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gamificação na educação (rascunho)

Posted on | April 12, 2016 | No Comments

“the use of game design elements in non-game contexts”. (Deterding et al., 2011)

definição: utilização de elementos do design do jogo em contexto de não-jogo

principais objectivos da utilização da gamificação em contexto educativo:

  • aumentar a motivação e o comprometimento com a aprendizagem;
  • diminuir a indisciplina.

o que é?
o que significa?

áreas de aplicação.

diferenças entre os termos gamificação e aprendizagem baseada em jogos.

benefícios de jogar videojogos:

  • cognitivos;
    • melhoram a atenção, a concentração e o tempo de reação;
  • motivacionais;
    • reforçam a teoria de uma inteligência incremental, em vez de entitária;
  • emocionais;
    • induzem estados de humor positivos, existem estudos que demonstram que podem ajudar a desenvolver mecanismos de controlo das emoções;
  • sociais;
    • desenvolvem competências sociais em caso de jogo em parceria ou multi jogadores;

benefícios para educação:

  • aumentar a motivação e o comprometimento com a aprendizagem;
  • diminuir a indisciplina
  • controlo e respostas instantâneas.

 

 

principais aplicações.

alguns exemplos de utilização.
quais as suas principais vantagens?

textos sobre gamificação.

apresentações sobre gamificação.

vídeos sobre gamificação na educação:

hiperligações sobre gamificação

http://ois.sebrae.com.br/boaspraticas/gamefication-aplicacao-da-logica-de-jogos-na-educacao/

http://www.ebc.com.br/tecnologia/2013/01/gamificacao-da-pedagogia-como-os-jogos-podem-auxiliar-no-processo-de-aprendizagem

 

voltar à escrita

Posted on | April 4, 2016 | No Comments

de volta à escrita.

às leituras.

organizar leituras, escritas, livros, estantes, fotos, posts.

 

15 anos não são 15 dias

Posted on | July 30, 2015 | No Comments

Hoje é o meu ultimo dia na escola.
Mais ou menos por esta altura há 15 anos atrás e enquanto passeava pela baixa de coimbra com um amigo/irmão recebo um telefonema. do outro lado da linha alguém se identifica e me questiona se ainda estou interessado no lugar para o qual havia enviado curriculum uns dias antes.
os calções, as sandálias e a t-shirt que vestia obrigaram a uma viagem a casa dos meus pais para vestir, por ordem expressa do filipe, algo mais adequado a uma entrevista de emprego.
a entrevista decorreu à volta de uma mesa redonda e recordo uma conversa serena que passou por diferentes assuntos entre os quais o meu pediatra….(“se é da pampilhosa, deve conhecer….”)
um ou dois dias depois a mesma voz que me havia convidado para a entrevista informava-me que tinha sido escolhido para o lugar. (nessa mesma noite, a horas bem tardias, o sr diretor de uma outra escola convidava-me para começar a trabalhar a 1 de setembro…recusei o convite por ter já aceite o anterior).

do primeiro dia de trabalho recordo a primeira pergunta daquele que foi, durante estes 15 anos, o meu delegado…”és, como é óbvio, da Académica?”

foram 15 anos marcados por momentos muitos bons e outros nem por isso.
15 anos em que acompanhei 3 turmas do 7º ao 12º ano na disciplina de matemática. 15 anos em que vi crescer meninos e meninas. em que acompanhei o percurso profissional e académico de tanta gente. alguns dos meus ex-alunos são hoje médicos, professores, psicólogos, engenheiros informáticos, juristas, bioquímicos, biólogos, deputados….e tantas coisas mais…vou acompanhando o percurso de cada um deles…
é com orgulho que ainda recordo o nome completo dos meninos e meninas da primeira turma que acompanhei durante 6 anos.
fui professor de informática em turmas do 7, 8º, 9º e 10º e ainda em cursos de educação e formação e em cursos vocacionais.
fui coordenador do secretariado de exames durante 12 anos ou 13 anos, coordenador substituto 1 ou 2 anos
integrei a equipa responsável pela elaboração dos horários durante 12 anos. primeiro realizados nuns deliciosos mapas em papel e, mais tarde, depois de estudadas algumas ferramentas informáticas, e encontrada pelo meu saudoso Hugo, uma ferramenta fantástica ainda hoje utilizada.
construí os primeiros cartões da escola, de almoço e de transporte impressos e plastificados pela equipa de horários.
colaborei activamente na informatização da escola, quer com a primeira plataforma quer com a que hoje é utilizada.
colaborei na introdução dos quadros interativos multimédia, de que continuo acérrimo defensor, na introdução da plataforma de sumários electrónicos.
fiz parte do grupo responsável pela formação interna.
realizei estudos estatísticos sobre os resultados escolares.

entrei como professor de matemática, com a licenciatura acabada de terminar e saí como professor de matemática e informática (nos 15 anos escola em 11 fui estudante universitário)

saio cansado mas com o sentimento de dever cumprido.
levo amigos para a vida, quer entre os colegas quer entre outros funcionários.
deixo um especial agradecimento ao meu delegado e amigo. por tudo o que me ensinou durante todos estes anos. pela forma como sempre me tratou. pelo exemplo de ética que constitui para mim. fui, durante três anos, professor do seu filho. nunca lhe ouvi uma palavra crítica em relação ao meu trabalho durante esse tempo (e teria com toda a certeza razões para o fazer).
aos amigos de coração que fiz deixo apenas um até já.
o sul espera-me mas serei amanhã e sempre aquilo que fui durante estes anos.
portem-se se mal.
contem comigo.

Das palavras dos outros (129)

Posted on | July 17, 2015 | No Comments

Canção para os fonemas da alegria

Peço licença para algumas coisas.
Primeiramente para desfraldar
este canto de amor publicamente.


Sucede que só sei dizer amor
quando reparto o ramo azul de estrelas
que em meu peito floresce de menino.

Peço licença para soletrar,
no alfabeto do sol pernambucano,
a palavra ti-jo-lo, por exemplo,

e poder ver que dentro dela vivem
paredes, aconchegos e janelas,
e descobrir que todos os fonemas

são mágicos sinais que vão se abrindo
constelação de girassóis gerando
em círculos de amor que de repente
estalam como flor no chão da casa.

Às vezes nem há casa: é só o chão.
Mas sobre o chão quem reina agora é um homem
diferente, que acaba de nascer:

porque unindo pedaços de palavras
aos poucos vai unindo argila e orvalho,
tristeza e pão, cambão e beija-flor,

e acaba por unir a própria vida
no seu peito partida e repartida
quando afinal descobre num clarão

que o mundo é seu também, que o seu trabalho
não é a pena que paga por ser homem,
mas um modo de amar — e de ajudar

o mundo a ser melhor. Peço licença
para avisar que, ao gosto de Jesus,
este homem renascido é um homem novo:

ele atravessa os campos espalhando
a boa-nova, e chama os companheiros
a pelejar no limpo, fronte a fronte,

contra o bicho de quatrocentos anos,
mas cujo fel espesso não resiste
a quarenta horas de total ternura.

Peço licença para terminar
soletrando a canção de rebeldia
que existe nos fonemas da alegria:

canção de amor geral que eu vi crescer
nos olhos do homem que aprendeu a ler.

Santiago do Chile, verão de 1964.

Thiago de Mello,
Faz Escuro Mas eu Canto — Porque a Manhã Vai Chegar.
Poesias, Editora Civilização Brasileira, Rio, 1965.

Das palavras dos outros (128)

Posted on | July 17, 2015 | No Comments

“Na concepção “bancária” que estamos criticando, para a qual a educação é o ato de depositar, de transferir, de transmitir valores e conhecimentos, não se verifica nem pode verificar-se esta superação. Pelo contrário, refletindo a sociedade opressora, sendo dimensão da “cultura do silêncio”, a “educação” “bancária” mantém e estimula a contradição. Dai, então, que nela:
a) o educador é o que educa; os educandos, os que são educados;
b) o educador é o que sabe; os educandos, os que não sabem;
c) o educador é o que pensa; os educandos, os pensados;
d) o educador é o que diz a palavra; os educandos, os que a escutam docilmente;
e) o educador é o que disciplina; os educandos, os disciplinados;
f) o educador é o que opta e prescreve sua opção; os educandos os que seguem a prescrição;
g) o educador é o que atua; os educandos, os que têm a ilusão de que atuam, na atuação do educador;
h) o educador escolhe o conteúdo programático; os educandos, jamais ouvidos nesta escolha, se acomodam a ele;
i) o educador identifica a autoridade do saber com sua autoridade funcional, que opõe antagonicamente à liberdade dos educandos; estes devem adaptar-se às determinações daquele;
j) o educador, finalmente, é o sujeito do processo; os educandos, meros objetos.
Se o educador é o que sabe, se os educandos são os que nada sabem, cabe àquele dar, entregar, levar, transmitir o seu saber aos segundos. Saber que deixa de ser de “experiência feito” para ser de experiência narrada ou transmitida”.

(p.34)

Das palavras dos outros (127)

Posted on | July 17, 2015 | No Comments

“Na visão “bancária” da educação, o “saber” é uma doação dos que se julgam sábios aos que julgam nada
saber. Doação que se funda numa das manifestações instrumentais da ideologia da opressão – a absolutização da ignorância, que constitui o que chamamos de alienação da ignorância, segundo a qual
esta se encontra sempre no outro”.

(p. 33)

pedagogia crítica

Posted on | July 16, 2015 | No Comments

#veremos

Posted on | July 13, 2015 | No Comments

#veremos

Posted on | July 12, 2015 | No Comments

Intensamente, amor
intensamente
ponho na minha voz esta saudade
que é feita de futuro no presente
e na ilusão é feita de verdade

intensamente, amor
intensamente

desesperando, amor
desesperando
por mesmo assim eu não te dizer tudo
mesmo ao lembrar-me de onde e como e quando
teu coração mudou
mas eu não mudo

desesperando, amor
desesperando

até ao fim, amor
até ao fim do mundo
tal qual Pedro e Inês
aqui te espero
aqui me tens a mim
neste mísero estado em que me vês

até ao fim, amor
até ao fim, amor
até ao fim

#veremos

Posted on | July 8, 2015 | No Comments

O teu riso

Tira-me o pão, se quiseres,
tira-me o ar, mas
não me tires o teu riso.

Não me tires a rosa,
a flor de espiga que desfias,
a água que de súbito
jorra na tua alegria,
a repentina onda
de prata que em ti nasce.

A minha luta é dura e regresso
por vezes com os olhos
cansados de terem visto
a terra que não muda,
mas quando o teu riso entra
sobe ao céu à minha procura
e abre-me todas
as portas da vida.

Meu amor, na hora
mais obscura desfia
o teu riso, e se de súbito
vires que o meu sangue mancha
as pedras da rua,
ri, porque o teu riso será para as minhas mãos
como uma espada fresca.

Perto do mar no outono,
o teu riso deve erguer
a sua cascata de espuma,
e na primavera, amor,
quero o teu riso como
a flor que eu esperava,
a flor azul, a rosa
da minha pátria sonora.

Ri-te da noite,
do dia, da lua,
ri-te das ruas
curvas da ilha,
ri-te deste rapaz
desajeitado que te ama,
mas quando abro
os olhos e os fecho,
quando os meus passos se forem,
quando os meus passos voltarem,
nega-me o pão, o ar,
a luz, a primavera,
mas o teu riso nunca
porque sem ele morreria.

Pablo Neruda, in “Poemas de Amor de Pablo Neruda”

keep looking »
  • João José Pereira Marques

    Docente do ensino Básico e secundário.

    Entrou para a escola em Setembro de 1980 (ou terá sido Outubro?) e nunca mais voltou a conseguir sair.

    Licenciado em Matemática – Ramo de Formação Educacional pela Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Coimbra;

    Licenciado em Informática – Via Ensino pela Universidade Católica Portuguesa;

    Mestre em Administração e Organização Escolar pela Universidade Católica Portuguesa;

    Doutorando - Universidade do Minho - Instituto de Educação - Tecnologia Educativa;

    Professor no Colégio São Martinho (desde 1 de Setembro de 2000);

    Formador em cursos EFA;

    Formador de professores;

    Foi vogal e Presidente da Direcção do Centro de Assistência Paroquial de Pampilhosa.

    Foi militante da Juventude Operária Católica.

    Foi escuteiro.

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