB-13-2NUNES, Pedro, 1502-1578Petri Nonii Salaciensis De arte atque ratione navigandi libri duo. Eiusdem in theoricas planetarum Georgij Purbachiij annotationes... Eiusdem De erratis Orontij Finoei liber unus. Eiusdem De crepusculis lib. I cum libello Allacen De causis crepusculorum. Conimbricae : in aedibus Antonij à Marijs, 1573.RB-29-9CLAVIUS, Christoph, 1538-1612Christophori Clavii Bambergensis ex Societate Iesu, In sphaeram Ioannis de Sacro Bosco commentarius ... Lugduni : sumptibus Fratrum de Gabiano, 1593.S.P.-F-2-10BRAHE, Tycho, 1546-1601[Tychonis Brahe Astronomiae instauratae mechanica]. [Noribegae : apud Levinum Usium, 1602].4 A-34-12-8KEPLER, Johannes, 1571-1630Astronomia nova … seu Physica coelestis, tradita commentariis de motibus stellae Martis, ex observationibus G. V. Tychonis Brahe … [S.l. : s.n.], 1609.4 A-26-15-18KEPLER, Johannes, 1571-1630Ioannis Kepleri … Dioptrice seu Demonstratio eorum quae visui & visibilibus propter Conspicilla non ita pridem inventa accidunt. Augustae Vindelicorum : typis Davidis Franci, 1611.4 A-28-11-12COPÉRNICO, Nicolau, 1473-1543Nicolai Copernici Torinensis Astronomia instaurata, libris sex comprehensa, qui de revolutionibus orbium coelestium inscribuntur. Amstelrodami : excudebat Wilhelmus Iansonius, 1617.4 A-26-23-12KEPLER, Johannes, 1571-1630Ioannis Keppleri Harmonices mundi libri V. Lincii Austriae : sumptibus Godofredi Tampachii : excudebat Ioannes Plancus, 1619.4 A-27-23-17KEPLER, Johannes, 1571-1630Prodromus dissertationum cosmographicarum, continens mysterium cosmographicum de admirabili proportione orbium coelestium … Francofurti : recusus typis Erasmi Kempferi : sumptibus Godefridi Tampachii, 1621.4 A-7-1-2BRAHE, Tycho, 1546-1601Tychonis Brahe, … Opera Omnia, sive Astronomiae instauratae progymnasmata … Editio ultima nunc cum indicibus & figuris prodit. Francofurti : impensis Ioannis Godofredi Schonwetteri, 1648.4 A-28-11-7HEVELIUS, Johannes, 1611-1687Johannis Hevelii Epistolae IV. I. De observatione deliquii solis anno 1649 habitâ … II. De eclipsi solis anno 1652 observatâ … III. De motu lunae libratorio … IV. De utriusq[eu] luminaris defectu anni 1654 … Gedani : sumtibus autoris, typis Andreae Julii Molleri, 1654.1-(b)-14-7HEVELIUS, Johannes, 1611-1687Johannis Hevelii Mercurius in sole visus Gedani, anno christiano MDCLXI, d. III Maji, St. n. cum aliis quibusdam rerum coelestium observationibus, rarisq[ue] phaenomenis … Gedani : autoris typis, et sumptibus, imprimebat Simon Reiniger, 1662.2-18-17-8GALILEI, Galileo, 1564-1642Systema cosmicum, authore Galilaeo Galilaei, … in quo quatuor dialogis de duobus maximis mundi systematibus, Ptolemaico et Copernicano … Londini : prostat voenale apud Thomam Dicas, 1663.2-(3)-3-6HEVELIUS, Johannes, 1611-1687Johannis Hevelii Prodromus Cometicus, quo historia, cometae anno 1664 exorti cursum, faciesq[ue] diversas capitas ac caudae accuratè delineatas complectens. Gedani : autoris typis, et sumptibus, imprimebat Simon Reiniger, 1665.3-14-5-3GALILEI, Galileo, 1564-1642Galilaei Galilaei, … Systema cosmicum in quo dialogis IV de duobus maximis mundi systematibus. Ptolemaico & Copernicano, rationibus utrinque propositis indefinitè ac solidè disseritur. Lugduni Batavorum : apud Fredericum Haaring, et Davidem Severinum, 1699.4 A-26-16-3(1)NEWTON, Isaac, 1642-1727Traité d’optique sur le reflexions, refractions, inflexions, et les couleurs, de la lumiere. Seconde edition françoise, beaucoup plus correct que la premiere. A Paris : chez Montalant, 1722.4 A-14-51-18NEWTON, Isaac, 1642-1727Optice sive De reflexionibus, refractionibus, inflexionibus et coloribus lucis, libri três. Editio novíssima. Lausannae & Genevae : Sumpt. Marci-Michaelis Bousquet & Sociorum, 1740.2-10-11-22GALILEI, Galileo, 1564-1642Opere di Galileo Galilei divise in quattro tomi, in questa nuova edizione accresciute di molte cose inedite. In Paduva : nella Stamperia del Seminario : appresso Gio. Manfrè, 1744.1-8-6-9/12NEWTON, Isaac, 1642-1727Isaaci Newtoni Enumeratio linearum tertii ordinis; sequitur illustratio ejusdem tractatus auctore Jacobo Stirling. Parisiis : impensis J. B. M. Duprat, 1797.3-20-10-12
May 25 2009, 8:20am | Comments »
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O Lego como brinquedo
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O Lego foi inventado nos anos de 1930 pelo dinamarquês Ole Kirk Christiansen, que o apresentou como um brinquedo para "brincar bem”.Trata-se, como toda a gente sabe, de um conceito inovador que consiste num conjuntos de peças que encaixam umas nas outras, possibilitando inúmeras combinações, permitindo às crianças obter formas várias, em função da sua imaginação e/ou da reprodução que fazem do real.Este brinquedo de madeira foi um sucesso logo nos primeiros anos da sua comercialização, sucesso que aumentou quando, na década de 50 do séc. XX, passou a ser fabricado em plástico e em larga escala, tendo sido divulgado um pouco por todo o mundo.Coincidiu esta divulgação com a aceitação generalizada de princípios educativos a que vulgarmente chamamos princípios da pedagogia moderna.Um desses princípios – que não é moderno, mas muito antigo –, afirma que as crianças aprendem melhor se lhe forem proporcionadas situações lúdicas, que permitam o divertimento. Luís António Verney, por exemplo, escreveu que “seria preferível o estudo entrar na cabeça dos meninos, sem parecer que estudam mas que se divertem.”.Acresce que os anos de 1960 e seguintes foram muito marcados pela pedagogização do brinquedo. Estratégias comerciais e outras fizeram pais, avós, professores e educadores em geral acreditar que, caso os brinquedos tivessem certas e determinadas características, desenvolveriam a inteligência.Ora, como os adultos estavam nessa altura, e ainda estão, legitimamente preocupados com o desenvolvimento da inteligência das crianças e jovens, o Lego foi rapidamente apropriado pela escola, desde os níveis mais básicos de educação de infância até à universidade, ainda que com fins diferentes.Quando as crianças estão nos primeiros anos de escolaridade, o Lego é recomendado para estimular a concentração, a criatividade, a motricidade, a orientação espacial, a percepção, a cognição. Mas também remete para o conhecimento do mundo, uma vez que incide na construção de objectos (torres, carros, comboios etc.) e de contextos físicos e sociais (cidades, estações de serviço, castelos). Isto no que diz respeito aos módulos mais tradicionais.Módulos mais recentes, criados a partir de histórias clássicas (como A pequena sereia, ou A rainha das neves), ou de histórias mais actuais (como Harry Potter) e de aventuras (como A guerra das estrelas), são recomendados para explorar aspectos morais, afectivos, emocionais...Para anos de escolaridade avançados têm sido criadas, por exemplo, linhas tecnológicas específicas, para que os sujeitos adquiram ou aperfeiçoem competências de design ou de robótica, que requerem um grau de abstracção elevado. Nesta linhas, contam-se criações Lego bastante arrojadas, como aquelas que recriam obras de Maurits Cornelis Escher (na figura).Mas voltando aos primeiros anos de escolaridade, o que podemos dizer acerca da validade do Lego como brinquedo?Ante de mais que, como brinquedo, apresenta uma mais-valia inquestionável que é aquela pela qual se afirmou: permitir que as crianças se confrontem com objectos inacabados, que os manipulem, construam e reconstruam, e que, neste exercício, testem ideias, inventem formas e, eventualmente, criem histórias…Os aspectos questionáveis surgem quando transpomos este brinquedo e a sua lógica de brinquedo para o contexto de sala de aula, sem o integrarmos numa estratégia pedagógica estruturada, crendo que o simples contacto da criança com ele proporciona aprendizagens várias, nomeadamente as que se referem à matemática.Neste particular, parece-nos importante clarificar pelo menos três aspectos:1. A recomendação por idades, que é uma das características do sistema Lego pode levantar problemas, se dermos à criança apenas o que se estabelece que é para a sua idade, não a deixando confrontar-se com desafios cognitivos e emocionais de idades mais avançadas;2. É preciso ter bem presente que aprender em contexto de sala de aula é diferente de brincar. Nas aprendizagens formais é preciso recorrer a metodologias muito direccionadas para o que se pretende que os alunos saibam, devendo, neste caso, o ensino ser muito bem organizado em função dos conteúdos e nas competências que estão estabelecidas no currículo. A ideia de que se aprende a brincar, complementada com a ideia de que se brinca a trabalhar em actividades ligadas às aprendizagens formais, são muito discutíveis e não tem encontrado sustentação em estudos teóricos e empíricos. De facto, a aprendizagem implica esforço e trabalho, o que é muito diferente de brincar. É preferível apostar num modelo educativo que contemple tempos de aprendizagem e tempos de brincadeira. Estes tempos devem estar separados para que a criança tenha a noção de que há um espaço/tempo de trabalho e outro em que pode e tem o direito de brincar livremente.3. Nos guias Lego para professores, faz-se frequente apelo ao aprender fazendo e pela descoberta. O aprender fazendo faz sentido, pois sabemos que o treino/fazer é necessário, mas só se houver subjacente um objectivo muito preciso a orientar o que o aprendiz faz. Por outro lado, sabemos que a descoberta, sobretudo se for deixada à livre e espontânea iniciativa das crianças, se não for guiada pelo professor, tem muitas limitações.Em suma: O Lego poderá contribuir para desenvolver certas aprendizagens escolares – no que respeita ao desenvolvimento de competências cognitivas, sociais e motoras, bem como à aquisição de conhecimentos em várias áreas disciplinares, nomeadamente na matemática – mas não podemos esquecer que estas aprendizagens desenvolvem-se com uma boa didáctica delas próprias. Didáctica que, ela sim, que poderá incluir o Lego e outros recursos.Maria Helena Damião e Maria Isabel Festas
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May 25 2009, 3:51am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... pauloquerido.net
Com orgulho
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Esta é uma história pessoal e breve. “Descobri”, com orgulho, a evolução do sentido de instante da minha filha. Cedo lhe descobri o olhar especial e uma relação com a objectiva que desafiava todo o meu universo empírico e emocional relacionado com a fotografia. Ainda miúda, desprezando a fraca competência de lentes ordinárias, premia o botão e zás, tirava o retrato às pessoas captando a relação entre elas com um pormenor digno de várias sessões de fotógrafo reputado — tudo isto numa fracção, num disparo, num ângulo irrepetível, numa teimosa ingenuidade sobre os factos da fotografia. Hoje descobri o seu trabalho recente — e noto a evolução do olhar, a variação da abordagem, a integração no seu ambiente, mas acima de tudo a firmeza da linguagem própria, agora mais assente, também, no domínio da técnica e no manuseamento de material condigno. Vejo nela a busca da identidade. Dou por mim a admirar as fotografias e esqueço com tremenda facilidade a) tratar-se da minha filha e b) da sua idade. É preciso lembrar-me de fechar a boca e ponho-me a pensar no que sinto e sinto orgulho (e, Catarina, uma pontinha de admiração). Abaixo duas fotos escolhidas com pressa entre dezenas, apreciem mais em oh-darling.net e dntstrss.
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May 25 2009, 2:44am | Comments »
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João Marques passando os olhos por... dererummundi.blogspot.com
Carta aberta ao Ministro Mariano Gago
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Post de Rui Baptista sobre o candente problema das equivalências universitárias causado pelo Acordo de Bolonha: “Há lágrimas espremidas pelas mãos da prepotência e a lei acobarda-se de levar aos olhos dos fracos o lenço que vela os olhos da Justiça” (Camilo Castelo Branco).No seguimento do “Acordo de Bolonha”, as entidades oficiais portuguesas, ao contrário dos países anglo-saxónicos que atribuíram aos três primeiros anos de estudos superiores o grau académico de bachelor (em tradução para português, bacharel) resolveram “alcunhá-lo” de licenciado contra a opinião de sectores importantes da vida cultural nacional. E isto é tanto mais insólito por o grau de bacharel ter longa tradição em terra lusitana (Eça de Queirós era bacharel em Direito), tendo sido recuperado décadas atrás, ainda que em existência efémera de crisálida, em algumas faculdades para os três anos iniciais de estudos.Com a intenção, reconhecida por Adriano Moreira, de “estar nas decisões para não vir a ser apenas objecto delas”, levou a efeito o Conselho Nacional das Profissões Liberais, nos dias 12 e 13 de Novembro de 2004, em Coimbra, um seminário intitulado Reflexos da Declaração de Bolonha. Neste evento, a que assisti como convidado, todos os presentes, em parte representados por docentes universitários de todo o país, manifestaram-se contra a atribuição do grau de licenciado para o ciclo inicial de estudos superiores defendendo o de bacharel. A este clima, não deve ter sido estranho ter pairado no espírito dos presentes uma licenciatura, como disse, também, Adriano Moreira, “com o prestígio da Universidade que lhe deu a primeira credencial de título académico nobilitante”.No ano seguinte, em crítica ao poderes públicos por não terem tido em conta este importante seminário, escrevi em artigo de opinião: “Começo a convencer-me que em Portugal, à sombra de princípios tidos como democráticos, há um prazer sádico dos seus governantes em auscultar os parceiros sociais, mesmo que possuidores de um estatuto de ‘interesse público’, para decidir precisamente o contrário” (Público, 13/06/2005).Em disparates sucessivos, numa altura em que era pedido pelas instâncias europeias “a adopção de um sistema de graus comparável e legível”, viria a ser adoptado, em território nacional, a terminologia de licenciado colocando, com isso, em dificuldade qualquer indivíduo que pretenda estabelecer a comparação e legibilidade entre este nosso grau e o grau de bacharel extra-fronteiras. Deste statu quo dei conta, quando escrevi:“Assim ,julgo – e penitencio-me se estiver errado! - que se desatendeu a uma possível solução a dar aos actuais mestrados outorgados pela universidade, após estudos complementares com a duração de dois anos e apresentação de uma tese. É compreensível o prejuízo que daqui poderá advir passando a haver mestrados com igual ou menor duração das actuais licenciaturas universitárias (Diário de Coimbra, 14/12/2004).E porque, como escreveu George Canning, “para cada problema há uma solução que é fácil, clara e…errada”, não poucas vezes, o desejo de querer ser diferente ou original tem o seu quê de caricato!Corre actualmente na Net a recolha de assinaturas para uma petição a apresentar na Assembleia da República para que aos mestrados universitários antes de Bolonha - quatro ou cinco anos de licenciatura e mais dois anos de estudo com apresentação de tese - seja dada equivalência aos actuais mestrados, em verdadeiro escândalo alguns deles obtidos no ensino politécnico em quatro anos apenas!...Trata-se de uma atitude em que aparece a pedir quem se encontra, como escreveu Jorge de Sena, “privado em extremo de justiça justa”. Assim, a petição deveria incidir, no mínimo, sobre a equivalência das antigas licenciaturas universitárias aos actuais mestrados e a atribuição de uma espécie de pós-graduação aos antigos mestrados universitários que os superiorizasse relativamente aos mestrados actuais. Se outros motivos de qualidade e exigência curricular não houvesse, uma simples conta de somar justificaria uma petição destas e a sua mais que justa aprovação na Assembleia da República. Mas menos do que isto deixará um travo amargo na boca por transportar para os dias de hoje o desalento de Manuel Laranjeira : “Num povo onde essa minoria intelectual, que constitui o capital de orgulho de cada nação se vê condenada a cruzar os braços com inércia desdenhosa, ou a deixá-los cair desoladamente sob pena de ser esterilmente derrotada” (in Jornal “O Norte”, 1908).Mas a proposta desta praxis (ou seja, aquilo que os filósofos gregos tinham como “a acção comum tendo em vista os melhores objectivos para a cidade” ) devia ser assumida pelo próprio ministro Mariano Gago para libertar o Portugal democrático da má sina em procastinar um problema nacional que deveria já ter merecido uma solução justa, rápida pronta, eficaz por parte dos homens com assento na Assembleia da República com o voto do povo. A dignidade dos antigos diplomas da universidade portuguesa assim o deve exigir como um princípio ético e um direito inalienáveis!Rui Baptista
May 25 2009, 12:49am | Comments »







